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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Educação garante ressocialização em presídios

Por Daniela Benante/Notícias MS

Em Mato Grosso do Sul, mais de 12% internos do regime fechado estão matriculados na escola formal, e os registros de evasão são mínimos. Conforme dados da Divisão de Educação da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), referentes ao período de maio-julho deste ano, 15 internos evadiram no trimestre. Unidades como o Instituto Penal de Campo Grande e o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, ambos da capital, que juntos somam 357 matriculados, não registraram nenhuma desistência.

No Estado, 18 estabelecimentos penais de regime fechado oferecem estudo. Dois são em Campo Grande. De acordo com informações coletadas na E. E. Pólo Regina Lúcia Nunes Betine, responsável pelo ensino nos presídios do Estado, 44 professores trabalham na educação de internos.

Relatório da Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen demonstra que o oferecimento da educação formal em presídios de MS representa para alguns custodiados uma oportunidade para começarem a vida escolar, pois só no processo de alfabetização são 143 matriculados. A maior parte dos internos que estuda freqüenta o ensino fundamental, totalizando 385, no ensino médio são 89.

Mas o processo educativo em presídios, realizado pela Agepen, vai além da educação formal, se materializado também por meio de realização de palestras que envolvem desde questões de saúde a leis penais, de apresentações e incentivo a trabalhos artísticos, cursos de inclusão digital, capacitação de professores, entre outros.

Remição pelo estudo

Embora a principal contribuição da educação em presídios seja a busca pela ressocialização, ela representa também aos internos uma oportunidade para remirem pena. Nos presídios de Campo Grande e em Dourados, três dias de freqüência nas aulas garantem um dia de remição, graças à decisão das Varas de Execuções Penais destas duas comarcas. Já nos demais presídios do interior, a proporção é de um dia de desconto para cada 18 horas de estudo.

Bibliotecas

O incentivo à leitura é um dos enfoques na formação educacional dos internos. Por isso, já foi encaminhado ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional) um projeto que visa a instalação de bibliotecas em todos os presídios administrados pela Agepen.

Atualmente, 21 unidades penais de Mato Grosso do Sul possuem biblioteca e contam com um acervo total de mais de 20 mil obras literárias, que abordam desde conteúdos técnicos e didáticos aos de literatura e auto-ajuda.

Fonte: Beta Pantanal News
Disponível em: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=1297.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Bibliotecas disponibilizam livros, música e dvds online: utilizador não tem que se preocupar em devolver os itens requisitados



Com a esperança de recuperar leitores, as bibliotecas americanas aumentaram a lista de livros, música e filmes digitais que podem ser descarregados num computador ou num leitor de MP3 de forma gratuita, informa o El Mundo.

Em Phoenix, por exemplo, várias filiais associaram-se para criar uma biblioteca digital que tem cerca de 50 mil títulos de livros electrónicos, áudio-livros, música e vídeos, a que podem aceder de qualquer sítio.

Desde que foi inventado «o programa é cada vez mais popular», afirmou Tom Gemberling, bibliotecário responsável pelos recursos electrónicos da Biblioteca Pública de Phoenix.

Disponível em milhares de bibliotecas em todo o país, apenas com um cartão é possível aceder à Internet e facilmente descarregar com um programa como Adobe Digital Editions, Mobipocket Reader ou o OverDrive Media Console os novos produtos digitais.

«As pessoas gostam da portabilidade»

É possível agora navegar na biblioteca através da Internet, eleger os livros que interessam, adiciona-los a um cesto digital e descarregar. Se o livro em que estamos interessados já está reservado, esperamos pela próxima vez.

Segundo a biblioteca, o item seleccionado pode permanecer no computador do utilizador durante três semanas e não há a preocupação de devolver o livro, CD ou DVD na biblioteca real.

«As pessoas gostam da portabilidade», assegurou Jim McCluskey, gestor assistente do desenvolvimento da colecção das bibliotecas Sno-Isle do estado de Washington, pronto a oferecer descarregamentos compatíveis com o iPod.

«Muitas das nossas bibliotecas estão sobrecarregadas», destacou. «Este tipo de material não ocupa espaço e está disponível durante os sete dias seguintes, o que atrai as bibliotecas», afirma McCluskey.

Fonte: IOL Portugal Diário
http://diario.iol.pt/tecnologia/biblioteca-tecnologia-eua-livros-ipod-dvds/980000-4069.html

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Secretaria de Documentação divulga serviços disponibilizados no site do STF

14/4/2008

A Secretaria de Documentação do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou alguns serviços que podem ser visualizados no site do Supremo, acessado pelo endereço eletrônico www.stf.gov.br. Os internautas poderão conferir a versão eletrônica da Coleção Memória Jurisprudencial, acórdãos anteriores ao ano de 1950, publicações referentes às sessões em homenagem a ministros, regimentos internos antigos e bibliografias temáticas sobre assuntos importantes julgados pela Corte.

“A idéia é democratizar todas essas informações”, disse a secretária de Documentação, Altair Damiani, informando que os trabalhos foram realizados pelas coordenadorias de Divulgação de Jurisprudência, de Análise de Jurisprudência e de Biblioteca, que compõem a Secretaria de Documentação. “Muito foi feito, mas há muito por fazer”, concluiu a secretária.

Coleção Memória Jurisprudencial

Altair Damiani comunicou o lançamento virtual da Coleção Memória Jurisprudencial, composta por livros que trazem uma análise das decisões mais relevantes de ministros do STF. Atualmente, a série é composta por cinco volumes dedicados aos ministros Castro Nunes, Pedro Lessa, Victor Nunes, Aliomar Baleeiro e Orozimbo Nonato. “Queremos que todas as pessoas tenham acesso a esses livros virtuais”, ressaltou a secretária de documentação.

A versão eletrônica está localizada no link Publicações, Publicações Institucionais, Memória Jurisprudencial.

Coletânea de acórdãos


Também na internet está sendo disponibilizada a Coletânea de Acórdãos (Colac). Já foram digitalizados cerca de 350 volumes com aproximadamente 70 mil páginas referentes a acórdãos anteriores a 1950. Esses acórdãos totalizam 962 volumes e estão sendo gradativamente publicados no site pelo mesmo endereço.

Homenagem aos ministros

A secretária de Documentação informou mudanças na linha editorial da secretaria. Antes, eram produzidos livros impressos chamados plaquetas, contendo registro individualizado das sessões realizadas em homenagem aos ministros. Agora, o material estará à disposição pela internet e, a cada 10 anos, um único volume com a obra coletiva será impresso.

Ela lembrou que, conforme o artigo 365 do Regimento Interno do STF, sessões de homenagem aos ministros ocorrem por motivo de aposentadoria, falecimento e centenário de nascimentos. A versão eletrônica das plaquetas está disponível no link Publicações, Publicações Institucionais.

Regimentos internos

Em razão da demanda de pesquisa histórica recebida pela Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal foi disponibilizado, ao usuário, o texto original, consolidado e atualizado do Regimento Interno do STF, referente ao ano de 1970. Este serviço pode ser acessado pelo link Legislação, Regimentos Anteriores. Os regimentos de 1981, 1909 e 1940 estão em fase de elaboração.

Bibliografia temática

Por fim, a Secretária falou sobre o trabalho elaborado pelas Coordenadorias de Biblioteca e de Análise de Jurisprudência relativo ao levantamento bibliográfico, de jurisprudência e de legislação sobre assuntos relevantes em discussão no Tribunal. Entre os temas, destacam-se os mais recentes: Biossegurança e Células-tronco (fevereiro 2008) e Lei de Imprensa (abril 2008). O usuário pode ter acesso a este produto pelo link Biblioteca, Produtos da Biblioteca, Bibliografias Temáticas.


STF
Fonte: Direito do Estado.com.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Mec repassa recursos para as bibliotecas do Centro-Oeste

O Mec, através da Secretaria de Educação a Distância, efetuou, no último dia 26 de dezembro, o repasse de três milhões e duzentos mil reais para as bibliotecas dos pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) no Centro-Oeste. O recurso será administrado pela UAB-UFMT, destinando-se à aquisição de livros para vinte municípios previamente selecionados e que funcionarão como pólos para a oferta de cursos pelas universidades federais da região, quais sejam a UFMS, a UnB e a UFT, além da UFMT.

A UFMT foi inserida na UAB em outubro do ano passado, quando iniciou a aquisição dos equipamentos para a montagem dos espaços, a elaboração do material didático e a preparação das equipes dos professores. Em 2008, atuará em quatro pólos: Ribeirão Cascalheira, Pontes e Lacerda e Primavera do Leste.

A UAB é mantida pelo Governo Federal e funciona em parceria com as universidades federais e prefeituras, através da publicação de editais que orientam as prefeituras na solicitação dos cursos de interesse para o seu município e região.

Autor: Silvana Ribas
Fonte: Gazeta Digital
Disponível em: http://www.gazetadigital.com.br

São Paulo recebe a 20ª Bienal do Livro em agosto

Donizeti Costa - Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - De 14 a 24 de agosto ocorrerá, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, a 20ª edição da Bienal do Livro.

Uma das novidades deste ano - quando se celebram 200 anos da indústria gráfica no Brasil e da fundação da Biblioteca Nacional - é a Bienal Criança, para a qual foi reservada uma área de 11 mil metros quadrados dos 80 mil metros que terá a feira.

Participarão cerca de 900 selos editoriais do mundo nesta Bienal do Livro, a segunda no gênero no mercado livreiro internacional e que teve 80% de seus estandes vendidos com um ano de antecedência. A previsão é de que 800 mil pessoas visitem o espaço.

Fonte: O Globo On-line
Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/01/07/sao_paulo_recebe_20_bienal_do_livro_em_agosto-327912853.asp

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Microsoft desenvolve tradutor de documentos para cegos


FRANKFURT (Reuters) - A Microsoft e o consórcio de audiobooks DAISY estão trabalhando juntos numa ferramenta que permitirá aos deficientes visuais a traduzir documentos do Microsoft Word em padrões de áudio digital.

As duas organizações afirmaram nesta terça-feira que a colaboração tem como objetivo a produção de um programa gratuito de tradução de documentos escritos em Open XML --o formato padrão de arquivo para documentos do Microsoft Office 2007-- para o formato DAISY XML.

O arquivo DAISY XML poderia então ser processado para produzir áudio digital e outros formatos de exibição. A expectativa é de que o programa plugin esteja disponível no início de 2008.

O consórcio sem fins lucrativos DAISY (Digital Accessible Information System), com sede em Zurique, foi formado em 1996 por bibliotecas de audiobooks para ajudar na transposição de livros de áudio do formato analógico para o digital, e adotou um padrão livre com base em formatos de arquivos de Internet.

Entre seus membros estão o Serviço de Biblioteca Nacional dos Estados Unidos para Cegos e Portadores de Deficiências Físicas, a Organização Espanhola para Cegos e a Biblioteca em Braile da Coréia.

A Microsoft está em campanha para ter seu formato de documento Open XML aprovado como padrão internacional, o que ajudaria a empresa a ganhar aceitação de organizações do setor público.

A companhia não conseguiu a maioria necessária em setembro numa votação da Organização Internacional para Padronização (ISO), particularmente devido à preocupações de que o formato não seja realmente livre, mas apenas uma tática para prender o usuário em uma tecnologia.

Um grupo da ISO irá se reunir novamente em fevereiro para tentar chegar a um consenso, o que dá à Microsoft mais tempo para angariar votos.


Fonte: Reuters Brasil
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRN1355158520071113

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

'Biblioteca do Além' atrai visitantes de cemitério em SP



2,3 mil livros foram distribuídos em frente a cemitério da Zona Sul.
Visitantes tiveram dificuldades para carregar todas as obras escolhidas.

Roney Domingos


Escritores eternizados em livros dividiam espaço – e a atenção de visitantes - com os túmulos do Cemitério São Luís, localizado na periferia da Zona Sul de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (2), Feriado de Finados.

Em uma banca montada sob uma barraca de plástico, a Organização Não-Governamental Educa São Paulo colocou à disposição do público 2,3 mil livros, que podiam ser observados, manuseados, lidos e – enfim – levados gratuitamente pelos interessados.

As opções eram muitas. Era possível escolher entre nobres autores falecidos, como a romancista britânica Agatha Christie e o filósofo Karl Marx e ainda vivos, como o português José Saramago e o brasileiro líder de vendas Paulo Coelho. Quem teve disposição pôde carregar para a estante de casa a Enciclopédia Barsa completa.

Os livros foram doados à ONG por alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), igrejas e clubes. "Fizemos essa Biblioteca do Além para trazer cultura às pessoas", afirmou Devanir Amâncio, coordenador da ONG.

Karla Jaine, de 10 anos, e sua amiga, Rafaiane Monteiro, de 9 anos, tiveram certa dificuldade para suportar o peso da coleção de livros de histórias policiais. Mas dizem que adoram os contos da escritora britânica conhecida como Rainha do Crime.

Iris Alves, de 14 anos, foi ao cemitério para ajudar a família a vender flores. Ficou com "O Canto do Rouxinol", livro de poemas de Regina Rosseau. Sua amiga, Jamille, de 15 anos, levou o Atlas Barsa. "Meu irmão pediu" afirmou.

Jefferson, de 10 anos, escolheu duas obras antagônicas, uma voltada para o sonho e outra para a realidade: "Papagaio com rabo de boi e outros desenhos de Caó"e "Receita para a Morte – Cinco histórias policiais", de Nero Blanc. João Lucas, de 10 anos, também. Ficou com "As grandes figuras da Bíblia"e "Casseta e Planeta". "Em casa só tem livro de escola", disse ele.

A barraca de livros atraiu também os adultos. Estudante de História, Silvana de Paula Jesus foi visitar o cemitério e encontrou na barraca montada na porta algumas obras de sociologia e filosofia que não via na biblioteca pública.

A expectativa da ONG Educa São Paulo é que até o final de dezembro, a biblioteca ocupe permanentemente uma das salas de velório do cemitério.

http://g1.globo.com/Noticias/

À caça de um 'faz-tudo', mercado muda nome de profissões famosas

Rachel Silva
rsilva@redegazeta.com.br

Você sabe explicar o que faz um profissional de "key account"? E um "hair designer"? Profissões tradicionais como as de vendedor e cabeleireiro vêm ganhando novos nomes, por razões diversas.

Há quem chame a empregada doméstica de "secretária", o que pode ser um jeito simpático de valorizar essas profissionais, embora as tarefas continuem sendo as mesmas: limpar, lavar, cozinhar e passar.

Por outro lado, há profissões em que o nome muda porque as atribuições são diferentes. Na era da Internet, não é de se estranhar que o bibliotecário passe a ser chamado de "gerente de informações", uma vez que a maioria das empresas possui, hoje, um acervo de documentos e informações que não estão impressas em papel.

Um outro exemplo é a profissão de contador que, antes de ser regulamentada por lei, era chamava de "guarda-livros". Hoje, o termo "contabilista" pode ser usado para profissionais de nível técnico ou superior, mas a categoria tem preferido o título de "profissional da contabilidade". Outros nomes, como auditor, perito ou analista, são utilizados pelos profissionais da Contabilidade que passam por cursos de especialização.

"Eu entendo que a evolução da língua e da própria profissão obriga a encontrar um termo mais adequado para descrever as atividades desenvolvidas", afirma o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-ES), Paulo Vieira Pinto.

Demanda. Mesmo que as funções continuem as de sempre, as exigências do mercado tendem a aumentar. De acordo com a consultora Maria Rita Sales, da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-ES), espera-se dos profissionais uma postura de comprometimento cada vez maior com os resultados da empresa.

"Hoje o profissional, além de elaborar, precisa apresentar, prospectar, avaliar e gerar lucros, isso em todas as profissões. Uma telefonista não deve apenas receber as chamadas de clientes e fornecedores, ela também apresentará em primeira mão a imagem da empresa, fará a abordagem e dará a deixa para o setor comercial alavancar as vendas", explica.

O diretor regional do grupo Catho, Elias Gomes, afirma que a mudança do nomes das profissões quase sempre está relacionada ao aperfeiçoamento da estrutura de gestão das empresas.

"Também há o caso de profissões que não fazem mais sentido, como gerente de informática. Gerente de Tecnologias da Informação é mais abrangente. É claro que, às vezes, a mudança de nome é só para dar um status, mas o profissional não tem a remuneração condizente", diz.

Para quem está em busca de um emprego, essa profusão de nomes pode tornar mais difícil a elaboração do currículo. Como "vender" sua imagem, sem correr o risco de não ser compreendido? Para Elias Gomes, a solução é não se descrever usando o nome do cargo, que, às vezes, não explica bem a função.

Ela é pau-para-toda-obra

Fernanda Soares, 25 anos, secretária executiva

Fernanda Soares tem orgulho em afirmar que é secretária executiva. "A gente fica bem indignada quando é confundida com doméstica, sem querer menosprezar a profissão. Algumas pessoas também confundem o curso com telefonista ou recepcionista", diz. Além de ser professora do curso de Secretariado Executivo do Cesat, Fernanda também é a secretária geral da faculdade. Ela explica que a profissão é regulamentada por lei, há cerca de dez anos, mas que só recentemente as pessoas têm entendido melhor quais são as atribuições de uma secretária – muito além de atender aos telefonemas e de servir cafezinho.

ANÁLISE
Maria Rita Sales

Seja versátil

A s mudanças são fruto de nossas atuais necessidades. Historicamente as pessoas precisam de mudanças, de novidades. No âmbito profissional existem algumas razões relevantes, tais como: novos conhecimentos, evolução da internética, capacidades tecnológicas ampliadas, pela natureza da função que se torna mais complexa e – não deixaria de mencionar – para facilitar a adequação aos regulamentos impostos, exigências da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), da legislação e das premissas da qualidade/certificações a que todas as empresas estão sujeitadas. O novo nome busca melhor traduzir a atual realidade na área. Na área de informática ocorre em função da associação de várias habilidades inclusive as tecnológicas, artísticas e criativas. Conheço algumas empresas que possuem vendedores de segunda categoria, pequenos em visão, mas que têm título no cartão de Gerente de Negócios. Suponho que seja para "melhorar" a prospecção da própria pessoa. O que não adianta muito, não é? O mundo requer dos profissionais maior versatilidade, com background em tecnologia e conhecendo a área de negócio profundamente, além da sintonia com o foco da empresa. Um outro diferencial requerido é a capacidade de estabelecer relações muito boas dentro e fora da empresa.

Quem batalha no mercado deve utilizar o que conhece e não a moda. O selecionador saberá, com certeza, adequar o material à demanda da empresa.

Maria Rita Sales Conselheira da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Espírito Santo (ABRH-ES)

"Na maioria dos casos, o melhor é não optar por dizer o seu cargo, mas descrever a área, como exemplo "gestão financeira". Durante a análise curricular, o selecionador, certamente, vai identificar o nível desse profissional, pelo conjunto das informações contidas no currículo", ensina.

Fonte: A Gazeta
http://gazetaonline.globo.com

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Profissional Bibliotecário é tema de documentário Americano


The Hollywood Librarian: A Look at Librarians through Film será o primeiro
longa-metragem a focar o trabalho e a vida dos bibliotecários. Em um contexto divertido e descontraído, o filme trará muitas surpresas para as pessoas que pensam que sabem o que um bibliotecário faz, além de revelar a
diversidade de profissionais existentes nos Estados Unidos e a importância
da profissão para a sociedade.

Acesse o trailer do filme,
www.hollywoo dlibrarian.com

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

6º Concurso de Contos- Biblioteca Leverdógil de Freitas/ IPDAE

A Biblioteca Leverdógil de Freitas está promovendo o 6º Concurso de
Contos.
Segue abaixo o regulamento.

Comissão de Organização- IPDAE
Telefone: (51) 30282049

Regulamento

I- Da inscrição:
1- As inscrições serão realizadas no período de 1º de setembro a 23 de
novembro de 2007.
2- O participante deverá ser maior de 18 anos de idade.
3- Cada participante poderá inscrever no máximo 3 (três) contos
inéditos.
4- Os contos deverão ser entregues em 4 (Quatro) vias, digitados ou
datilografados, não serão aceitas cópias manuscritas.
5- Em cada cópia dos contos deverá constar apenas o título do trabalho
e o pseudônimo.
6- O participante deverá enviar, em separado, uma folha contendo os
seguintes dados:
a) Nome Completo;
b) Endereço completo, incluindo CEP;
c) Telefone para contato e e-mail, se houver;
d) Profissão;
e) Data de nascimento e idade;
f) Título(s) do(s) conto(s);
g) Pseudônimo do participante.
7- Cada conto deverá ter no máximo 3 (três) páginas.
8- Os contos inscritos não serão devolvidos.
9- Os contos deverão ser entregues na sede na sede da Biblioteca
Leverdógil de Freitas, Av. João de Oliveira Remião, 7.193, Parada 18,
Lomba do Pinheiro, Porto Alegre- RS, CEP 91560-000, ou remetidos via
correio, postados até o último dia do período de inscrições.
10- Os contos que não seguirem o regulamento acima estabelecido serão
automaticamente desclassificados.

II- Da seleção:
1- Os contos serão selecionados por uma comissão formada pelos
seguintes profissionais:
- Renée Maciel Nassif
- Juçara Benvenuti
- Tatiane Bandeira
- Vera Medeiros
2- A seleção dos contos será feita no período de 26 de novembro a 07 de
dezembro de 2007.
3- Serão selecionados 10 (dez) contos.
4- Os contos selecionados serão publicados em uma coletânea.
5- Uma vez selecionados, os participantes estarão fazendo a cessão de
diretos de publicação.

III- Da divulgação:
1- O resultado do 6º Concurso de Contos estará disponível a partir do dia
08 de dezembro de 2007, na Biblioteca Leverdógil de Freitas e no site
www.ipdae.org.

IV- Da premiação:
1- A premiação consistirá na entrega de certificados a ser realizado no
dia 14 de dezembro, às 18h, sexta-feira, na sede na Biblioteca Leverdógil
de Freitas.

Fonte CRB10

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

III Encontro de Arquivos Científicos

Promoção: Fundação Casa de Rui Barbosa/ MINC e
Museu de Astronomia e Ciências Afins/MCT

Coordenação e organização: Arquivo Histórico e
Institucional da Fundação Casa de Rui Barbosa e
Arquivo de História da Ciência do Museu de
Astronomia e Ciências Afins.

Apoio: Associação dos Amigos da Fundação
Casa de Rui Barbosa. Associação Cultural de Amigos do MAST - SAMAST

Local: Auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa. Rua São Clemente , 134. Botafogo. Rio de Janeiro

Período: 26 e 27 de setembro de 2007

Investimento: R$ 70,00 (setenta reais) para não sócios da AAB, R$ 50,00 (cinqüenta reais) para sócios da AAB

Inscrições: AAB – Associação dos Arquivistas
Brasileiros. Av. Presidente Vargas, 1733 - sala 903 • CEP: 20.210-030 Centro - Rio de Janeiro

Maiores informações no site da AAB: http://www.aab.org.br/

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Mulas viram bibliotecas itinerantes na Venezuela


Uma universidade no interior da Venezuela implementou um projeto inusitado para levar livros e incentivar a leitura em vilarejos remotos do interior: criou bibliotecas itinerantes em mulas, ou “bibliomulas”.

A iniciativa atende comunidades remotas na região do Vale do Momboy, no leste da Venezuela, onde fica a região andina do país.
Pelo menos duas mulas são usadas atualmente no projeto. Elas levam, amarradas ao corpo, porta-livros com títulos diversos, que agradam em cheio principalmente às crianças das cidades nas montanhas.
O projeto tem feito tanto sucesso que a instituição responsável pelo projeto, a Universidade do Vale do Momboy, já está transformando as mulas em “cybermulas”, incorporando elementos eletrônicos como laptops e projetores.

“Espalhando alegria”

O repórter da BBC James Ingham acompanhou uma das viagens das bibliomulas, visitando o vilarejo de Calembe.
A mula partiu de Trujillo, uma das cidades do Vale do Momboy, acompanhada de um guia local e de duas líderes do projeto.
Uma jornada de duas horas por meio de uma trilha seca e empoeirada levou até a vila, onde 23 crianças, alunas de uma escola local, rapidamente se aproximaram da biblioteca de quatro patas.
Em questão de minutos, as líderes do projeto estavam lendo para as crianças alguns dos títulos disponíveis.
“Espalhar a alegria de ler é nosso principal objetivo”, disse Christina Vieras, uma delas. “Mas é mais que isso. Nós estamos ajudando a educar as pessoas sobre coisas importantes, como o meio ambiente. Todas as crianças estão plantando árvores. Qualquer coisa que melhore a qualidade de vida e conecte essas comunidades.”
“É ótimo”, disse empolgado José Castillo, de 12 anos. “Eu adoro ler livros e nós ouvimos umas histórias realmente boas.”

Internet

A equipe do projeto brincou com as crianças, as ouviu ler e lanchou com os adultos de Calembe, discutindo com eles como o projeto pode ser ampliado.
Uma idéia é usar as mulas para transportar remédios, que podem ser tão difíceis de conseguir na região.
“Nós queremos instalar modems sem fio embaixo das bananeiras, para que os moradores dos vilarejos possam usar a internet”, disse Robert Ramirez, coordenador da Rede de Escolas Rurais Empreendedoras da universidade.
“Imagine se as pessoas nas cidadezinhas pobres do vale pudessem mandar e-mails dizendo quantos tomates eles vão precisar na semana que vem, ou quanto salsão.”
“Os fazendeiros poderiam responder, dizendo quanto eles poderiam produzir. Seria misturar ‘localização’ com globalização”, completou.

Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070804_biblioteca_mularg.shtml

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Surge a primeira Biblioteca Digital Aberta da Internet


Espaço democrático e gratuito para a publicação de arquivos digitais, o Cipedya - Biblioteca Digital Aberta - está no ar. A proposta, inédita na internet mundial, foi desenvolvida por um grupo de quatro brasileiros de Brasília e é uma forma independente e organizada de apresentar conteúdo. Quem procura ou pretende disponibilizar dados a uma determinada comunidade ou aos internautas em geral tem nas mãos uma poderosa ferrameta.
Com uma interface simples, qualquer usuário pode inserir documentos no Cipedya. Os arquivos ficam imediatamente disponíveis para buscas e download. Com o portal, professores, estudantes, pesquisadores, palestrantes e curiosos em geral podem publicar textos de todo tipo, apresentações, vídeos e músicas independente do tamanho.
A troca de arquivos e o acesso ao conhecimento postado nessa plataforma acaba com a necessidade do uso de pen drives ou o envio de documentos para listas de e-mails, grupos de discussão e outras formas de interação criadas para associar usuários que tenham interesse comum por determinado assunto ou tema.

O que é

No Cipedya, os documentos são classificados em até 5.126 áreas de especialização, que estão agrupadas em 697 sub-áreas e 97 campos do conhecimento. A Classificação Cipedya foi desenvolvida a partir da tabela de áreas do conhecimento utilizada pelas principais universidades e institutos de pesquisa do Brasil, desenvolvida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.
O acervo inicial inclui toda a coleção de Textos para Discussão publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -IPEA -, um dos principais centros de estudos e pesquisas na área econômica e de políticas públicas do Brasil. A coleção compreende todos os TDs publicados pelo instituto desde 1976.
A diferença do Cipedya para o outro site colaborativo que já esta na rede, o Wikipédia, é que neste segundo a comunidade colabora incluindo e editando verbetes. Assim, foi construída uma enciclopédia impressionante. Segundo Anderson Araújo, um dos desenvolvedores, no Cipedya a comunidade colabora incluindo documentos digitais de qualquer formato. “No nosso caso, queremos construir uma biblioteca também importante", completa.

Como funciona

Anderson Araújo afirma que "o Cipedya pode ser visto como um YouTube de documentos ou como um Google onde o usuário posta diretamente o conteúdo que deseja ver nos resultados da busca". Assim, se no Youtube os usuários postam e acessam vídeos, no Cipedya os usuários postam e acessam documentos digitais de todos os tipos, que ficam dispostos numa organização semelhante a uma biblioteca, mas com interface semelhante aos buscadores.
O Cipedya se alinha a iniciativas como Movimento Acesso Aberto (Open Acces Iniciative) e Creative Commons , entre outros grupos que defendem uma mudança nos paradigmas tradicionais de difusão do conhecimento nas artes e nas ciências na era digital. O portal também compartilha dos princípios e práticas do que convencionou-se chamar Web 2.0, especialmente no que se refere ao aproveitamento da inteligência coletiva e a vizualização da web como plataforma.

Bibliotecas particulares

Os usuários podem criar ainda uma biblioteca particular e nela incluir documentos de seu interesse. Com isso, por exemplo, professores disponibilizam aos estudantes documentos de um curso, incluindo resumos, apostilas, apresentações ou qualquer outro documento em formato digital.
Acadêmicos e pesquisadores podem ainda publicar seus trabalhos ou resumos mais recentes também fazendo uso de uma biblioteca particular, do departamento, do grupo de pesquisa ou da própria instituição.
A Biblioteca William Shakespeare http://www.cipedya.com/web/Lib/103 e a Biblioteca Paulo Freire http://www.cipedya.com/web/Lib/98 são exemplos de bibliotecas que já existem no Cipedya.
O portal, que está disponível em fase beta desde junho, já inclui em seu acervo as principais obras de domínio público da literatura brasileira (Machado de Assis, Lima Barreto e outros) e raridades como as obras completas de Sigmund Freud, o pai da psicanálise.

Conceito

A Cipedya Tecnologia da Informação pretende aliar o que há de melhor em tecnologia de busca e ferramentas colaborativas para auxiliar as pessoas a trocarem informações de maneira simples e organizada. A iniciativa é genuinamente brasileira e seus realizadores são jovens profissionais que atuam em desenvolvimento de software, comunicação e gestão. Saiba mais: http://www.cipedya.com

*Fonte: Assessoria de Imprensa da Cipedya
Disponível em: http://www.convergenciadigital.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Alemanha: 60 milhões de livros podem desaparecer


Corrida contra o tempo para recuperar herança cultural germânica


Cerca de 60 milhões de livros das bibliotecas alemãs, mais de 70 por cento do total dos volumes, correm o risco de ser destruídos pelo ácido utilizado no fabrico de papel, alertaram esta terça-feira alguns peritos, noticia a agência Lusa.

Já existem dois processos para retirar o ácido dos livros, mas são ambos caros e têm de ser aplicados a todos os livros editados entre 1840 e 1980, «e por isso o tempo começa a faltar», explicou a directora da Biblioteca Universitária de Hamburgo, Gabriele Beger.

«Estamos sob a ameaça de perder a nossa herança cultural e o conhecimento acumulado ao longo de quase 150 anos», sublinhou também o director do Centro de Conservação de Livros de Leipzig, Manfred Anders, cuja firma inventou um processo de conservação intitulado PaperSave, para retirar o ácido dos preciosos volumes.

O processo consiste em colocar os livros alinhados numa máquina que lhes retira a humidade e depois os impregna com uma solução anti-ácido.

A referida máquina, de grandes dimensões, já está a funcionar há algum tempo, com excelentes resultados, na cave da Livraria Alemã, em Leizpig.

No entanto, a máquina não está em plena laboração porque os custos a suportar pelas bibliotecas para salvar os livros são elevados: conservar cerca de um milhão de livros pelo método PaperSave, por exemplo, custa perto de 15 milhões de Euros.

Obras que marcaram a história

Entre os volumes a precisar de conservação urgente estão originais dos músicos Johannes Brahms e Georg Friedrich Haendel, ou de escritores como Gotthold Ephraim Lessing e Heinrich Heine.

O ácido no papel também não poupa outras existências dos arquivos, como importantes dossiers ou exemplares quase únicos de jornais.

Só um aumento substancial dos subsídios às bibliotecas públicas ou a descoberta de uma nova tecnologia de conservação de livros e jornais mais barata, do que as actualmente existentes, poderia salvar a situação, referiu ainda Zeller.

Só na Biblioteca Nacional da capital alemã há 40 mil jornais antigos a precisar de restauro urgente, que ameaçam desintegrar-se se forem manuseados e deixarem de poder ser utilizados para fins científicos.

Perante este cenário, vários especialistas já fizeram um apelo para uma acção concertada a nível nacional que permita, pelo menos, salvar um exemplar de cada uma das obras em risco de desaparecimento.
Disponível em: (http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=838323&div_id=291)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Open Library - Site quer criar catálogo com todos os livros já escritos


Giles Turnbull

Das prateleiras para o computador?

Um projeto ambicioso para criar um catálogo na internet com todos os livros publicados em todas as línguas - Open Library (Biblioteca Aberta, em tradução livre) - está em andamento nos Estados Unidos.


Os livros a serem incluídos vão desde o Alcorão e clássicos da língua inglesa como As Aventuras de Huckleberry Finn, à moderna série de obras sobre Harry Potter.

Para o chefe da equipe técnica por trás da Open Library, Aaron Swartz, todos os livros já publicados perecisam de uma página na internet, um pouco como uma homepage pessoal.

"Neste momento, se você quiser acessar um livro na rede de computadores, o principal lugar onde as pessoas vão é a Amazon (livraria online). É ruim que um site comercial seja a fonte definitiva para informações sobre livros na internet, então nós queremos ter um site que junte informações de editoras comerciais, críticos, leitores, bibliotecas, de toda a parte", disse ele.

"O site vai se tornar o lugar onde se pode encontrar livros interessantes e informações sobre eles, quer estejam sendo reeditados, fora de catálogo, ou o que seja."

Uma biblioteca assim tem que ser virtual. Nenhum prédio seria grande o suficiente para abrigar todos os livros, nenhum grupo ou governo teria recursos suficientes para construí-lo, ou empregar o número necessário de funcionários. Se a Open Library der certo, tem que ser um espaço virtual, e acessível para todos, como a Wikipédia.

Há alguns anos, a idéia de que pessoas em todo o mundo escrevessem sua própria enciclopédia seria loucura - mas isto não impediu que os fundadores da Wikipédia tocassem o projeto, que acabou sendo um dos mais bem sucedidos na rede de computadores nos últimos anos.

Doações

Para dar a partida no projeto, a Open Library está pedindo a outras bibliotecas que doem seus catálogos. Só isto já apresenta grandes desafios técnicos, pois as informações são armazenadas em formatos e línguas diferentes, e podem vir com suas próprias especificidades, repetições e erros.

O que é importante é manter as informações de uma forma estruturada, para que o banco de dados nos bastidores saiba a diferença entre um autor, um título e uma editora.

"Nós tínhamos que criar este novo tipo de programa de wiki, o que era um desafio empolgante, porque é preciso implantá-lo para que ao invés de só ter um tipo de página que as pessoas possam editar, possamos ter tipos diferentes."

"As pessoas podem editar autores, livros, páginas de texto, e assim por diante. Então há muita coisa nova que precisamos criar. E esta é só a infraestrutura - há ainda muitas coisas para agregar, e dados sobre livros para reunir e organizar para pesquisa."

Se as especificações sobre direitos autorais permitirem, haverá uma cópia do livro para download, ou links para cópias do livro em outros locais (tais como o Projeto Gutenberg para digitalizar trabalhos culturais).

Por enquanto os recursos para ele vem do Arquivo de Internet, um outro projeto sem fins lucrativos que têm o simples objetivo de manter cópias na rede de computadores para as futuras gerações.

Mas a Open Library vai depender de doações em algum momento, e de uma porcentagem na venda de livros de grandes livrarias online.

A obtenção de recursos será mais importante diante da competição comercial. O Projeto de Biblioteca do Google, parte do serviço de busca de livros Google Book Search, tem objetivos semelhantes.

Naturalmente, o Google tem seus próprios interesses comerciais para proteger e investir neles. A abordagem da Open Library é oposta, com seu compromisso de máxima liberdade de informações, permitindo não apenas que qualquer pessoa navegue pelo site, faça busca e leia livros em seu catálogo, mas que também possam reescrever o próprio catálogo no caminho.

Ceticismo

Mas a famosa Biblioteca Britânica em Londres está cética. Stephen Bury, diretor de Coleções Européias e Americanas da instituição, disse: "No curto prazo, eu não acho que vamos mandar a eles uma cópia do nosso catálogo. Nossos recursos são limitados e nós precisamos concentrar nossos esforços em nossos próprios projetos de digitalização."

"Nós sempre apoiamos a digitalização, e quanto mais, melhor. Mas há algum ceticismo sobre se um dia a Open Library pode se tornar um site comercial com anúncios e coisa assim."

Bury não gosta da idéia de permitir que qualquer pessoa possa editar catálogos de bibliotecas.

"Eu acho que é preciso um equilíbrio e algum nível de controle. Pode-se ter gente maliciosamente mudando coisas."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070801_livrosonline.shtml

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Integração de acervos é tema de seminário realizado no Estado

28/06/2007 - 12:30 | Equipe Portal VIA
Em uma iniciativa das secretarias da Administração e dos Recursos Humanos, da Cultura e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), foi aberto nesta quarta-feira (27) o seminário Políticas de Gestão de Acervos. O evento, realizado em comemoração aos 72 anos do TCE, terá três dias de debates acerca dos sistemas de arquivo do Estado, de bibliotecas públicas e de museus, além de palestras ministradas por profissionais que atuam na preservação histórica e cultural do país.
O secretário substituto da Administração e dos Recursos Humanos, Antonio Kleber de Paula, destacou a importância da preservação e da perpetuação da história e da cultura. “Depende de nós, que vivemos parte do passado recente, transmitirmos aos mais jovens a importância da preservação de dados históricos, políticos e econômicos. Um evento como este, com a grandeza e qualidade a que se propõe, vem em muito boa hora, pois trata da integração de sistemas de preservação e disseminação da cultura”, afirmou Kleber.
“Costumamos ouvir que o povo brasileiro padece pela falta de memória. Pois temos aqui a chance de contribuir bastante para que esta memória não se perca nos anos que virão”, concluiu.
Anfitrião do evento, o presidente do TCE, conselheiro Sandro Pires, destacou que as pessoas ligadas à atividade de memoriais estão numa trincheira em busca daquilo que está inserido no princípio pátrio. “Povo sem cultura e sem memória não tem grandeza para ser chamado de povo”, afirmou Pires.
O conselheiro do TCE enfatizou ainda que apesar dos avanços tecnológicos é preciso lembrar sempre que a mão e a mente do ser humano é algo insubstituível. A secretária da Cultura, Mônica Leal, afirmou que o atual governo trabalha tendo como metas a participação e a parceria em tudo o que faz. “Nosso objetivo maior é o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Estamos aqui para debater o passado, o presente e o futuro”, disse a secretária.
O seminário Políticas de Gestão de Acervos prossegue até sexta-feira com debates sobre os sistemas de arquivos públicos, experiências municipais no setor, políticas de fomento e integração e atuação do TCE-RS, sistemas de informatização em arquivos, bibliotecas e acervos museológicos, além de sistemas de segurança e preservação de acervos.
As informações são do Governo do Estado
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_ultimas.php&intIdUltimaNoticia=46415