Por Daniela Benante/Notícias MS
Em Mato Grosso do Sul, mais de 12% internos do regime fechado estão matriculados na escola formal, e os registros de evasão são mínimos. Conforme dados da Divisão de Educação da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), referentes ao período de maio-julho deste ano, 15 internos evadiram no trimestre. Unidades como o Instituto Penal de Campo Grande e o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, ambos da capital, que juntos somam 357 matriculados, não registraram nenhuma desistência.
No Estado, 18 estabelecimentos penais de regime fechado oferecem estudo. Dois são em Campo Grande. De acordo com informações coletadas na E. E. Pólo Regina Lúcia Nunes Betine, responsável pelo ensino nos presídios do Estado, 44 professores trabalham na educação de internos.
Relatório da Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen demonstra que o oferecimento da educação formal em presídios de MS representa para alguns custodiados uma oportunidade para começarem a vida escolar, pois só no processo de alfabetização são 143 matriculados. A maior parte dos internos que estuda freqüenta o ensino fundamental, totalizando 385, no ensino médio são 89.
Mas o processo educativo em presídios, realizado pela Agepen, vai além da educação formal, se materializado também por meio de realização de palestras que envolvem desde questões de saúde a leis penais, de apresentações e incentivo a trabalhos artísticos, cursos de inclusão digital, capacitação de professores, entre outros.
Remição pelo estudo
Embora a principal contribuição da educação em presídios seja a busca pela ressocialização, ela representa também aos internos uma oportunidade para remirem pena. Nos presídios de Campo Grande e em Dourados, três dias de freqüência nas aulas garantem um dia de remição, graças à decisão das Varas de Execuções Penais destas duas comarcas. Já nos demais presídios do interior, a proporção é de um dia de desconto para cada 18 horas de estudo.
Bibliotecas
O incentivo à leitura é um dos enfoques na formação educacional dos internos. Por isso, já foi encaminhado ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional) um projeto que visa a instalação de bibliotecas em todos os presídios administrados pela Agepen.
Atualmente, 21 unidades penais de Mato Grosso do Sul possuem biblioteca e contam com um acervo total de mais de 20 mil obras literárias, que abordam desde conteúdos técnicos e didáticos aos de literatura e auto-ajuda.
Fonte: Beta Pantanal News
Disponível em: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=1297.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Biblioteca escolar e o profissional bibliotecário

Irene Góes Corrêa
___________________
Entende-se que cabe à escola a inserção do indivíduo no mundo da leitura e da escrita, promovendo um ensino de qualidade. Grande parte da responsabilidade pela formação dos novos leitores passa pelo desempenho criterioso de um bom profissional bibliotecário. Oxalá, tenhamos garantia de contar com a habilidade de muitos para o bem de todos os educandos.
A biblioteca escolar é um espaço em que os alunos encontram material para complementar sua aprendizagem e desenvolver sua criatividade, imaginação e senso crítico. É na biblioteca que podem reconhecer a complexidade do mundo que os rodeia, descobrir seus próprios gostos, investigar aquilo que os interessa, adquirir conhecimentos novos, escolher livremente suas leituras preferidas e sonhar com mundos imaginários.
A ação dinâmica da biblioteca deverá servir ao programa escolar, daí a necessidade de atividades em grupo, tais como: dramatizações, jogos, gincanas, hora do conto. A hora do conto é um dos principais estímulos à leitura, e oportuniza as crianças que dela participam o estabelecimento de uma ligação entre fantasia e realidade e a ampliação das experiências e do conhecimento do mundo que as cerca.
A biblioteca no Brasil apresenta problemas estruturais e políticos que fazem desse assunto uma problemática nacional. Em muitos casos, as bibliotecas escolares são meros depósitos de livros em salas adaptadas e que não atendem as reais necessidades e finalidades para as quais as mesmas foram criadas.
O descaso leva os profissionais envolvidos no processo a terem uma atitude passiva e cômoda em relação à problemática gerada. Mais que uma instituição difusora do conhecimento, a biblioteca tem como função primordial a de criar cidadãos, contribuindo com a escola no processo de ensino/aprendizagem, ou seja, desempenhando um importante papel na educação da população. “A biblioteca é o centro do fazer educativo.”
O profissional bibliotecário é um educador de forma geral. Cabe a ele exercer real influência sobre a qualidade do programa geral da escola e, diretamente, sobre a programação total da biblioteca. “Cabe ao profissional em atuação na biblioteca torná-la objeto de reflexão e espaço de participação para todos os segmentos da escola e da comunidade na qual ela se insere.”
O bibliotecário, no ambiente educacional, precisa estar apto a desenvolver o papel de educador, criando políticas internas para incentivar a prática cultural na biblioteca - entre as quais, organização de: mostras culturais, narração de histórias, sessões de teatro e cinema, dia de autógrafo com autores, gincanas de leitura e interpretação, criação de textos, etc. – e fazendo da biblioteca um espaço divertido, agradável, aconchegante, um ambiente prazeroso para a conquista de novos leitores. Um espaço assim envolverá o indivíduo nas atividades de leitura e pesquisa, tornando-se parte do roteiro de um programa agradável e habitual. Esta será, com certeza, a biblioteca sonhada por muitos, porém, realizada no momento por poucos.
O bibliotecário precisa agir para favorecer práticas de leitura de diferentes fontes de informação, propiciar espaços de leitura e minimizar a exclusão social. Lembrando a importância da aculturação digital para todos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) propostos pelo MEC, ao se referirem às questões referentes à importância da leitura e das bibliotecas escolares, mostra que têm como objetivo primeiro orientar o trabalho educativo que se processa no interior da escola. Dessa forma, os PCNs concretizam uma proposta à sociedade por meio de dois compromissos básicos: eqüidade e qualidade para o ensino/aprendizagem no espaço escolar. Como se vê, os PCNs são importantes pela sua abrangência, em nível nacional, e pelo seu caráter orientador para todo o universo dos agentes envolvidos com a Educação, inclusive o espaço destinado aos livros e à leitura formativa, informativa e de lazer, que é a biblioteca.
Chama-se aqui a atenção para a qualidade dos livros para a composição de uma biblioteca escolar, que devem ser de qualidade, tanto em seus conteúdos quanto em suas formas, portanto, essa qualidade não se restringe somente à encadernação ou ao material empregado para a confecção do livro, abrange, sobretudo, o conteúdo desses livros, pois o mercado está repleto de “literaturas descartáveis”, que não possuem nenhum objetivo pedagógico e que estão nas prateleiras das livrarias apenas por força da mídia. Assim, os gestores escolares, ajudados pelos próprios educandos, pelos professores e pelas famílias, e, sobretudo, pelo profissional bibliotecário competente, devem ser muito criteriosos na escolha das obras. Caso contrário, movidos pela mídia, podem botar à disposição da criança livros de má qualidade, inclusive com erros de construção e ortográficos grosseiros, pode comprometer a qualidade do ensino-aprendizagem da leitura dessa criança para sempre. Mais do que nunca, o profissional bibliotecário precisa marcar sua presença, atuar sempre e com clareza de objetivos para atender bem a clientela mirim, leitores empolgados e que merecem todo cuidado e respeito.
Fonte: O Girassol
Diponível em: http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=Opiniao&idnoticia=721.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Bibliotecas disponibilizam livros, música e dvds online: utilizador não tem que se preocupar em devolver os itens requisitados

Com a esperança de recuperar leitores, as bibliotecas americanas aumentaram a lista de livros, música e filmes digitais que podem ser descarregados num computador ou num leitor de MP3 de forma gratuita, informa o El Mundo.
Em Phoenix, por exemplo, várias filiais associaram-se para criar uma biblioteca digital que tem cerca de 50 mil títulos de livros electrónicos, áudio-livros, música e vídeos, a que podem aceder de qualquer sítio.
Desde que foi inventado «o programa é cada vez mais popular», afirmou Tom Gemberling, bibliotecário responsável pelos recursos electrónicos da Biblioteca Pública de Phoenix.
Disponível em milhares de bibliotecas em todo o país, apenas com um cartão é possível aceder à Internet e facilmente descarregar com um programa como Adobe Digital Editions, Mobipocket Reader ou o OverDrive Media Console os novos produtos digitais.
«As pessoas gostam da portabilidade»
É possível agora navegar na biblioteca através da Internet, eleger os livros que interessam, adiciona-los a um cesto digital e descarregar. Se o livro em que estamos interessados já está reservado, esperamos pela próxima vez.
Segundo a biblioteca, o item seleccionado pode permanecer no computador do utilizador durante três semanas e não há a preocupação de devolver o livro, CD ou DVD na biblioteca real.
«As pessoas gostam da portabilidade», assegurou Jim McCluskey, gestor assistente do desenvolvimento da colecção das bibliotecas Sno-Isle do estado de Washington, pronto a oferecer descarregamentos compatíveis com o iPod.
«Muitas das nossas bibliotecas estão sobrecarregadas», destacou. «Este tipo de material não ocupa espaço e está disponível durante os sete dias seguintes, o que atrai as bibliotecas», afirma McCluskey.
Fonte: IOL Portugal Diário
http://diario.iol.pt/tecnologia/biblioteca-tecnologia-eua-livros-ipod-dvds/980000-4069.html
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Mais antigo periódico açoriano disponível em biblioteca digital

O mais antigo periódico açoriano, "Chronica da Terceira", fundado em 1830, está disponível para consulta na biblioteca digital do Centro de Conhecimento dos Açores da direcção regional da Cultura.
[Crónica da Terceira, na sua grafia original Chronica da Terceira, foi um jornal constitucionalista fundado em Angra do Heroísmo a 17 de Abril de 1830. Era o órgão oficial da Regência da Terceira. Foi o primeiro periódico açoriano, feito com um prelo e outro material tipográfico trazido de Londres, na mesma escuna em que embarcaram os primeiros exilados de Plymouth a chegarem à ilha. Foi dirigido por Luz Soriano, nele tendo colaborado, entre outros, José Estêvão Coelho de Magalhães. Fonte: Wikipédia.]
Estão, ainda, disponíveis mais 17 títulos oitocentistas, como a "Ordem do Dia", "Crónica Constitucional de Angra", "O Anunciador", "O Meteoro", "O Futuro", "O Fayalense", "Gazeta Açoriana", "O Angrense" e "Autonomia dos Açores", entre outros.
Segundo a fonte da direcção regional da Cultura, esta opção "visa preservar e disponibilizar parte do património documental em formato digital".
No sitio da Internet do Centro de Conhecimento dos Açores é possível, também, aceder a diversos livros como o "Diário Náutico - Vapor Açor" (1888), à parte genealógica da "Fénix Angrense do padre Manuel Luís Maldonado e "Camilo Castelo Branco no parlamento em 1885 e a sua ascendência picoense".
A enciclopédia açoriana, edição da direcção regional da Cultura, registos paroquiais, de fotografia e fonográficos estão igualmente disponíveis para consulta.
Dos registos fonográficos, destaca-se o espólio das três principais rádios do arquipélago no passado: Radiodifusão Portuguesa (sedeada na ilha de São Miguel), Rádio Clube de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) e Clube Asas do Atlântico (Ilha de Santa Maria).
A digitalização da documentação obedece às normas europeias de preservação e disponibilização do património cultural, visando facilitar à população o acesso ao conhecimento.
Fonte: Jornal de Notícias
O mais antigo periódico açoriano, "Chronica da Terceira", fundado em 1830, está disponível para consulta na biblioteca digital do Centro de Conhecimento dos Açores da direcção regional da Cultura.
Estão, ainda, disponíveis mais 17 títulos oitocentistas, como a "Ordem do Dia", "Crónica Constitucional de Angra", "O Anunciador", "O Meteoro", "O Futuro", "O Fayalense", "Gazeta Açoriana", "O Angrense" e "Autonomia dos Açores", entre outros.
Segundo a fonte da direcção regional da Cultura, esta opção "visa preservar e disponibilizar parte do património documental em formato digital".
No sitio da Internet do Centro de Conhecimento dos Açores é possível, também, aceder a diversos livros como o "Diário Náutico - Vapor Açor" (1888), à parte genealógica da "Fénix Angrense do padre Manuel Luís Maldonado e "Camilo Castelo Branco no parlamento em 1885 e a sua ascendência picoense".
A enciclopédia açoriana, edição da direcção regional da Cultura, registos paroquiais, de fotografia e fonográficos estão igualmente disponíveis para consulta.
Dos registos fonográficos, destaca-se o espólio das três principais rádios do arquipélago no passado: Radiodifusão Portuguesa (sedeada na ilha de São Miguel), Rádio Clube de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) e Clube Asas do Atlântico (Ilha de Santa Maria).
A digitalização da documentação obedece às normas europeias de preservação e disponibilização do património cultural, visando facilitar à população o acesso ao conhecimento.
Fonte: Jornal de Notícias
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=975509
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Internet estimula jovens a irem a bibliotecas nos EUA, diz estudo

Folha Online
Ao contrário do que se costuma pensar, a internet pode estar despertando o interesse das pessoas por livros, pelo menos nos Estados Unidos. Uma pesquisa mostra que mais da metade dos norte-americanos foi a uma biblioteca no país --muitos deles atraídos pelas informações a que tiveram acesso nos EUA.
Dos 53% dos norte-americanos que disseram ter visitado uma biblioteca em 2007, os usuários mais "intensos" tinham de 18 a 30 anos, segundo pesquisa da Pew Internet & American Life Project.
E, de acordo com o estudo, os internautas são duas vezes mais propensos a freqüentar bibliotecas do que aquelas que não usam a rede.
"Essa descoberta vira de cabeça para baixo a nossa opinião sobre bibliotecas", afirma Leigh Estabrook, professora emérita da Universidade de Illinois, co-autora do estudo.
"O uso da internet parece criar uma fome por informação e são as pessoas que usam muito a rede que parecem estar mais dispostos a visitar bibliotecas", afirma a professora.
Surpresa
Conforme a pesquisa, os resultados foram surpreendentes, principalmente em relação a essa faixa-etária. Isso porque em 1996 um estudo da Benton Foundation apontou que as pessoas com essa idade consideravam que as bibliotecas se tornariam menos relevantes no futuro.
"10 anos depois, os irmãos e irmãs mais novos dessas pessoas são os mais ávidos usuários de bibliotecas", afirma a pesquisadora.
Com informações da Associated Press
Fonte: Folha Online
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u359298.shtml
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terça-feira, 13 de novembro de 2007
Microsoft desenvolve tradutor de documentos para cegos

FRANKFURT (Reuters) - A Microsoft e o consórcio de audiobooks DAISY estão trabalhando juntos numa ferramenta que permitirá aos deficientes visuais a traduzir documentos do Microsoft Word em padrões de áudio digital.
As duas organizações afirmaram nesta terça-feira que a colaboração tem como objetivo a produção de um programa gratuito de tradução de documentos escritos em Open XML --o formato padrão de arquivo para documentos do Microsoft Office 2007-- para o formato DAISY XML.
O arquivo DAISY XML poderia então ser processado para produzir áudio digital e outros formatos de exibição. A expectativa é de que o programa plugin esteja disponível no início de 2008.
O consórcio sem fins lucrativos DAISY (Digital Accessible Information System), com sede em Zurique, foi formado em 1996 por bibliotecas de audiobooks para ajudar na transposição de livros de áudio do formato analógico para o digital, e adotou um padrão livre com base em formatos de arquivos de Internet.
Entre seus membros estão o Serviço de Biblioteca Nacional dos Estados Unidos para Cegos e Portadores de Deficiências Físicas, a Organização Espanhola para Cegos e a Biblioteca em Braile da Coréia.
A Microsoft está em campanha para ter seu formato de documento Open XML aprovado como padrão internacional, o que ajudaria a empresa a ganhar aceitação de organizações do setor público.
A companhia não conseguiu a maioria necessária em setembro numa votação da Organização Internacional para Padronização (ISO), particularmente devido à preocupações de que o formato não seja realmente livre, mas apenas uma tática para prender o usuário em uma tecnologia.
Um grupo da ISO irá se reunir novamente em fevereiro para tentar chegar a um consenso, o que dá à Microsoft mais tempo para angariar votos.
Fonte: Reuters Brasil
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRN1355158520071113
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Despertar o prazer da leitura (Ceará)

Ações promovidas por ONGs, escolas e comunidades fazem da leitura uma ação transformadora
A educação é apontada como a solução milagrosa para todos os problemas do Brasil, sobretudo os ligados à violência. No entanto, no Ceará, mais de 1,7 milhão de pessoas não sabem sequer ler e escrever, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os projetos do governo alfabetizam e as crianças estão em sala de aula, mas são poucas as que conseguem entender o que um aglomerado de palavras — que chamamos de texto — significa. Essa deficiência faz com que a leitura não seja uma atividade prazerosa.
O futuro do Brasil depende da formação de leitores, não leitores funcionais; de placas de ônibus e bulas de remédio, e sim de leitores que saibam avaliar histórias, artigos, resenhas, enfim, qualquer gênero textual e usá-los no cotidiano. Para ocupar esse vácuo deixado pelas escolas, a sociedade civil tomou para si a responsabilidade de despertar o prazer da leitura nos mais de 326 mil jovens cearenses entre oito e 29 anos que não dominam a escrita.
Nascem assim as bibliotecas comunitárias. Espalhadas pelas periferias da Capital, elas mudam a realidade de pobreza e exclusão em que vivem milhares de crianças e jovens. “Eu aprendi a ler de verdade na biblioteca. Antes, eu só olhava as figuras, agora entendo o livro todo. Minhas notas até melhoraram no colégio”, conta Antônio Márcio Bezerra de Lima, de 15 anos. Eles e mais outras 80 crianças do bairro Bela Vista freqüentam todo os dias a biblioteca comunitária Mary Mona Kelly.
Com os livros nas mãos, eles se tornam herdeiros de um legado imaterial dominado por uma nobreza intelectual brasileira. “Através da leitura, aprendem a ser cidadãos”, diz a coordenadora da Biblioteca, Maria das Graças Raulino da Silva. Há quatro anos, a pequena biblioteca surgiu como uma iniciativa para tirar os meninos e meninas da ociosidade. Com a ajuda financeira e pedagógica da Organização Não Governamental canadense “I Can Foundation”, o espaço se tornou o orgulho da comunidade.
A diretora executiva da ONG canadense, Jacquie Rashleigh, explica que mais outras duas bibliotecas comunitárias são mantidas em Fortaleza com as doações trazidas do Canadá. As outras duas unidades funcionam no Pirambu, na comunidade Terra Prometida, e no Planalto Pici. Além do acervo para consulta e empréstimo, as instituições realizam outras atividades educacionais e culturais com as crianças dos bairros e oferecem lanches durante as atividades, uma forma de garantir a permanência e concentração dos pequenos.
Há ainda outras iniciativas semelhantes nos bairros Messejana, com a Biblioteca Gaivota e no Conjunto Ceará, onde estudantes do Curso de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará (UFC) estagiam. Este ano, mais duas bibliotecas comunitárias foram inauguradas, uma no Parque Genibaú e outra no Carlito Pamplona, como parte do projeto “Eu gosto de ler”, organizado pela vereadora de Fortaleza, Fátima Leite.
De acordo com a vereadora, outras seis comunidades manifestaram o desejo de ter um equipamento com livros didáticos e paradidáticos que possam conquistar mais jovens para o mundo das letras. Mais do que locais onde estudantes e a população, de modo geral, podem pegar livros na forma de empréstimo, as bibliotecas comunitárias consistem em espaços para reforço escolar e transformações sociais.
A vida de Francisco Gael Alves Pereira é outra depois que ele começou a ir para a biblioteca Mary Mona Kelly. “Antes eu vivia na rua e não era bom aluno. Hoje, eu gosto de ler e já li 20 livros este ano”, conta o menino. Os romances e histórias fantásticas são o grande atrativo da criançada, que depois envereda pela história e geografia do País, sempre descobrindo mundos novos.
HISTÓRIAS ENCANTADAS
Contato com os livros deve começar antes da alfabetização
O gosto pela leitura pode ser estimulado desde cedo, quando mal as crianças saem do berço. Com o ouvido atento, os pequenos escutam as histórias de fadas, bruxas e castelos encantados com admiração e assim têm o primeiro contato com o mundo da literatura. A participação da família é decisiva nesse processo, pois com a ajuda dos pais a leitura deixa de ser obrigatória e se torna um programa de família, passando a fazer parte do cotidiano das crianças.
O contato com a leitura deve começar antes do processo de alfabetização. Como explica a psicopedagoga Ana Ásia Almeida, no período de zero a seis anos de idade, a leitura é tratada de forma auditiva com as crianças. “Elas escutam, olham as imagens e imaginam as histórias”, observa. Na escola da rede privada em que ela atua como coordenadora pedagógica, desde muito cedo a leitura é estimulada com os alunos.
Eles participam de situações sociais de leitura e escrita. Uma dessas situações é a leitura de fim de semana. Na sexta-feira, as crianças levam um livrinho para casa e os pais devem ler a história para eles. Essa leitura, afirma a psicopedagoga, deve ser descompromissada, sem o peso de uma atividade pedagógica da escola. “Atrelar a leitura a um trabalho da escola é errado”, frisa Ana Ásia.
Aos pais, cabe não apenas ler o conteúdo do livro, mas narrar essa história, fazendo uma dramatização que envolva o filho no mundo de fantasia da história, a ponto deste se sentir parte dela. “As crianças se tornam quase um co-autor da história. Elas predizem os eventos e tendem até a mudar o final”, observa a coordenadora pedagógica. Além disso, a leitura das fotos é muito importante. Descrever as cenas ajuda as crianças a compreender o livro e a ter um senso crítico.
Mas os pais não devem esperar apenas pela iniciativa da escola para manter uma situação social de leitura. Há muitos títulos infantis que podem ser adquiridos e trabalhados em casa de modo a estimular a leitura. Ana Ásia aconselha os pais a comprar livros atrativos, de tamanho grande, com imagens coloridas e que deixem transparecer uma certa harmonia visual.
Em relação ao conteúdo, as histórias clássicas, como “Chapeuzinho Vermelho”, “Branca de Neve” e “Os Sete Anões” e “Cinderela”, são mais indicados para meninos e meninas depois dos quatro anos de idade. Antes disso, são preferíveis histórias com animais que já fazem parte do repertório cultural dos pequenos leitores.
A leitura ganha contornos lúdicos com a adição de canções, dramatizações e uso de fantoches. O mundo da literatura já é atrativo por despertar a capacidade de imaginar nos adultos e para a meninada ele é um convite à fantasia e à brincadeira. “A criança vive em um mundo imaginário e a literatura combina com isso, a leitura passa a ser então um desafio gostoso”, avalia a psicopedagoga Ana Ásia.
CASA DO CANTADOR
Acervo privilegia a literatura cearense
Michele de Sousa Araújo sai todos os dias do Álvaro Weyne para estudar na biblioteca da Casa do Cantador, no Carlito Pamplona. Ela e os amigos já criaram o hábito de ir todos os dias ao local para fazer as tarefas escolares e depois das lições, entre uma prateleira e outra, encontram uma história que ainda não conheciam ou uma poesia popular que ainda não tinham lido.
Reinaugurada com um acervo maior em julho deste ano, a biblioteca faz parte do projeto “Eu gosto de ler”, coordenado pela vereadora Fátima Leite, e já conta com um acervo que privilegia a cultura e produções locais, com destaque para os cordéis e livros raros, que não podem ser encontrados nas livrarias da Cidade.
“Tudo isso é pela cultura e pelas crianças”, frisa o diretor da Casa do Cantador, Dimas Mateus, também poeta popular. A biblioteca conta com 22 voluntários, que se dedicam a cuidar dos livros e das crianças. “Nosso desafio é estreitar os laços com as crianças para que elas leiam cada vez mais”, afirma a comerciante Tânia Lima do Nascimento, voluntária.
Por enquanto, a biblioteca não está trabalhando com empréstimos, pois ainda estão em processo de catalogação do acervo, explica Roosewelt Lins da Silva, bibliotecário responsável pelo projeto. Ele observa que o modelo de bibliotecas comunitárias está se expandindo rapidamente no Ceará, mais até que em outros Estados do Nordeste.
Essa demanda, frisa Roosewelt Lins, mostra a necessidade de investimentos em políticas de incentivo à leitura. Por conta disso, no próximo dia 20, será realizado o I Seminário de Incentivo à Leitura, no Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza, que tem como objetivo discutir a prática de leituras em Fortaleza.
Artigos nobres, mas perigosos
NAIANA RODRIGUES
naiana@diariodonordeste.com.br
A deficiência de leitura dos brasileiros não deriva da concorrência do livro com os meios eletrônicos. Ela está na raiz da formação do Brasil como Estado-Nação. A entrada dos livros no período colonial só foi permitida no ano final do século XVIII. Apesar da proibição, eram trazidos ilegamente da Europa e comercializados no mercado negro. Essa barreira significava uma estratégia do processo de colonização, pois a leitura de obras iluministas poderiam insuflar revoluções. Por conta desse poder, os livros sempre foram uma ameaça aos governos autoritários. Na Alemanha nazista, milhares de livros que se opunham ao pensamento do Füher foram queimados em praça pública, o que é uma afronta à história da humanidade. No entanto, mesmo em tempos de “democracias”, o livro ainda enfrenta resistências. Desta vez, provocadas pelas leis de mercado, que fazem deles artigos de luxo. Se são muitos os analfabetos funcionais no Brasil, poucos são aqueles que têm condições financeiras de adquirir livros, seja para o estudo ou para o deleite. O livro continua sendo um artigo da nobreza, da classe hegemônica, portanto, iniciativas de bibliotecas comunitárias e grupos de leitura são uma prova de resistência e de autonomia.
Hábito de ler é essencial para a escrita
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
JOSÉ LEMOS MONTEIRO *
jolemos@unifor.br
A importância da leitura se torna consensual a partir do princípio de que alguém só adquire e desenvolve a habilidade de escrever se aprender a ler. São dois processos solidários: ninguém aprende a escrever bem se não for um bom leitor. A leitura também é uma condição essencial para que o aluno entenda um texto.
Se ele não tem o hábito de ler, não vai ter referenciais para entender o conteúdo daquilo que está escrito. É essa incapacidade de compreender os significados de um livro ou de um texto qualquer que compõe o quadro do analfabetismo funcional.
O leitor consegue ler o texto, mas não tem referenciais para compreender os significados dele. Uma outra conseqüência do hábito de ler é a abertura para o aprendizado. Para que o aluno aprenda, ele precisa ter a capacidade de compreender os ensinamentos do professor. Primeiro ocorre a apreensão das idéias, segundo a compreensão e a terceira fase é a aprendizagem em si.
A leitura está, pois, diretamente inserida nesse processo. Hoje, com outros meios de comunicação mais ágeis não há muita motivação para a leitura. Mas a escola pode mudar isso utilizando certas estratégias, uma das quais a de possibilitar de que o aluno tenha acesso a textos de boa qualidade literária que, sem dúvida, constituem um instrumento de prazer.
Se a escola apresentar textos pobres e inexpressivos, não irá motivar o aluno. Esse trabalho deve começar nas séries iniciais, para que o aluno não acumule deficiências ao longo do tempo e chegue à Universidade sem querer ler.
* Professor do Curso de Letras da Unifor
Naiana rodrigues
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste
http://diariodonordeste.globo.com
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Terminal de ônibus ganha biblioteca em Santa Catarina

Ler um livro enquanto se espera pelo ônibus, emprestá-lo sem data marcada para devolver, ter acesso a uma biblioteca aberta 24 horas. Todas essas facilidades estão acessíveis às pessoas que circulam pelo Terminal Integrado de Santo Antônio de Lisboa, no Norte da Ilha, desde ontem, graças à inauguração de uma biblioteca de auto-atendimento.
A iniciativa faz parte do projeto Epopéia Literária, do Complexo de Ensino Superior (Cesusc), e tem o objetivo de incentivar o hábito da leitura. A biblioteca consiste em um guichê, montado no terminal, que possui cerca de 200 livros. As pessoas que passam pelo local podem entrar, escolher um livro, preencher uma ficha de controle e levar a publicação para ler no ônibus ou em casa. Não há ninguém controlando os empréstimos nem prazo para devolução. É só entrar e pegar.
- A idéia é desmistificar essa coisa de elite do livro, tornar mais acessível. Falta a descoberta do livro (pelas pessoas) - disse a coordenadora do projeto, Ana Cláudia Oliveira da Silva.
A data de devolução fica a critério de cada um. Segundo Ana, a possibilidade de os livros não serem devolvidos não assusta.
- Se a pessoa levar e demorar, alguém na casa pode se interessar. A idéia é mais fazer com que o livro circule do que fazer com que as pessoas leiam rápido - explicou.
Os livros disponíveis no auto-atendimento foram arrecadados pela biblioteca do Cesusc, como pagamento por atrasos dos associados na devolução. Entre as publicações disponíveis a todos no terminal estão clássicos como O Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, além de livros mais recentes, como Estação Carandiru, de Drauzio Varella.
http://www.clicrbs.com.br
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Biblioteca em borracharia recebe prêmio de incentivo à leitura do MEC
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Na periferia da cidade de Sabará (MG) uma borracharia também é biblioteca. Entre pneus, mangueiras e rodas de carros, estantes nas paredes abrigam mais de sete mil livros na Borrachalioteca de Marcos Túlio Damascena. O local faz mais de 220 empréstimos por mês e recebe crianças e adultos de todas as idades.
Damascena, que é borracheiro, diz que teve a idéia de transformar a oficina em biblioteca há cerca de três anos “a partir do gosto pelos livros e com a vontade de transmitir isso para as pessoas”. Passou então, a juntar revistas e jornais, que antes só estavam à disposição dos clientes, e a oferece-los à comunidade. Com tempo, conta, começou a receber doações de diversos tipos de livros.
Na noite de ontem (30), Damascena foi um dos ganhadores do Prêmio Viva Leitura 2007, que busca incentivar ações de estímulo à leitura no país. Ele recebeu R$ 25 mil da Fundação Santillana, empresa que patrocina o prêmio com apoio do Ministério da Educação e da Cultura. O dinheiro, garante investir na ampliação da Borrachalioteca e em outras ações de incentivo à leitura.
Questionado se a imagem de uma borracharia - que tem funcionários com as mãos sujas de graxa - afastaria os leitores, Damascena avalia que não. “Podem até chegar com esse pensamento mas na hora que conhecem e observam como funciona o projeto dão total valor para a gente”. Segundo o borracheiro, uma das vantagens do iniciativa é o prazo de devolução dos livros - de quinze dias enquanto em uma biblioteca comum o tempo limite é de sete.
Para Damascena, a idéia de fazer uma biblioteca na oficina é uma iniciativa simples para incentivar a leitura na localidade. “São coisas assim que podem modificar a situação da leitura no país”, ressaltou. “A leitura é um prazer que instrui”. Assim como ele, outras duas iniciativas foram premiadas em um evento que teve quase duas mil inscrições de todas as regiões do país.
O prêmio faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura do Ministério da Educação e da Cultura. Além de reconhecer e divulgar ações de estimulo à leitura é meta do plano implantar bibliotecas em todos os municípios do país em dois anos, aumentar o número de livrarias e apoiar o debate e a adoção de mecanismos não restritivos de direitos autorais, entre outras medidas.
Fonte: Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Na periferia da cidade de Sabará (MG) uma borracharia também é biblioteca. Entre pneus, mangueiras e rodas de carros, estantes nas paredes abrigam mais de sete mil livros na Borrachalioteca de Marcos Túlio Damascena. O local faz mais de 220 empréstimos por mês e recebe crianças e adultos de todas as idades.
Damascena, que é borracheiro, diz que teve a idéia de transformar a oficina em biblioteca há cerca de três anos “a partir do gosto pelos livros e com a vontade de transmitir isso para as pessoas”. Passou então, a juntar revistas e jornais, que antes só estavam à disposição dos clientes, e a oferece-los à comunidade. Com tempo, conta, começou a receber doações de diversos tipos de livros.
Na noite de ontem (30), Damascena foi um dos ganhadores do Prêmio Viva Leitura 2007, que busca incentivar ações de estímulo à leitura no país. Ele recebeu R$ 25 mil da Fundação Santillana, empresa que patrocina o prêmio com apoio do Ministério da Educação e da Cultura. O dinheiro, garante investir na ampliação da Borrachalioteca e em outras ações de incentivo à leitura.
Questionado se a imagem de uma borracharia - que tem funcionários com as mãos sujas de graxa - afastaria os leitores, Damascena avalia que não. “Podem até chegar com esse pensamento mas na hora que conhecem e observam como funciona o projeto dão total valor para a gente”. Segundo o borracheiro, uma das vantagens do iniciativa é o prazo de devolução dos livros - de quinze dias enquanto em uma biblioteca comum o tempo limite é de sete.
Para Damascena, a idéia de fazer uma biblioteca na oficina é uma iniciativa simples para incentivar a leitura na localidade. “São coisas assim que podem modificar a situação da leitura no país”, ressaltou. “A leitura é um prazer que instrui”. Assim como ele, outras duas iniciativas foram premiadas em um evento que teve quase duas mil inscrições de todas as regiões do país.
O prêmio faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura do Ministério da Educação e da Cultura. Além de reconhecer e divulgar ações de estimulo à leitura é meta do plano implantar bibliotecas em todos os municípios do país em dois anos, aumentar o número de livrarias e apoiar o debate e a adoção de mecanismos não restritivos de direitos autorais, entre outras medidas.
Fonte: Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br
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'Biblioteca do Além' atrai visitantes de cemitério em SP


2,3 mil livros foram distribuídos em frente a cemitério da Zona Sul.
Visitantes tiveram dificuldades para carregar todas as obras escolhidas.
Roney Domingos
Escritores eternizados em livros dividiam espaço – e a atenção de visitantes - com os túmulos do Cemitério São Luís, localizado na periferia da Zona Sul de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (2), Feriado de Finados.
Em uma banca montada sob uma barraca de plástico, a Organização Não-Governamental Educa São Paulo colocou à disposição do público 2,3 mil livros, que podiam ser observados, manuseados, lidos e – enfim – levados gratuitamente pelos interessados.
As opções eram muitas. Era possível escolher entre nobres autores falecidos, como a romancista britânica Agatha Christie e o filósofo Karl Marx e ainda vivos, como o português José Saramago e o brasileiro líder de vendas Paulo Coelho. Quem teve disposição pôde carregar para a estante de casa a Enciclopédia Barsa completa.
Os livros foram doados à ONG por alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), igrejas e clubes. "Fizemos essa Biblioteca do Além para trazer cultura às pessoas", afirmou Devanir Amâncio, coordenador da ONG.
Karla Jaine, de 10 anos, e sua amiga, Rafaiane Monteiro, de 9 anos, tiveram certa dificuldade para suportar o peso da coleção de livros de histórias policiais. Mas dizem que adoram os contos da escritora britânica conhecida como Rainha do Crime.
Iris Alves, de 14 anos, foi ao cemitério para ajudar a família a vender flores. Ficou com "O Canto do Rouxinol", livro de poemas de Regina Rosseau. Sua amiga, Jamille, de 15 anos, levou o Atlas Barsa. "Meu irmão pediu" afirmou.
Jefferson, de 10 anos, escolheu duas obras antagônicas, uma voltada para o sonho e outra para a realidade: "Papagaio com rabo de boi e outros desenhos de Caó"e "Receita para a Morte – Cinco histórias policiais", de Nero Blanc. João Lucas, de 10 anos, também. Ficou com "As grandes figuras da Bíblia"e "Casseta e Planeta". "Em casa só tem livro de escola", disse ele.
A barraca de livros atraiu também os adultos. Estudante de História, Silvana de Paula Jesus foi visitar o cemitério e encontrou na barraca montada na porta algumas obras de sociologia e filosofia que não via na biblioteca pública.
A expectativa da ONG Educa São Paulo é que até o final de dezembro, a biblioteca ocupe permanentemente uma das salas de velório do cemitério.
http://g1.globo.com/Noticias/
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Mulas viram bibliotecas itinerantes na Venezuela

Uma universidade no interior da Venezuela implementou um projeto inusitado para levar livros e incentivar a leitura em vilarejos remotos do interior: criou bibliotecas itinerantes em mulas, ou “bibliomulas”.
A iniciativa atende comunidades remotas na região do Vale do Momboy, no leste da Venezuela, onde fica a região andina do país.
Pelo menos duas mulas são usadas atualmente no projeto. Elas levam, amarradas ao corpo, porta-livros com títulos diversos, que agradam em cheio principalmente às crianças das cidades nas montanhas.
O projeto tem feito tanto sucesso que a instituição responsável pelo projeto, a Universidade do Vale do Momboy, já está transformando as mulas em “cybermulas”, incorporando elementos eletrônicos como laptops e projetores.
“Espalhando alegria”
O repórter da BBC James Ingham acompanhou uma das viagens das bibliomulas, visitando o vilarejo de Calembe.
A mula partiu de Trujillo, uma das cidades do Vale do Momboy, acompanhada de um guia local e de duas líderes do projeto.
Uma jornada de duas horas por meio de uma trilha seca e empoeirada levou até a vila, onde 23 crianças, alunas de uma escola local, rapidamente se aproximaram da biblioteca de quatro patas.
Em questão de minutos, as líderes do projeto estavam lendo para as crianças alguns dos títulos disponíveis.
“Espalhar a alegria de ler é nosso principal objetivo”, disse Christina Vieras, uma delas. “Mas é mais que isso. Nós estamos ajudando a educar as pessoas sobre coisas importantes, como o meio ambiente. Todas as crianças estão plantando árvores. Qualquer coisa que melhore a qualidade de vida e conecte essas comunidades.”
“É ótimo”, disse empolgado José Castillo, de 12 anos. “Eu adoro ler livros e nós ouvimos umas histórias realmente boas.”
Internet
A equipe do projeto brincou com as crianças, as ouviu ler e lanchou com os adultos de Calembe, discutindo com eles como o projeto pode ser ampliado.
Uma idéia é usar as mulas para transportar remédios, que podem ser tão difíceis de conseguir na região.
“Nós queremos instalar modems sem fio embaixo das bananeiras, para que os moradores dos vilarejos possam usar a internet”, disse Robert Ramirez, coordenador da Rede de Escolas Rurais Empreendedoras da universidade.
“Imagine se as pessoas nas cidadezinhas pobres do vale pudessem mandar e-mails dizendo quantos tomates eles vão precisar na semana que vem, ou quanto salsão.”
“Os fazendeiros poderiam responder, dizendo quanto eles poderiam produzir. Seria misturar ‘localização’ com globalização”, completou.
Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070804_biblioteca_mularg.shtml
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terça-feira, 5 de junho de 2007
A Lei na Prática...sobre a Lei de incentivo a doação de livros para bibliotecas
Lei incentiva doação de livros para bibliotecas
Com a medida, quatro bibliotecas conseguiram renovar seu acervo
Os estudantes de Guarujá ganharam um incentivo a mais para cultivar o hábito da leitura em seu cotidiano. Uma campanha de doação de livros, criada por um dos membros do Legislativo, pretende arrecadar livros, revistas e outras publicações para serem doadas as bibliotecas públicas da Cidade.
A lei de número 3.456, publicada no Diário Oficial na última sexta-feira (18), tem por objetivo repor e renovar o acervo das quatro unidades existentes no Município. De acordo com a lei, a Campanha de Doação de Livros será realizada sempre na primeira semana dos meses de janeiro, maio, setembro e dezembro.
Uma Comissão Interinstitucional de Leitura será criada para realizar uma pré-seleção do material arrecadado. Após a seleção, as obras doadas serão encaminhadas às bibliotecas. O grupo será composto por representantes de bibliotecas, de instituições universitárias de ensino, de instituições públicas de pesquisas, colégios estaduais e dos Conselhos Municipais de Educação e Cultura.
A iniciativa irá beneficiar as bibliotecas Martins Fontes (Rua Quintino Bocaiúva, 183, Centro, Pitangueiras), Geraldo Ferraz (Rua Ceará, s/n°, Pae Cará, Vicente de Carvalho), Biblioteca Inclusiva 1º de Maio (Avenida Adriano Dias dos Santos, 611, Jardim Boa Esperança, Vicente de Carvalho) e a existente no Centro de Atividades Educacionais e Comunitárias (CAEC) André Luiz Gonzalez (Travessa 268, Quadra 77, Morrinho II, no bairro Morrinhos).
De acordo com o coordenador das bibliotecas, professor Pedro Menezes Nascimento, os preparativos para a primeira campanha já estão a todo vapor. Ele lembra que uma ação parecida vem sendo realizada no Município desde 2004. A iniciativa arrecadou 20 mil livros doados pelos munícipes e os distribuiu nas bibliotecas.
Novas bibliotecas
Para este ano, estão previstas as inaugurações de mais três bibliotecas públicas. Quem mora nos bairros Perequê, Enseada e Mar e Céu terá mais facilidade em visitar uma biblioteca. As novas unidades serão instaladas nas escolas Jardim Umuarama (Rua Rio Solimões s/nº, no Perequê), Balneário Cidade Atlântica (Avenida Atlântica, 1516, Enseada) e Escola Municipal Jardim Mar e Céu (Rua José Terto dos Santos Filho, 136, no bairro Mar e Céu).
Com a medida, quatro bibliotecas conseguiram renovar seu acervo
Os estudantes de Guarujá ganharam um incentivo a mais para cultivar o hábito da leitura em seu cotidiano. Uma campanha de doação de livros, criada por um dos membros do Legislativo, pretende arrecadar livros, revistas e outras publicações para serem doadas as bibliotecas públicas da Cidade.
A lei de número 3.456, publicada no Diário Oficial na última sexta-feira (18), tem por objetivo repor e renovar o acervo das quatro unidades existentes no Município. De acordo com a lei, a Campanha de Doação de Livros será realizada sempre na primeira semana dos meses de janeiro, maio, setembro e dezembro.
Uma Comissão Interinstitucional de Leitura será criada para realizar uma pré-seleção do material arrecadado. Após a seleção, as obras doadas serão encaminhadas às bibliotecas. O grupo será composto por representantes de bibliotecas, de instituições universitárias de ensino, de instituições públicas de pesquisas, colégios estaduais e dos Conselhos Municipais de Educação e Cultura.
A iniciativa irá beneficiar as bibliotecas Martins Fontes (Rua Quintino Bocaiúva, 183, Centro, Pitangueiras), Geraldo Ferraz (Rua Ceará, s/n°, Pae Cará, Vicente de Carvalho), Biblioteca Inclusiva 1º de Maio (Avenida Adriano Dias dos Santos, 611, Jardim Boa Esperança, Vicente de Carvalho) e a existente no Centro de Atividades Educacionais e Comunitárias (CAEC) André Luiz Gonzalez (Travessa 268, Quadra 77, Morrinho II, no bairro Morrinhos).
De acordo com o coordenador das bibliotecas, professor Pedro Menezes Nascimento, os preparativos para a primeira campanha já estão a todo vapor. Ele lembra que uma ação parecida vem sendo realizada no Município desde 2004. A iniciativa arrecadou 20 mil livros doados pelos munícipes e os distribuiu nas bibliotecas.
Novas bibliotecas
Para este ano, estão previstas as inaugurações de mais três bibliotecas públicas. Quem mora nos bairros Perequê, Enseada e Mar e Céu terá mais facilidade em visitar uma biblioteca. As novas unidades serão instaladas nas escolas Jardim Umuarama (Rua Rio Solimões s/nº, no Perequê), Balneário Cidade Atlântica (Avenida Atlântica, 1516, Enseada) e Escola Municipal Jardim Mar e Céu (Rua José Terto dos Santos Filho, 136, no bairro Mar e Céu).
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Aprovado projeto que deduz do IR doação de livros a bibliotecas
Brasília - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (29), em decisão terminativa, projeto que inclui a dedução de doações de livros a bibliotecas públicas no cálculo do imposto de renda devido por pessoas físicas (PLS 27/05). O projeto é do então senador Roberto Saturnino e foi relatado pelo senador Edison Lobão (DEM-MA).
A matéria já foi votada pela Comissão de Educação (CE), onde também recebeu parecer favorável. O projeto permite a dedução, no imposto de renda da pessoa física (IRPF) apurado, do valor de livros adquiridos pelo contribuinte e doados a bibliotecas públicas até a data-limite de entrega da declaração de ajuste, contanto que comprovadas por recibo da entidade beneficiada e pela nota fiscal correspondente ao livro doado.
O autor defende o projeto, argumentando que quer incentivar e difundir o hábito da leitura no país por meio de dois mecanismos: "facilitação da compra de títulos pelas pessoas de renda média e alta e circulação desses mesmos livros por toda a população nas bibliotecas públicas".
Segundo o relator da matéria, com a aprovação desse projeto e da Lei de Incentivo ao Esporte, que também prevê deduções, no imposto de renda, de contribuições ao setor, chegarão a cinco as hipóteses de dedução do imposto devido, que também estará nesse caso limitada ao teto de 6%. As outras possibilidades já previstas em lei são as contribuições para os fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, para o Programa Nacional de Apoio à Cultura e para incentivo às atividades audiovisuais. Lobão observou que o contribuinte terá, dessa forma, mais uma alternativa para direcionar o uso de parte do IR devido.
A matéria já foi votada pela Comissão de Educação (CE), onde também recebeu parecer favorável. O projeto permite a dedução, no imposto de renda da pessoa física (IRPF) apurado, do valor de livros adquiridos pelo contribuinte e doados a bibliotecas públicas até a data-limite de entrega da declaração de ajuste, contanto que comprovadas por recibo da entidade beneficiada e pela nota fiscal correspondente ao livro doado.
O autor defende o projeto, argumentando que quer incentivar e difundir o hábito da leitura no país por meio de dois mecanismos: "facilitação da compra de títulos pelas pessoas de renda média e alta e circulação desses mesmos livros por toda a população nas bibliotecas públicas".
Segundo o relator da matéria, com a aprovação desse projeto e da Lei de Incentivo ao Esporte, que também prevê deduções, no imposto de renda, de contribuições ao setor, chegarão a cinco as hipóteses de dedução do imposto devido, que também estará nesse caso limitada ao teto de 6%. As outras possibilidades já previstas em lei são as contribuições para os fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, para o Programa Nacional de Apoio à Cultura e para incentivo às atividades audiovisuais. Lobão observou que o contribuinte terá, dessa forma, mais uma alternativa para direcionar o uso de parte do IR devido.
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