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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Bibliotecas disponibilizam livros, música e dvds online: utilizador não tem que se preocupar em devolver os itens requisitados



Com a esperança de recuperar leitores, as bibliotecas americanas aumentaram a lista de livros, música e filmes digitais que podem ser descarregados num computador ou num leitor de MP3 de forma gratuita, informa o El Mundo.

Em Phoenix, por exemplo, várias filiais associaram-se para criar uma biblioteca digital que tem cerca de 50 mil títulos de livros electrónicos, áudio-livros, música e vídeos, a que podem aceder de qualquer sítio.

Desde que foi inventado «o programa é cada vez mais popular», afirmou Tom Gemberling, bibliotecário responsável pelos recursos electrónicos da Biblioteca Pública de Phoenix.

Disponível em milhares de bibliotecas em todo o país, apenas com um cartão é possível aceder à Internet e facilmente descarregar com um programa como Adobe Digital Editions, Mobipocket Reader ou o OverDrive Media Console os novos produtos digitais.

«As pessoas gostam da portabilidade»

É possível agora navegar na biblioteca através da Internet, eleger os livros que interessam, adiciona-los a um cesto digital e descarregar. Se o livro em que estamos interessados já está reservado, esperamos pela próxima vez.

Segundo a biblioteca, o item seleccionado pode permanecer no computador do utilizador durante três semanas e não há a preocupação de devolver o livro, CD ou DVD na biblioteca real.

«As pessoas gostam da portabilidade», assegurou Jim McCluskey, gestor assistente do desenvolvimento da colecção das bibliotecas Sno-Isle do estado de Washington, pronto a oferecer descarregamentos compatíveis com o iPod.

«Muitas das nossas bibliotecas estão sobrecarregadas», destacou. «Este tipo de material não ocupa espaço e está disponível durante os sete dias seguintes, o que atrai as bibliotecas», afirma McCluskey.

Fonte: IOL Portugal Diário
http://diario.iol.pt/tecnologia/biblioteca-tecnologia-eua-livros-ipod-dvds/980000-4069.html

segunda-feira, 7 de abril de 2008

MA ganha Biblioteca Virtual em Saúde


07-Abr-2008

A população do Maranhão ganhou mais um aliado para a democratização do acesso à informação em saúde e promoção da cidadania. Chega ao estado a Estação Biblioteca Virtual em Saúde (Estação BVS).
A população do Maranhão ganhou mais um aliado para a democratização do acesso à informação em saúde e promoção da cidadania. Chega ao estado a Estação Biblioteca Virtual em Saúde (Estação BVS). Na próxima quinta-feira, 10, será instalada a BVS na Escola Técnica do SUS de São Luís (Canto da Fabril). Um dia antes, a inauguração acontece na Escola Técnica do SUS Nazaré Neiva (ETSUS-MA).
Iniciativa do Ministério da Saúde com a Bireme/Opas/OMS e o Governo do estado e prefeituras, a Estação BVS permite aos usuários acesso livre a informações geradas por instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) e acadêmicas disponíveis na Biblioteca Virtual de Saúde. Neste espaço gestores, pesquisadores, estudantes, profissionais em saúde e sociedade em geral têm acesso a mais de 16 milhões de referências técnico-científicas e podem conhecer melhor as políticas, programas e ações do Ministério da Saúde e legislação sanitária vigente.
Informações para a sociedade também se fazem presentes na BVS, tais como dicas em saúde, exposições virtuais e datas relevantes para a saúde. O diferencial é que cada Estação BVS conta com profissionais capacitados e preparados para atender a comunidade usuária e atuarem como agentes multiplicadores de informação.
A Estação BVS compõe a estratégia da Rede de Bibliotecas e Unidades de Informação Cooperantes da Saúde (BiblioSUS), que dissemina a produção literária da esfera federal do SUS e fomenta o debate, a interação, a pesquisa e a promoção da saúde. A Rede BiblioSUS possui 1.245 centros cooperantes (unidades interligadas), sendo 23 no Maranhão. A proposta é que com as solenidades de instalação das estações BVS as bibliotecas conheçam também a Rede BiblioSUS e passem a integrar essa rede.

Nos estados
A implantação da Estação BVS já contemplou 24 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Maranhão, Tocantins e Distrito Federal. A meta é que todos os estados sejam contemplados até o final deste mês.

Curso de capacitação para prática profissional
A Escola Técnica do SUS (ETSUS), vinculada ao Governo do Maranhão, realiza a partir de hoje, 7, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL), a Capacitação Pedagógica para docentes/facilitadores do Curso Técnico Agente Comunitário de Saúde – Etapa Formativa 2.
O curso faz parte das ações estratégicas da ETSUS do Maranhão para o desenvolvimento dos serviços de saúde, através do aprimoramento da prática profissional.
Os alunos do curso são provenientes de 50 municípios maranhenses, das regionais de Santa Inês, Pinheiro, Chapadinha, Itapecuru-Mirim, Viana e Açailândia, totalizando 2.746 agentes que serão capacitados para atuar como multiplicadores em suas respectivas áreas de trabalho.
Os instrutores são técnicos de nível superior selecionados pela Secretaria de Estado da Saúde, que utilizarão metodologia participativa, com palestras e trabalhos em grupos com carga horária de 88 horas.
Segundo a Diretora da ETSUS, Maria José Medeiros, ao final do curso, os alunos terão desenvolvido um plano de trabalho a ser colocado em prática em seus respectivos municípios.
A ETSUS Maranhão foi criada através do Decreto Nº. 20217, de 30 de dezembro de 2003 e tem como mantenedora a Secretaria de Estado da Saúde com a cooperação técnica da Secretaria de Educação.
Os cursos oferecidos pela Escola são: Técnico Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Higiene Bucal, Técnico de Análises Clínicas e Técnico de Enfermagem. Maria José Medeiros informou também que a ETSUS já programou mais três cursos desse nível ainda para o primeiro semestre de 2008.

Fonte: O Imparcial Online

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Open Library - Site quer criar catálogo com todos os livros já escritos


Giles Turnbull

Das prateleiras para o computador?

Um projeto ambicioso para criar um catálogo na internet com todos os livros publicados em todas as línguas - Open Library (Biblioteca Aberta, em tradução livre) - está em andamento nos Estados Unidos.


Os livros a serem incluídos vão desde o Alcorão e clássicos da língua inglesa como As Aventuras de Huckleberry Finn, à moderna série de obras sobre Harry Potter.

Para o chefe da equipe técnica por trás da Open Library, Aaron Swartz, todos os livros já publicados perecisam de uma página na internet, um pouco como uma homepage pessoal.

"Neste momento, se você quiser acessar um livro na rede de computadores, o principal lugar onde as pessoas vão é a Amazon (livraria online). É ruim que um site comercial seja a fonte definitiva para informações sobre livros na internet, então nós queremos ter um site que junte informações de editoras comerciais, críticos, leitores, bibliotecas, de toda a parte", disse ele.

"O site vai se tornar o lugar onde se pode encontrar livros interessantes e informações sobre eles, quer estejam sendo reeditados, fora de catálogo, ou o que seja."

Uma biblioteca assim tem que ser virtual. Nenhum prédio seria grande o suficiente para abrigar todos os livros, nenhum grupo ou governo teria recursos suficientes para construí-lo, ou empregar o número necessário de funcionários. Se a Open Library der certo, tem que ser um espaço virtual, e acessível para todos, como a Wikipédia.

Há alguns anos, a idéia de que pessoas em todo o mundo escrevessem sua própria enciclopédia seria loucura - mas isto não impediu que os fundadores da Wikipédia tocassem o projeto, que acabou sendo um dos mais bem sucedidos na rede de computadores nos últimos anos.

Doações

Para dar a partida no projeto, a Open Library está pedindo a outras bibliotecas que doem seus catálogos. Só isto já apresenta grandes desafios técnicos, pois as informações são armazenadas em formatos e línguas diferentes, e podem vir com suas próprias especificidades, repetições e erros.

O que é importante é manter as informações de uma forma estruturada, para que o banco de dados nos bastidores saiba a diferença entre um autor, um título e uma editora.

"Nós tínhamos que criar este novo tipo de programa de wiki, o que era um desafio empolgante, porque é preciso implantá-lo para que ao invés de só ter um tipo de página que as pessoas possam editar, possamos ter tipos diferentes."

"As pessoas podem editar autores, livros, páginas de texto, e assim por diante. Então há muita coisa nova que precisamos criar. E esta é só a infraestrutura - há ainda muitas coisas para agregar, e dados sobre livros para reunir e organizar para pesquisa."

Se as especificações sobre direitos autorais permitirem, haverá uma cópia do livro para download, ou links para cópias do livro em outros locais (tais como o Projeto Gutenberg para digitalizar trabalhos culturais).

Por enquanto os recursos para ele vem do Arquivo de Internet, um outro projeto sem fins lucrativos que têm o simples objetivo de manter cópias na rede de computadores para as futuras gerações.

Mas a Open Library vai depender de doações em algum momento, e de uma porcentagem na venda de livros de grandes livrarias online.

A obtenção de recursos será mais importante diante da competição comercial. O Projeto de Biblioteca do Google, parte do serviço de busca de livros Google Book Search, tem objetivos semelhantes.

Naturalmente, o Google tem seus próprios interesses comerciais para proteger e investir neles. A abordagem da Open Library é oposta, com seu compromisso de máxima liberdade de informações, permitindo não apenas que qualquer pessoa navegue pelo site, faça busca e leia livros em seu catálogo, mas que também possam reescrever o próprio catálogo no caminho.

Ceticismo

Mas a famosa Biblioteca Britânica em Londres está cética. Stephen Bury, diretor de Coleções Européias e Americanas da instituição, disse: "No curto prazo, eu não acho que vamos mandar a eles uma cópia do nosso catálogo. Nossos recursos são limitados e nós precisamos concentrar nossos esforços em nossos próprios projetos de digitalização."

"Nós sempre apoiamos a digitalização, e quanto mais, melhor. Mas há algum ceticismo sobre se um dia a Open Library pode se tornar um site comercial com anúncios e coisa assim."

Bury não gosta da idéia de permitir que qualquer pessoa possa editar catálogos de bibliotecas.

"Eu acho que é preciso um equilíbrio e algum nível de controle. Pode-se ter gente maliciosamente mudando coisas."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070801_livrosonline.shtml