14/4/2008
A Secretaria de Documentação do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou alguns serviços que podem ser visualizados no site do Supremo, acessado pelo endereço eletrônico www.stf.gov.br. Os internautas poderão conferir a versão eletrônica da Coleção Memória Jurisprudencial, acórdãos anteriores ao ano de 1950, publicações referentes às sessões em homenagem a ministros, regimentos internos antigos e bibliografias temáticas sobre assuntos importantes julgados pela Corte.
“A idéia é democratizar todas essas informações”, disse a secretária de Documentação, Altair Damiani, informando que os trabalhos foram realizados pelas coordenadorias de Divulgação de Jurisprudência, de Análise de Jurisprudência e de Biblioteca, que compõem a Secretaria de Documentação. “Muito foi feito, mas há muito por fazer”, concluiu a secretária.
Coleção Memória Jurisprudencial
Altair Damiani comunicou o lançamento virtual da Coleção Memória Jurisprudencial, composta por livros que trazem uma análise das decisões mais relevantes de ministros do STF. Atualmente, a série é composta por cinco volumes dedicados aos ministros Castro Nunes, Pedro Lessa, Victor Nunes, Aliomar Baleeiro e Orozimbo Nonato. “Queremos que todas as pessoas tenham acesso a esses livros virtuais”, ressaltou a secretária de documentação.
A versão eletrônica está localizada no link Publicações, Publicações Institucionais, Memória Jurisprudencial.
Coletânea de acórdãos
Também na internet está sendo disponibilizada a Coletânea de Acórdãos (Colac). Já foram digitalizados cerca de 350 volumes com aproximadamente 70 mil páginas referentes a acórdãos anteriores a 1950. Esses acórdãos totalizam 962 volumes e estão sendo gradativamente publicados no site pelo mesmo endereço.
Homenagem aos ministros
A secretária de Documentação informou mudanças na linha editorial da secretaria. Antes, eram produzidos livros impressos chamados plaquetas, contendo registro individualizado das sessões realizadas em homenagem aos ministros. Agora, o material estará à disposição pela internet e, a cada 10 anos, um único volume com a obra coletiva será impresso.
Ela lembrou que, conforme o artigo 365 do Regimento Interno do STF, sessões de homenagem aos ministros ocorrem por motivo de aposentadoria, falecimento e centenário de nascimentos. A versão eletrônica das plaquetas está disponível no link Publicações, Publicações Institucionais.
Regimentos internos
Em razão da demanda de pesquisa histórica recebida pela Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal foi disponibilizado, ao usuário, o texto original, consolidado e atualizado do Regimento Interno do STF, referente ao ano de 1970. Este serviço pode ser acessado pelo link Legislação, Regimentos Anteriores. Os regimentos de 1981, 1909 e 1940 estão em fase de elaboração.
Bibliografia temática
Por fim, a Secretária falou sobre o trabalho elaborado pelas Coordenadorias de Biblioteca e de Análise de Jurisprudência relativo ao levantamento bibliográfico, de jurisprudência e de legislação sobre assuntos relevantes em discussão no Tribunal. Entre os temas, destacam-se os mais recentes: Biossegurança e Células-tronco (fevereiro 2008) e Lei de Imprensa (abril 2008). O usuário pode ter acesso a este produto pelo link Biblioteca, Produtos da Biblioteca, Bibliografias Temáticas.
STF
Fonte: Direito do Estado.com.br
segunda-feira, 14 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Ibict Lança CDU 2ª Edição - Padrão Internacional em Língua Portuguesa
Ao lançar ao público brasileiro a CDU 2ª edição - Padrão Internacional em Língua Portuguesa, o IBICT retoma e atualiza um poderoso e indispensável recurso para classificar todos os campos do conhecimento humano.
Sistemas de informação, como bibliotecas, bases de dados , bibliotecas digitais, portais e repositórios, têm na classificação a base para recuperação, acesso e uso de conteúdos. Essa ferramenta transcende a utilização pelos profissionais da informação, chegando aos pesquisadores, professores, especialistas e alunos, nas atividades de ensino e pesquisa.
A obra compõe-se de dois volumes : - volume 1 – Tabelas sistemáticas, com 1.257 páginas. ISBN 978-85-7013-075-4; - volume 2 – Índice alfabético, com 603 páginas e mais de 74.000 termos. ISBN 978-85-7013-074-7. Preço:2v. R$540,00.
Mais informações pelo site www.ibict.br/publicacoes, pelo e-mail nucom@ibict.br e pelo telefone: (61) 3217-6161.
Sistemas de informação, como bibliotecas, bases de dados , bibliotecas digitais, portais e repositórios, têm na classificação a base para recuperação, acesso e uso de conteúdos. Essa ferramenta transcende a utilização pelos profissionais da informação, chegando aos pesquisadores, professores, especialistas e alunos, nas atividades de ensino e pesquisa.
A obra compõe-se de dois volumes : - volume 1 – Tabelas sistemáticas, com 1.257 páginas. ISBN 978-85-7013-075-4; - volume 2 – Índice alfabético, com 603 páginas e mais de 74.000 termos. ISBN 978-85-7013-074-7. Preço:2v. R$540,00.
Mais informações pelo site www.ibict.br/publicacoes, pelo e-mail nucom@ibict.br e pelo telefone: (61) 3217-6161.
MA ganha Biblioteca Virtual em Saúde

07-Abr-2008
A população do Maranhão ganhou mais um aliado para a democratização do acesso à informação em saúde e promoção da cidadania. Chega ao estado a Estação Biblioteca Virtual em Saúde (Estação BVS).
A população do Maranhão ganhou mais um aliado para a democratização do acesso à informação em saúde e promoção da cidadania. Chega ao estado a Estação Biblioteca Virtual em Saúde (Estação BVS). Na próxima quinta-feira, 10, será instalada a BVS na Escola Técnica do SUS de São Luís (Canto da Fabril). Um dia antes, a inauguração acontece na Escola Técnica do SUS Nazaré Neiva (ETSUS-MA).
Iniciativa do Ministério da Saúde com a Bireme/Opas/OMS e o Governo do estado e prefeituras, a Estação BVS permite aos usuários acesso livre a informações geradas por instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) e acadêmicas disponíveis na Biblioteca Virtual de Saúde. Neste espaço gestores, pesquisadores, estudantes, profissionais em saúde e sociedade em geral têm acesso a mais de 16 milhões de referências técnico-científicas e podem conhecer melhor as políticas, programas e ações do Ministério da Saúde e legislação sanitária vigente.
Informações para a sociedade também se fazem presentes na BVS, tais como dicas em saúde, exposições virtuais e datas relevantes para a saúde. O diferencial é que cada Estação BVS conta com profissionais capacitados e preparados para atender a comunidade usuária e atuarem como agentes multiplicadores de informação.
A Estação BVS compõe a estratégia da Rede de Bibliotecas e Unidades de Informação Cooperantes da Saúde (BiblioSUS), que dissemina a produção literária da esfera federal do SUS e fomenta o debate, a interação, a pesquisa e a promoção da saúde. A Rede BiblioSUS possui 1.245 centros cooperantes (unidades interligadas), sendo 23 no Maranhão. A proposta é que com as solenidades de instalação das estações BVS as bibliotecas conheçam também a Rede BiblioSUS e passem a integrar essa rede.
Nos estados
A implantação da Estação BVS já contemplou 24 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Maranhão, Tocantins e Distrito Federal. A meta é que todos os estados sejam contemplados até o final deste mês.
Curso de capacitação para prática profissional
A Escola Técnica do SUS (ETSUS), vinculada ao Governo do Maranhão, realiza a partir de hoje, 7, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL), a Capacitação Pedagógica para docentes/facilitadores do Curso Técnico Agente Comunitário de Saúde – Etapa Formativa 2.
O curso faz parte das ações estratégicas da ETSUS do Maranhão para o desenvolvimento dos serviços de saúde, através do aprimoramento da prática profissional.
Os alunos do curso são provenientes de 50 municípios maranhenses, das regionais de Santa Inês, Pinheiro, Chapadinha, Itapecuru-Mirim, Viana e Açailândia, totalizando 2.746 agentes que serão capacitados para atuar como multiplicadores em suas respectivas áreas de trabalho.
Os instrutores são técnicos de nível superior selecionados pela Secretaria de Estado da Saúde, que utilizarão metodologia participativa, com palestras e trabalhos em grupos com carga horária de 88 horas.
Segundo a Diretora da ETSUS, Maria José Medeiros, ao final do curso, os alunos terão desenvolvido um plano de trabalho a ser colocado em prática em seus respectivos municípios.
A ETSUS Maranhão foi criada através do Decreto Nº. 20217, de 30 de dezembro de 2003 e tem como mantenedora a Secretaria de Estado da Saúde com a cooperação técnica da Secretaria de Educação.
Os cursos oferecidos pela Escola são: Técnico Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Higiene Bucal, Técnico de Análises Clínicas e Técnico de Enfermagem. Maria José Medeiros informou também que a ETSUS já programou mais três cursos desse nível ainda para o primeiro semestre de 2008.
Fonte: O Imparcial Online
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
A Estante Virtual: qualidades e defeitos

Por Carlos Nepomuceno
Data de Publicação: 05 de Janeiro de 2008
Andei experimentando comprar livros pelo site Estante Virtual.
Que aliás teve uma idéia espetacular: reunir sebos de todo o Brasil em uma base de dados única para pesquisa de preço e compra por interessados.
Uma mão na roda, se o site fosse um pouco mais afinado com os conceitos atuais da Internet.
Vejamos.
Ao fechar a compra, após escolher um livro, você recebe automaticamente o nome, telefone e e-mail do livreiro e realiza toda a transação diretamente com este, que também recebe uma mensagem do seu pedido.
O sebo paga uma comissão ao site, segundo dizem, de 5%. Comprei, digamos, uns seis ou sete livros nos últimos dois meses.
O critério de pagamento não é padrão: varia de livreiro para livreiro.
Operam com bancos diferentes, geralmente Bradesco e Banco do Brasil e raramente com cartão de crédito. Se você não tem conta nos bancos escolhidas pelo livreiro, ou enfrenta a fila no banco ou faz DOC on-line (o Bradesco cobra R$ 8,00, por exemplo, quase, ou mais, o preço do frete do livro).
Na minha vida de comprador da Estante Virtual, dos sete livros comprados, tive pequenos problemas apenas com dois. A maioria acertou na mosca, enviando os livros sem problemas.
Muitos talvez tenham cobrado mais caro do que se tivesse ido à loja. E, como informa um usuário em mensagem no fórum do site: "notei que estão cobrando (por um livro usado) até mais caro que o novo".
Assim, é preciso pesquisar bastante e comparar com sites de livros novos, para evitar comprar gato por lebre. Em resumo, vale bem para quem quer livros raros e esgotados. E para boas ofertas, já que se compara preços de vários vendedores.
Entre os livreiros que me venderam e não me atenderam bem: um, confundiu meu telefone com o CEP e me mandou e-mail:
"Sugiro que, caso não chegue o livro, que o procure numa agência próxima da sua casa".
Depois que reclamei de estarem transferindo o problema que eram deles para mim, o consumidor, me prometeram enviar outro exemplar, o que foi bem legal.
O outro, depois de me enviar por e-mail duas contas de poupança, que não permitem depósito pela Internet, me indicou, por fim, uma conta corrente, para depósito em uma agência do Unibanco, que continha zeros demais.
O dinheiro, ainda bem, voltou para minha conta, mas perdi os R$ 8,00 do DOC. Cancelei a compra e engoli o micro-prejuízo.
Ou seja, não há regularidade de atendimento e aí está o calcanhar de Aquiles da Estante Virtual: não podemos selecionar os melhores livreiros, a partir da avaliação de outros compradores.
O site se limita a cadastrar e deixar pesquisar na base de dados, o que já está um tanto superado na atual fase da rede colaborativa.
A meu ver, não existe, assim, mais a possibilidade de site de venda na rede que não permitam toda a comunidade (quem compra ou vende) verificar quem-é-quem do outro lado.
Para assim, desenvolver uma boa reputação, um bom "carma" (como chamam por aí) para que cada um seja avaliado pela comunidade para a qual oferecem serviços e produtos.
Nem livreiros, nem compradores vão querer se expor se a cada ação for avaliado pelo outro.
Só dessa forma - e o que é melhor: sem custo de manutenção para o site organizador - é possível separar o joio do trigo. É bom para todos, quem organiza, quem compra e quem vende.
Sim, é preciso desenvolver a ferramenta colaborativa. Mas feito isso o resto é deixar a comunidade se auto-organizar. Se não há dinheiro para tanto, que tal chamar os livreiros para entrar com recurso e até serem sócios do projeto?
(Um exemplo nessa linha foi feito pela Ingresso.com, que convocou os donos de cinema para entrarem de sócio no negócio e está aí como a principal empresa de venda de bilhetes na rede.)
Negócios a parte, o melhor modelo de venda de usados, me parece ainda o Mercado Livre que uso também com freqüência.
Comprei, por exemplo um controle antigo de videogame para meus filhos, que não tem mais para vender nas lojas tradicionais.
O primeiro que veio estava com defeito.
O vendedor fez questão de me devolver o dinheiro, pois estava preocupado com a avaliação que faria dele no site, pois o histórico está lá para quem quiser ver.
Existe lá a possibilidade de fraude, de cano, de problemas no mercado livre? Sim, mas isso é - ou deveria - ser punido fortemente pela comunidade e pelo próprio site em alguns casos.
(Não é raro encontrar que fulano e beltrano foram expulsos do Mercado Livre por ações dolosas.)
Quanto maior e positivo o histórico, mais confiança se tem na transação de ambos os lados. Não é à toa que hoje os cheques vêm com a data da abertura de conta, algo similar a esse conceito.
Talvez ainda haja muito a melhorar, mas em termos conceituais o Mercado Livre está em um patamar na evolução da sociedade em rede e a Estante Virtual em outro, bem abaixo.
Para agravar ainda mais a situação, além da falta de ferramenta adequada, falta aos empreendedores do site conceitos básicos de como o espaço livre e democrático da rede funciona.
Ao ter problemas com um livreiro e com o conceito exposto aqui sobre o próprio projeto postei duas mensagens no fórum do site.
Recebi logo depois um e-mail de outro usuário da Estante Virtual, que me alertou: "Vão te censurar!".
Não acreditei.
Mas, dito e feito: dois dias depois minhas duas mensagens foram deletadas e recebi o seguinte e-mail do suporte da Estante Virtual:
Prezado Carlos,
A Estante Virtual busca sempre intervir da melhor maneira para garantir tanto aos sebos quanto aos clientes a satisfação nas transações realizadas através do portal. Se houve algum incidente que você queira relatar e resolver, o melhor caminho é escrever para o suporte.
Posts como esse apenas geram discussões com donos de sebo e desacreditam o serviço aqui prestado. Pedimos, mais uma vez, que por favor não envie suas reclamações e sugestões para o Fórum (grifo meu), e sim para o suporte.
Qualquer dúvida, estamos aqui.
Veja o que diz, contraditoriamente, o cabeçalho do fórum:
Fórum
O objetivo deste fórum é permitir a livre troca de informações e experiências entre toda a comunidade de participantes da Estante Virtual (grifo meu), com referência ao portal ou mesmo à ampla gama de questões relacionadas à cultura. Você pode participar criando um novo tópico ou também respondendo os tópicos já iniciados. Para perguntas direcionadas diretamente à equipe da Estante Virtual, utilize porém preferencialmente o formulário de contato.
Não é verdade o que dizem ali, não é livre.
E não é dito também que experiências negativas serão deletadas.
É fundamental, assim, que a Estante Virtual - da qual sou usuário e apoio a iniciativa - reveja o conceito do espaço democrático que a Internet permite e - de certa forma - exige.
E, além da busca, ofereçam a possibilidade da comunidade atestar a honestidade e qualidade dos serviços de cada livreiro. E estes dos usuários, o que agregaria um valor enorme ao atual serviço.
Como até sugere um dos livreiros, em mensagem no Fórum, no dia 16/12:
Boa noite a todos ! Tenho observado nos últimos meses um aumento no número de pedidos cancelados. Na verdade, somente uma minoria solicita cancelamento.... ele se dá porque o cliente sequer responde aos e-mails e aí acabo cancelando. Gostaria de sugerir à EV que pudéssemos ter acesso a um histórico do cliente, tipo: quantas compras já efetivou e quantos cancelamentos. Acho que isto inibiria um pouco aqueles clientes que fazem o pedido e não dão qualquer retorno ao livreiro.
E que compreendam que na rede quanto mais se troca informação usuário- usuário-vendedor-vendedor,etc, quanto mais se abre espaço para a participação de todos e quanto mais se utilizam das mesmas para melhorar o serviço, melhor e mais povoado fica o projeto, gerando, obviamente, mais negócios.
Torço por mudanças!
Disponível em: http://www.dicas-l.com.br/conhecimento_em_rede/conhecimento_em_rede_20080105.php
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Mec repassa recursos para as bibliotecas do Centro-Oeste
O Mec, através da Secretaria de Educação a Distância, efetuou, no último dia 26 de dezembro, o repasse de três milhões e duzentos mil reais para as bibliotecas dos pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) no Centro-Oeste. O recurso será administrado pela UAB-UFMT, destinando-se à aquisição de livros para vinte municípios previamente selecionados e que funcionarão como pólos para a oferta de cursos pelas universidades federais da região, quais sejam a UFMS, a UnB e a UFT, além da UFMT.
A UFMT foi inserida na UAB em outubro do ano passado, quando iniciou a aquisição dos equipamentos para a montagem dos espaços, a elaboração do material didático e a preparação das equipes dos professores. Em 2008, atuará em quatro pólos: Ribeirão Cascalheira, Pontes e Lacerda e Primavera do Leste.
A UAB é mantida pelo Governo Federal e funciona em parceria com as universidades federais e prefeituras, através da publicação de editais que orientam as prefeituras na solicitação dos cursos de interesse para o seu município e região.
Autor: Silvana Ribas
Fonte: Gazeta Digital
Disponível em: http://www.gazetadigital.com.br
A UFMT foi inserida na UAB em outubro do ano passado, quando iniciou a aquisição dos equipamentos para a montagem dos espaços, a elaboração do material didático e a preparação das equipes dos professores. Em 2008, atuará em quatro pólos: Ribeirão Cascalheira, Pontes e Lacerda e Primavera do Leste.
A UAB é mantida pelo Governo Federal e funciona em parceria com as universidades federais e prefeituras, através da publicação de editais que orientam as prefeituras na solicitação dos cursos de interesse para o seu município e região.
Autor: Silvana Ribas
Fonte: Gazeta Digital
Disponível em: http://www.gazetadigital.com.br
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São Paulo recebe a 20ª Bienal do Livro em agosto
Donizeti Costa - Diário de S. Paulo
SÃO PAULO - De 14 a 24 de agosto ocorrerá, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, a 20ª edição da Bienal do Livro.
Uma das novidades deste ano - quando se celebram 200 anos da indústria gráfica no Brasil e da fundação da Biblioteca Nacional - é a Bienal Criança, para a qual foi reservada uma área de 11 mil metros quadrados dos 80 mil metros que terá a feira.
Participarão cerca de 900 selos editoriais do mundo nesta Bienal do Livro, a segunda no gênero no mercado livreiro internacional e que teve 80% de seus estandes vendidos com um ano de antecedência. A previsão é de que 800 mil pessoas visitem o espaço.
Fonte: O Globo On-line
Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/01/07/sao_paulo_recebe_20_bienal_do_livro_em_agosto-327912853.asp
SÃO PAULO - De 14 a 24 de agosto ocorrerá, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, a 20ª edição da Bienal do Livro.
Uma das novidades deste ano - quando se celebram 200 anos da indústria gráfica no Brasil e da fundação da Biblioteca Nacional - é a Bienal Criança, para a qual foi reservada uma área de 11 mil metros quadrados dos 80 mil metros que terá a feira.
Participarão cerca de 900 selos editoriais do mundo nesta Bienal do Livro, a segunda no gênero no mercado livreiro internacional e que teve 80% de seus estandes vendidos com um ano de antecedência. A previsão é de que 800 mil pessoas visitem o espaço.
Fonte: O Globo On-line
Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/01/07/sao_paulo_recebe_20_bienal_do_livro_em_agosto-327912853.asp
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Internet estimula jovens a irem a bibliotecas nos EUA, diz estudo

Folha Online
Ao contrário do que se costuma pensar, a internet pode estar despertando o interesse das pessoas por livros, pelo menos nos Estados Unidos. Uma pesquisa mostra que mais da metade dos norte-americanos foi a uma biblioteca no país --muitos deles atraídos pelas informações a que tiveram acesso nos EUA.
Dos 53% dos norte-americanos que disseram ter visitado uma biblioteca em 2007, os usuários mais "intensos" tinham de 18 a 30 anos, segundo pesquisa da Pew Internet & American Life Project.
E, de acordo com o estudo, os internautas são duas vezes mais propensos a freqüentar bibliotecas do que aquelas que não usam a rede.
"Essa descoberta vira de cabeça para baixo a nossa opinião sobre bibliotecas", afirma Leigh Estabrook, professora emérita da Universidade de Illinois, co-autora do estudo.
"O uso da internet parece criar uma fome por informação e são as pessoas que usam muito a rede que parecem estar mais dispostos a visitar bibliotecas", afirma a professora.
Surpresa
Conforme a pesquisa, os resultados foram surpreendentes, principalmente em relação a essa faixa-etária. Isso porque em 1996 um estudo da Benton Foundation apontou que as pessoas com essa idade consideravam que as bibliotecas se tornariam menos relevantes no futuro.
"10 anos depois, os irmãos e irmãs mais novos dessas pessoas são os mais ávidos usuários de bibliotecas", afirma a pesquisadora.
Com informações da Associated Press
Fonte: Folha Online
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u359298.shtml
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A elite do ensino público
Ao comparar o desempenho dos melhores alunos dos colégios particulares e dos melhores alunos da rede pública no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministério da Educação (MEC) fez uma descoberta surpreendente. Ao contrário do que se imaginava, os estudantes mais aplicados dos colégios municipais, estaduais e federais obtiveram uma nota média de 68,77, numa escala de zero a 100, contra 68,72 dos estudantes mais aplicados da rede privada. Na prova de redação, a diferença foi superior a 9 pontos em favor da elite da rede pública.
A comparação foi feita entre 149.430 alunos da rede pública que concluíram o ensino médio em 2006 e 149.430 escolhidos entre os melhores formandos da rede privada. Divulgado com exclusividade pelo Estado, o estudo do MEC mostra que 91% dos melhores alunos da rede pública estão matriculados em escolas estaduais, 6,2% em escolas federais e 2,5% em escolas municipais.
A maioria dos melhores alunos da rede pública de ensino médio se concentra nas Regiões Sul e Sudeste, as mais desenvolvidas do País, onde há Estados, como o Rio Grande do Sul, com um longo histórico de investimento em educação básica e em qualificação dos professores das redes públicas. Foi por isso que os alunos gaúchos obtiveram uma média superior à brasileira no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados foram divulgados há três semanas.
No total, o ensino médio tem 9 milhões de alunos matriculados. A grande maioria dos estudantes da rede pública saiu-se mal nos exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), no Pisa e no Enem, que é uma prova optativa. Se forem consideradas as notas médias dos 602.232 concluintes do ensino médio que participaram do teste este ano, o desempenho foi 20 pontos abaixo do registrado entre alunos da rede particular. Mas o brilhante desempenho da minoria, que constitui a elite das escolas públicas, sinaliza o caminho que deve ser seguido pelas autoridades educacionais.
"O resultado (do estudo do MEC) mostra o esforço pessoal do bom aluno da rede pública", diz a pedagoga Márcia Sigrist, da Unicamp. Ou seja, quando o estudante é estimulado por professores capacitados, ele tende a se superar, buscando novas fontes de informação, além daquelas que são dadas em sala de aula. Um dos alunos da rede pública que se destacou por seu desempenho no último Enem, acertando 93,65% das questões da prova, é filho de um metalúrgico, estudou a vida inteira em escola pública e faz o ensino médio num colégio estadual na capital, onde foi estimulado a ler o noticiário da internet.
Outro fator que vem estimulando os alunos da rede pública de ensino médio a estudar é a possibilidade de usar as notas do Enem para entrar numa instituição de ensino superior. Atualmente, mais de 400 faculdades em vários Estados utilizam essas notas em substituição do vestibular ou como complemento de seu processo seletivo. E universidades de ponta, como a USP e a Unicamp, adotaram um bem-sucedido programa de inclusão social, premiando com até 30 pontos, em seus vestibulares, os candidatos egressos de escola pública.
São medidas simples, mas eficientes. Esta a lição que se pode extrair do estudo do MEC. A revolução educacional não se faz com sistemas de cotas raciais ou outras demagógicas iniciativas de "ações políticas afirmativas", mas com ensino de qualidade e acesso à informação. A escolaridade básica é o principal alicerce para uma boa formação escolar e profissional. É, também, um fator decisivo para a redução das desigualdades sociais, já que a mobilidade de jovens e adultos no mercado de trabalho depende da educação básica. Depois que uma boa escola do ensino fundamental ensina o aluno a ler, escrever, calcular, pensar e refletir, tudo o mais pode ser aprendido com rapidez e facilidade. E, quanto maior é o estímulo ao estudante do ensino médio para que amplie seus horizontes cognitivos, maiores são suas oportunidades de ingressar no ensino superior ou de sucesso na economia formal.
Quando todos os estudantes do ensino médio do País tiverem o mesmo ensino de qualidade que foi dado àqueles que se saíram bem no último Enem, o Brasil terá dado um passo decisivo para a redução das desigualdades sociais.
Fonte: Estadão.com.br, Caderno Opinião
Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080101/not_imp103023,0.php
A comparação foi feita entre 149.430 alunos da rede pública que concluíram o ensino médio em 2006 e 149.430 escolhidos entre os melhores formandos da rede privada. Divulgado com exclusividade pelo Estado, o estudo do MEC mostra que 91% dos melhores alunos da rede pública estão matriculados em escolas estaduais, 6,2% em escolas federais e 2,5% em escolas municipais.
A maioria dos melhores alunos da rede pública de ensino médio se concentra nas Regiões Sul e Sudeste, as mais desenvolvidas do País, onde há Estados, como o Rio Grande do Sul, com um longo histórico de investimento em educação básica e em qualificação dos professores das redes públicas. Foi por isso que os alunos gaúchos obtiveram uma média superior à brasileira no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados foram divulgados há três semanas.
No total, o ensino médio tem 9 milhões de alunos matriculados. A grande maioria dos estudantes da rede pública saiu-se mal nos exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), no Pisa e no Enem, que é uma prova optativa. Se forem consideradas as notas médias dos 602.232 concluintes do ensino médio que participaram do teste este ano, o desempenho foi 20 pontos abaixo do registrado entre alunos da rede particular. Mas o brilhante desempenho da minoria, que constitui a elite das escolas públicas, sinaliza o caminho que deve ser seguido pelas autoridades educacionais.
"O resultado (do estudo do MEC) mostra o esforço pessoal do bom aluno da rede pública", diz a pedagoga Márcia Sigrist, da Unicamp. Ou seja, quando o estudante é estimulado por professores capacitados, ele tende a se superar, buscando novas fontes de informação, além daquelas que são dadas em sala de aula. Um dos alunos da rede pública que se destacou por seu desempenho no último Enem, acertando 93,65% das questões da prova, é filho de um metalúrgico, estudou a vida inteira em escola pública e faz o ensino médio num colégio estadual na capital, onde foi estimulado a ler o noticiário da internet.
Outro fator que vem estimulando os alunos da rede pública de ensino médio a estudar é a possibilidade de usar as notas do Enem para entrar numa instituição de ensino superior. Atualmente, mais de 400 faculdades em vários Estados utilizam essas notas em substituição do vestibular ou como complemento de seu processo seletivo. E universidades de ponta, como a USP e a Unicamp, adotaram um bem-sucedido programa de inclusão social, premiando com até 30 pontos, em seus vestibulares, os candidatos egressos de escola pública.
São medidas simples, mas eficientes. Esta a lição que se pode extrair do estudo do MEC. A revolução educacional não se faz com sistemas de cotas raciais ou outras demagógicas iniciativas de "ações políticas afirmativas", mas com ensino de qualidade e acesso à informação. A escolaridade básica é o principal alicerce para uma boa formação escolar e profissional. É, também, um fator decisivo para a redução das desigualdades sociais, já que a mobilidade de jovens e adultos no mercado de trabalho depende da educação básica. Depois que uma boa escola do ensino fundamental ensina o aluno a ler, escrever, calcular, pensar e refletir, tudo o mais pode ser aprendido com rapidez e facilidade. E, quanto maior é o estímulo ao estudante do ensino médio para que amplie seus horizontes cognitivos, maiores são suas oportunidades de ingressar no ensino superior ou de sucesso na economia formal.
Quando todos os estudantes do ensino médio do País tiverem o mesmo ensino de qualidade que foi dado àqueles que se saíram bem no último Enem, o Brasil terá dado um passo decisivo para a redução das desigualdades sociais.
Fonte: Estadão.com.br, Caderno Opinião
Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080101/not_imp103023,0.php
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Microsoft desenvolve tradutor de documentos para cegos

FRANKFURT (Reuters) - A Microsoft e o consórcio de audiobooks DAISY estão trabalhando juntos numa ferramenta que permitirá aos deficientes visuais a traduzir documentos do Microsoft Word em padrões de áudio digital.
As duas organizações afirmaram nesta terça-feira que a colaboração tem como objetivo a produção de um programa gratuito de tradução de documentos escritos em Open XML --o formato padrão de arquivo para documentos do Microsoft Office 2007-- para o formato DAISY XML.
O arquivo DAISY XML poderia então ser processado para produzir áudio digital e outros formatos de exibição. A expectativa é de que o programa plugin esteja disponível no início de 2008.
O consórcio sem fins lucrativos DAISY (Digital Accessible Information System), com sede em Zurique, foi formado em 1996 por bibliotecas de audiobooks para ajudar na transposição de livros de áudio do formato analógico para o digital, e adotou um padrão livre com base em formatos de arquivos de Internet.
Entre seus membros estão o Serviço de Biblioteca Nacional dos Estados Unidos para Cegos e Portadores de Deficiências Físicas, a Organização Espanhola para Cegos e a Biblioteca em Braile da Coréia.
A Microsoft está em campanha para ter seu formato de documento Open XML aprovado como padrão internacional, o que ajudaria a empresa a ganhar aceitação de organizações do setor público.
A companhia não conseguiu a maioria necessária em setembro numa votação da Organização Internacional para Padronização (ISO), particularmente devido à preocupações de que o formato não seja realmente livre, mas apenas uma tática para prender o usuário em uma tecnologia.
Um grupo da ISO irá se reunir novamente em fevereiro para tentar chegar a um consenso, o que dá à Microsoft mais tempo para angariar votos.
Fonte: Reuters Brasil
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRN1355158520071113
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Despertar o prazer da leitura (Ceará)

Ações promovidas por ONGs, escolas e comunidades fazem da leitura uma ação transformadora
A educação é apontada como a solução milagrosa para todos os problemas do Brasil, sobretudo os ligados à violência. No entanto, no Ceará, mais de 1,7 milhão de pessoas não sabem sequer ler e escrever, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os projetos do governo alfabetizam e as crianças estão em sala de aula, mas são poucas as que conseguem entender o que um aglomerado de palavras — que chamamos de texto — significa. Essa deficiência faz com que a leitura não seja uma atividade prazerosa.
O futuro do Brasil depende da formação de leitores, não leitores funcionais; de placas de ônibus e bulas de remédio, e sim de leitores que saibam avaliar histórias, artigos, resenhas, enfim, qualquer gênero textual e usá-los no cotidiano. Para ocupar esse vácuo deixado pelas escolas, a sociedade civil tomou para si a responsabilidade de despertar o prazer da leitura nos mais de 326 mil jovens cearenses entre oito e 29 anos que não dominam a escrita.
Nascem assim as bibliotecas comunitárias. Espalhadas pelas periferias da Capital, elas mudam a realidade de pobreza e exclusão em que vivem milhares de crianças e jovens. “Eu aprendi a ler de verdade na biblioteca. Antes, eu só olhava as figuras, agora entendo o livro todo. Minhas notas até melhoraram no colégio”, conta Antônio Márcio Bezerra de Lima, de 15 anos. Eles e mais outras 80 crianças do bairro Bela Vista freqüentam todo os dias a biblioteca comunitária Mary Mona Kelly.
Com os livros nas mãos, eles se tornam herdeiros de um legado imaterial dominado por uma nobreza intelectual brasileira. “Através da leitura, aprendem a ser cidadãos”, diz a coordenadora da Biblioteca, Maria das Graças Raulino da Silva. Há quatro anos, a pequena biblioteca surgiu como uma iniciativa para tirar os meninos e meninas da ociosidade. Com a ajuda financeira e pedagógica da Organização Não Governamental canadense “I Can Foundation”, o espaço se tornou o orgulho da comunidade.
A diretora executiva da ONG canadense, Jacquie Rashleigh, explica que mais outras duas bibliotecas comunitárias são mantidas em Fortaleza com as doações trazidas do Canadá. As outras duas unidades funcionam no Pirambu, na comunidade Terra Prometida, e no Planalto Pici. Além do acervo para consulta e empréstimo, as instituições realizam outras atividades educacionais e culturais com as crianças dos bairros e oferecem lanches durante as atividades, uma forma de garantir a permanência e concentração dos pequenos.
Há ainda outras iniciativas semelhantes nos bairros Messejana, com a Biblioteca Gaivota e no Conjunto Ceará, onde estudantes do Curso de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará (UFC) estagiam. Este ano, mais duas bibliotecas comunitárias foram inauguradas, uma no Parque Genibaú e outra no Carlito Pamplona, como parte do projeto “Eu gosto de ler”, organizado pela vereadora de Fortaleza, Fátima Leite.
De acordo com a vereadora, outras seis comunidades manifestaram o desejo de ter um equipamento com livros didáticos e paradidáticos que possam conquistar mais jovens para o mundo das letras. Mais do que locais onde estudantes e a população, de modo geral, podem pegar livros na forma de empréstimo, as bibliotecas comunitárias consistem em espaços para reforço escolar e transformações sociais.
A vida de Francisco Gael Alves Pereira é outra depois que ele começou a ir para a biblioteca Mary Mona Kelly. “Antes eu vivia na rua e não era bom aluno. Hoje, eu gosto de ler e já li 20 livros este ano”, conta o menino. Os romances e histórias fantásticas são o grande atrativo da criançada, que depois envereda pela história e geografia do País, sempre descobrindo mundos novos.
HISTÓRIAS ENCANTADAS
Contato com os livros deve começar antes da alfabetização
O gosto pela leitura pode ser estimulado desde cedo, quando mal as crianças saem do berço. Com o ouvido atento, os pequenos escutam as histórias de fadas, bruxas e castelos encantados com admiração e assim têm o primeiro contato com o mundo da literatura. A participação da família é decisiva nesse processo, pois com a ajuda dos pais a leitura deixa de ser obrigatória e se torna um programa de família, passando a fazer parte do cotidiano das crianças.
O contato com a leitura deve começar antes do processo de alfabetização. Como explica a psicopedagoga Ana Ásia Almeida, no período de zero a seis anos de idade, a leitura é tratada de forma auditiva com as crianças. “Elas escutam, olham as imagens e imaginam as histórias”, observa. Na escola da rede privada em que ela atua como coordenadora pedagógica, desde muito cedo a leitura é estimulada com os alunos.
Eles participam de situações sociais de leitura e escrita. Uma dessas situações é a leitura de fim de semana. Na sexta-feira, as crianças levam um livrinho para casa e os pais devem ler a história para eles. Essa leitura, afirma a psicopedagoga, deve ser descompromissada, sem o peso de uma atividade pedagógica da escola. “Atrelar a leitura a um trabalho da escola é errado”, frisa Ana Ásia.
Aos pais, cabe não apenas ler o conteúdo do livro, mas narrar essa história, fazendo uma dramatização que envolva o filho no mundo de fantasia da história, a ponto deste se sentir parte dela. “As crianças se tornam quase um co-autor da história. Elas predizem os eventos e tendem até a mudar o final”, observa a coordenadora pedagógica. Além disso, a leitura das fotos é muito importante. Descrever as cenas ajuda as crianças a compreender o livro e a ter um senso crítico.
Mas os pais não devem esperar apenas pela iniciativa da escola para manter uma situação social de leitura. Há muitos títulos infantis que podem ser adquiridos e trabalhados em casa de modo a estimular a leitura. Ana Ásia aconselha os pais a comprar livros atrativos, de tamanho grande, com imagens coloridas e que deixem transparecer uma certa harmonia visual.
Em relação ao conteúdo, as histórias clássicas, como “Chapeuzinho Vermelho”, “Branca de Neve” e “Os Sete Anões” e “Cinderela”, são mais indicados para meninos e meninas depois dos quatro anos de idade. Antes disso, são preferíveis histórias com animais que já fazem parte do repertório cultural dos pequenos leitores.
A leitura ganha contornos lúdicos com a adição de canções, dramatizações e uso de fantoches. O mundo da literatura já é atrativo por despertar a capacidade de imaginar nos adultos e para a meninada ele é um convite à fantasia e à brincadeira. “A criança vive em um mundo imaginário e a literatura combina com isso, a leitura passa a ser então um desafio gostoso”, avalia a psicopedagoga Ana Ásia.
CASA DO CANTADOR
Acervo privilegia a literatura cearense
Michele de Sousa Araújo sai todos os dias do Álvaro Weyne para estudar na biblioteca da Casa do Cantador, no Carlito Pamplona. Ela e os amigos já criaram o hábito de ir todos os dias ao local para fazer as tarefas escolares e depois das lições, entre uma prateleira e outra, encontram uma história que ainda não conheciam ou uma poesia popular que ainda não tinham lido.
Reinaugurada com um acervo maior em julho deste ano, a biblioteca faz parte do projeto “Eu gosto de ler”, coordenado pela vereadora Fátima Leite, e já conta com um acervo que privilegia a cultura e produções locais, com destaque para os cordéis e livros raros, que não podem ser encontrados nas livrarias da Cidade.
“Tudo isso é pela cultura e pelas crianças”, frisa o diretor da Casa do Cantador, Dimas Mateus, também poeta popular. A biblioteca conta com 22 voluntários, que se dedicam a cuidar dos livros e das crianças. “Nosso desafio é estreitar os laços com as crianças para que elas leiam cada vez mais”, afirma a comerciante Tânia Lima do Nascimento, voluntária.
Por enquanto, a biblioteca não está trabalhando com empréstimos, pois ainda estão em processo de catalogação do acervo, explica Roosewelt Lins da Silva, bibliotecário responsável pelo projeto. Ele observa que o modelo de bibliotecas comunitárias está se expandindo rapidamente no Ceará, mais até que em outros Estados do Nordeste.
Essa demanda, frisa Roosewelt Lins, mostra a necessidade de investimentos em políticas de incentivo à leitura. Por conta disso, no próximo dia 20, será realizado o I Seminário de Incentivo à Leitura, no Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza, que tem como objetivo discutir a prática de leituras em Fortaleza.
Artigos nobres, mas perigosos
NAIANA RODRIGUES
naiana@diariodonordeste.com.br
A deficiência de leitura dos brasileiros não deriva da concorrência do livro com os meios eletrônicos. Ela está na raiz da formação do Brasil como Estado-Nação. A entrada dos livros no período colonial só foi permitida no ano final do século XVIII. Apesar da proibição, eram trazidos ilegamente da Europa e comercializados no mercado negro. Essa barreira significava uma estratégia do processo de colonização, pois a leitura de obras iluministas poderiam insuflar revoluções. Por conta desse poder, os livros sempre foram uma ameaça aos governos autoritários. Na Alemanha nazista, milhares de livros que se opunham ao pensamento do Füher foram queimados em praça pública, o que é uma afronta à história da humanidade. No entanto, mesmo em tempos de “democracias”, o livro ainda enfrenta resistências. Desta vez, provocadas pelas leis de mercado, que fazem deles artigos de luxo. Se são muitos os analfabetos funcionais no Brasil, poucos são aqueles que têm condições financeiras de adquirir livros, seja para o estudo ou para o deleite. O livro continua sendo um artigo da nobreza, da classe hegemônica, portanto, iniciativas de bibliotecas comunitárias e grupos de leitura são uma prova de resistência e de autonomia.
Hábito de ler é essencial para a escrita
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
JOSÉ LEMOS MONTEIRO *
jolemos@unifor.br
A importância da leitura se torna consensual a partir do princípio de que alguém só adquire e desenvolve a habilidade de escrever se aprender a ler. São dois processos solidários: ninguém aprende a escrever bem se não for um bom leitor. A leitura também é uma condição essencial para que o aluno entenda um texto.
Se ele não tem o hábito de ler, não vai ter referenciais para entender o conteúdo daquilo que está escrito. É essa incapacidade de compreender os significados de um livro ou de um texto qualquer que compõe o quadro do analfabetismo funcional.
O leitor consegue ler o texto, mas não tem referenciais para compreender os significados dele. Uma outra conseqüência do hábito de ler é a abertura para o aprendizado. Para que o aluno aprenda, ele precisa ter a capacidade de compreender os ensinamentos do professor. Primeiro ocorre a apreensão das idéias, segundo a compreensão e a terceira fase é a aprendizagem em si.
A leitura está, pois, diretamente inserida nesse processo. Hoje, com outros meios de comunicação mais ágeis não há muita motivação para a leitura. Mas a escola pode mudar isso utilizando certas estratégias, uma das quais a de possibilitar de que o aluno tenha acesso a textos de boa qualidade literária que, sem dúvida, constituem um instrumento de prazer.
Se a escola apresentar textos pobres e inexpressivos, não irá motivar o aluno. Esse trabalho deve começar nas séries iniciais, para que o aluno não acumule deficiências ao longo do tempo e chegue à Universidade sem querer ler.
* Professor do Curso de Letras da Unifor
Naiana rodrigues
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste
http://diariodonordeste.globo.com
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