quarta-feira, 7 de abril de 2010

Keith Richards diz em autobiografia que sonha em ser bibliotecário


Guitarrista do Rolling Stones diz que há anos cultiva paixão por livros.
Roqueiro teria recebido US$ 7,3 milhões em antecipação por biografia.

O guitarrista Keith Richards, do Rolling Stones, tem o sonho secreto de ser bibliotecário, diz o próprio em uma autobiografia que está perto de ser publicada.

Segundo a edição deste domingo (4) do jornal inglês "The Sunday Times", o músico confessa no livro que, apesar de sua imagem de roqueiro, há anos cultiva uma paixão pelos livros e inclusive recebeu formação profissional para organizar os guardados em suas casas na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Em sua biografia, pela qual teria recebido US$ 7,3 milhões por antecipação, Richards explica que tentou aplicar um sistema que utilizam os bibliotecários para ordenar seus livros, entre eles muitos sobre a história do rock e a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o "The Sunday Times", durante sua juventude na austera Inglaterra do pós-guerra, o roqueiro se refugiava na leitura antes de encontrar o blues.

Para Richards, "quando você cresce, há duas instituições que o afetam especialmente: a Igreja, que pertence a Deus, e a biblioteca, que pertence a você. A biblioteca pública é enormemente igualitária".

G1 Globo.com - Atualizado em 04/04/10 - 08h32

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Educação garante ressocialização em presídios

Por Daniela Benante/Notícias MS

Em Mato Grosso do Sul, mais de 12% internos do regime fechado estão matriculados na escola formal, e os registros de evasão são mínimos. Conforme dados da Divisão de Educação da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), referentes ao período de maio-julho deste ano, 15 internos evadiram no trimestre. Unidades como o Instituto Penal de Campo Grande e o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, ambos da capital, que juntos somam 357 matriculados, não registraram nenhuma desistência.

No Estado, 18 estabelecimentos penais de regime fechado oferecem estudo. Dois são em Campo Grande. De acordo com informações coletadas na E. E. Pólo Regina Lúcia Nunes Betine, responsável pelo ensino nos presídios do Estado, 44 professores trabalham na educação de internos.

Relatório da Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen demonstra que o oferecimento da educação formal em presídios de MS representa para alguns custodiados uma oportunidade para começarem a vida escolar, pois só no processo de alfabetização são 143 matriculados. A maior parte dos internos que estuda freqüenta o ensino fundamental, totalizando 385, no ensino médio são 89.

Mas o processo educativo em presídios, realizado pela Agepen, vai além da educação formal, se materializado também por meio de realização de palestras que envolvem desde questões de saúde a leis penais, de apresentações e incentivo a trabalhos artísticos, cursos de inclusão digital, capacitação de professores, entre outros.

Remição pelo estudo

Embora a principal contribuição da educação em presídios seja a busca pela ressocialização, ela representa também aos internos uma oportunidade para remirem pena. Nos presídios de Campo Grande e em Dourados, três dias de freqüência nas aulas garantem um dia de remição, graças à decisão das Varas de Execuções Penais destas duas comarcas. Já nos demais presídios do interior, a proporção é de um dia de desconto para cada 18 horas de estudo.

Bibliotecas

O incentivo à leitura é um dos enfoques na formação educacional dos internos. Por isso, já foi encaminhado ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional) um projeto que visa a instalação de bibliotecas em todos os presídios administrados pela Agepen.

Atualmente, 21 unidades penais de Mato Grosso do Sul possuem biblioteca e contam com um acervo total de mais de 20 mil obras literárias, que abordam desde conteúdos técnicos e didáticos aos de literatura e auto-ajuda.

Fonte: Beta Pantanal News
Disponível em: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=1297.

Biblioteca escolar e o profissional bibliotecário



Irene Góes Corrêa
___________________

Entende-se que cabe à escola a inserção do indivíduo no mundo da leitura e da escrita, promovendo um ensino de qualidade. Grande parte da responsabilidade pela formação dos novos leitores passa pelo desempenho criterioso de um bom profissional bibliotecário. Oxalá, tenhamos garantia de contar com a habilidade de muitos para o bem de todos os educandos.

A biblioteca escolar é um espaço em que os alunos encontram material para complementar sua aprendizagem e desenvolver sua criatividade, imaginação e senso crítico. É na biblioteca que podem reconhecer a complexidade do mundo que os rodeia, descobrir seus próprios gostos, investigar aquilo que os interessa, adquirir conhecimentos novos, escolher livremente suas leituras preferidas e sonhar com mundos imaginários.

A ação dinâmica da biblioteca deverá servir ao programa escolar, daí a necessidade de atividades em grupo, tais como: dramatizações, jogos, gincanas, hora do conto. A hora do conto é um dos principais estímulos à leitura, e oportuniza as crianças que dela participam o estabelecimento de uma ligação entre fantasia e realidade e a ampliação das experiências e do conhecimento do mundo que as cerca.

A biblioteca no Brasil apresenta problemas estruturais e políticos que fazem desse assunto uma problemática nacional. Em muitos casos, as bibliotecas escolares são meros depósitos de livros em salas adaptadas e que não atendem as reais necessidades e finalidades para as quais as mesmas foram criadas.

O descaso leva os profissionais envolvidos no processo a terem uma atitude passiva e cômoda em relação à problemática gerada. Mais que uma instituição difusora do conhecimento, a biblioteca tem como função primordial a de criar cidadãos, contribuindo com a escola no processo de ensino/aprendizagem, ou seja, desempenhando um importante papel na educação da população. “A biblioteca é o centro do fazer educativo.”

O profissional bibliotecário é um educador de forma geral. Cabe a ele exercer real influência sobre a qualidade do programa geral da escola e, diretamente, sobre a programação total da biblioteca. “Cabe ao profissional em atuação na biblioteca torná-la objeto de reflexão e espaço de participação para todos os segmentos da escola e da comunidade na qual ela se insere.”

O bibliotecário, no ambiente educacional, precisa estar apto a desenvolver o papel de educador, criando políticas internas para incentivar a prática cultural na biblioteca - entre as quais, organização de: mostras culturais, narração de histórias, sessões de teatro e cinema, dia de autógrafo com autores, gincanas de leitura e interpretação, criação de textos, etc. – e fazendo da biblioteca um espaço divertido, agradável, aconchegante, um ambiente prazeroso para a conquista de novos leitores. Um espaço assim envolverá o indivíduo nas atividades de leitura e pesquisa, tornando-se parte do roteiro de um programa agradável e habitual. Esta será, com certeza, a biblioteca sonhada por muitos, porém, realizada no momento por poucos.

O bibliotecário precisa agir para favorecer práticas de leitura de diferentes fontes de informação, propiciar espaços de leitura e minimizar a exclusão social. Lembrando a importância da aculturação digital para todos.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) propostos pelo MEC, ao se referirem às questões referentes à importância da leitura e das bibliotecas escolares, mostra que têm como objetivo primeiro orientar o trabalho educativo que se processa no interior da escola. Dessa forma, os PCNs concretizam uma proposta à sociedade por meio de dois compromissos básicos: eqüidade e qualidade para o ensino/aprendizagem no espaço escolar. Como se vê, os PCNs são importantes pela sua abrangência, em nível nacional, e pelo seu caráter orientador para todo o universo dos agentes envolvidos com a Educação, inclusive o espaço destinado aos livros e à leitura formativa, informativa e de lazer, que é a biblioteca.

Chama-se aqui a atenção para a qualidade dos livros para a composição de uma biblioteca escolar, que devem ser de qualidade, tanto em seus conteúdos quanto em suas formas, portanto, essa qualidade não se restringe somente à encadernação ou ao material empregado para a confecção do livro, abrange, sobretudo, o conteúdo desses livros, pois o mercado está repleto de “literaturas descartáveis”, que não possuem nenhum objetivo pedagógico e que estão nas prateleiras das livrarias apenas por força da mídia. Assim, os gestores escolares, ajudados pelos próprios educandos, pelos professores e pelas famílias, e, sobretudo, pelo profissional bibliotecário competente, devem ser muito criteriosos na escolha das obras. Caso contrário, movidos pela mídia, podem botar à disposição da criança livros de má qualidade, inclusive com erros de construção e ortográficos grosseiros, pode comprometer a qualidade do ensino-aprendizagem da leitura dessa criança para sempre. Mais do que nunca, o profissional bibliotecário precisa marcar sua presença, atuar sempre e com clareza de objetivos para atender bem a clientela mirim, leitores empolgados e que merecem todo cuidado e respeito.


Fonte: O Girassol
Diponível em: http://www.ogirassol.com.br/pagina.php?editoria=Opiniao&idnoticia=721.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Bibliotecas disponibilizam livros, música e dvds online: utilizador não tem que se preocupar em devolver os itens requisitados



Com a esperança de recuperar leitores, as bibliotecas americanas aumentaram a lista de livros, música e filmes digitais que podem ser descarregados num computador ou num leitor de MP3 de forma gratuita, informa o El Mundo.

Em Phoenix, por exemplo, várias filiais associaram-se para criar uma biblioteca digital que tem cerca de 50 mil títulos de livros electrónicos, áudio-livros, música e vídeos, a que podem aceder de qualquer sítio.

Desde que foi inventado «o programa é cada vez mais popular», afirmou Tom Gemberling, bibliotecário responsável pelos recursos electrónicos da Biblioteca Pública de Phoenix.

Disponível em milhares de bibliotecas em todo o país, apenas com um cartão é possível aceder à Internet e facilmente descarregar com um programa como Adobe Digital Editions, Mobipocket Reader ou o OverDrive Media Console os novos produtos digitais.

«As pessoas gostam da portabilidade»

É possível agora navegar na biblioteca através da Internet, eleger os livros que interessam, adiciona-los a um cesto digital e descarregar. Se o livro em que estamos interessados já está reservado, esperamos pela próxima vez.

Segundo a biblioteca, o item seleccionado pode permanecer no computador do utilizador durante três semanas e não há a preocupação de devolver o livro, CD ou DVD na biblioteca real.

«As pessoas gostam da portabilidade», assegurou Jim McCluskey, gestor assistente do desenvolvimento da colecção das bibliotecas Sno-Isle do estado de Washington, pronto a oferecer descarregamentos compatíveis com o iPod.

«Muitas das nossas bibliotecas estão sobrecarregadas», destacou. «Este tipo de material não ocupa espaço e está disponível durante os sete dias seguintes, o que atrai as bibliotecas», afirma McCluskey.

Fonte: IOL Portugal Diário
http://diario.iol.pt/tecnologia/biblioteca-tecnologia-eua-livros-ipod-dvds/980000-4069.html

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mais antigo periódico açoriano disponível em biblioteca digital


O mais antigo periódico açoriano, "Chronica da Terceira", fundado em 1830, está disponível para consulta na biblioteca digital do Centro de Conhecimento dos Açores da direcção regional da Cultura.

[Crónica da Terceira, na sua grafia original Chronica da Terceira, foi um jornal constitucionalista fundado em Angra do Heroísmo a 17 de Abril de 1830. Era o órgão oficial da Regência da Terceira. Foi o primeiro periódico açoriano, feito com um prelo e outro material tipográfico trazido de Londres, na mesma escuna em que embarcaram os primeiros exilados de Plymouth a chegarem à ilha. Foi dirigido por Luz Soriano, nele tendo colaborado, entre outros, José Estêvão Coelho de Magalhães. Fonte: Wikipédia.]



Estão, ainda, disponíveis mais 17 títulos oitocentistas, como a "Ordem do Dia", "Crónica Constitucional de Angra", "O Anunciador", "O Meteoro", "O Futuro", "O Fayalense", "Gazeta Açoriana", "O Angrense" e "Autonomia dos Açores", entre outros.

Segundo a fonte da direcção regional da Cultura, esta opção "visa preservar e disponibilizar parte do património documental em formato digital".

No sitio da Internet do Centro de Conhecimento dos Açores é possível, também, aceder a diversos livros como o "Diário Náutico - Vapor Açor" (1888), à parte genealógica da "Fénix Angrense do padre Manuel Luís Maldonado e "Camilo Castelo Branco no parlamento em 1885 e a sua ascendência picoense".

A enciclopédia açoriana, edição da direcção regional da Cultura, registos paroquiais, de fotografia e fonográficos estão igualmente disponíveis para consulta.

Dos registos fonográficos, destaca-se o espólio das três principais rádios do arquipélago no passado: Radiodifusão Portuguesa (sedeada na ilha de São Miguel), Rádio Clube de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) e Clube Asas do Atlântico (Ilha de Santa Maria).

A digitalização da documentação obedece às normas europeias de preservação e disponibilização do património cultural, visando facilitar à população o acesso ao conhecimento.

Fonte: Jornal de Notícias
O mais antigo periódico açoriano, "Chronica da Terceira", fundado em 1830, está disponível para consulta na biblioteca digital do Centro de Conhecimento dos Açores da direcção regional da Cultura.

Estão, ainda, disponíveis mais 17 títulos oitocentistas, como a "Ordem do Dia", "Crónica Constitucional de Angra", "O Anunciador", "O Meteoro", "O Futuro", "O Fayalense", "Gazeta Açoriana", "O Angrense" e "Autonomia dos Açores", entre outros.

Segundo a fonte da direcção regional da Cultura, esta opção "visa preservar e disponibilizar parte do património documental em formato digital".

No sitio da Internet do Centro de Conhecimento dos Açores é possível, também, aceder a diversos livros como o "Diário Náutico - Vapor Açor" (1888), à parte genealógica da "Fénix Angrense do padre Manuel Luís Maldonado e "Camilo Castelo Branco no parlamento em 1885 e a sua ascendência picoense".

A enciclopédia açoriana, edição da direcção regional da Cultura, registos paroquiais, de fotografia e fonográficos estão igualmente disponíveis para consulta.

Dos registos fonográficos, destaca-se o espólio das três principais rádios do arquipélago no passado: Radiodifusão Portuguesa (sedeada na ilha de São Miguel), Rádio Clube de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) e Clube Asas do Atlântico (Ilha de Santa Maria).

A digitalização da documentação obedece às normas europeias de preservação e disponibilização do património cultural, visando facilitar à população o acesso ao conhecimento.


Fonte: Jornal de Notícias
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=975509

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Secretaria de Documentação divulga serviços disponibilizados no site do STF

14/4/2008

A Secretaria de Documentação do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou alguns serviços que podem ser visualizados no site do Supremo, acessado pelo endereço eletrônico www.stf.gov.br. Os internautas poderão conferir a versão eletrônica da Coleção Memória Jurisprudencial, acórdãos anteriores ao ano de 1950, publicações referentes às sessões em homenagem a ministros, regimentos internos antigos e bibliografias temáticas sobre assuntos importantes julgados pela Corte.

“A idéia é democratizar todas essas informações”, disse a secretária de Documentação, Altair Damiani, informando que os trabalhos foram realizados pelas coordenadorias de Divulgação de Jurisprudência, de Análise de Jurisprudência e de Biblioteca, que compõem a Secretaria de Documentação. “Muito foi feito, mas há muito por fazer”, concluiu a secretária.

Coleção Memória Jurisprudencial

Altair Damiani comunicou o lançamento virtual da Coleção Memória Jurisprudencial, composta por livros que trazem uma análise das decisões mais relevantes de ministros do STF. Atualmente, a série é composta por cinco volumes dedicados aos ministros Castro Nunes, Pedro Lessa, Victor Nunes, Aliomar Baleeiro e Orozimbo Nonato. “Queremos que todas as pessoas tenham acesso a esses livros virtuais”, ressaltou a secretária de documentação.

A versão eletrônica está localizada no link Publicações, Publicações Institucionais, Memória Jurisprudencial.

Coletânea de acórdãos


Também na internet está sendo disponibilizada a Coletânea de Acórdãos (Colac). Já foram digitalizados cerca de 350 volumes com aproximadamente 70 mil páginas referentes a acórdãos anteriores a 1950. Esses acórdãos totalizam 962 volumes e estão sendo gradativamente publicados no site pelo mesmo endereço.

Homenagem aos ministros

A secretária de Documentação informou mudanças na linha editorial da secretaria. Antes, eram produzidos livros impressos chamados plaquetas, contendo registro individualizado das sessões realizadas em homenagem aos ministros. Agora, o material estará à disposição pela internet e, a cada 10 anos, um único volume com a obra coletiva será impresso.

Ela lembrou que, conforme o artigo 365 do Regimento Interno do STF, sessões de homenagem aos ministros ocorrem por motivo de aposentadoria, falecimento e centenário de nascimentos. A versão eletrônica das plaquetas está disponível no link Publicações, Publicações Institucionais.

Regimentos internos

Em razão da demanda de pesquisa histórica recebida pela Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal foi disponibilizado, ao usuário, o texto original, consolidado e atualizado do Regimento Interno do STF, referente ao ano de 1970. Este serviço pode ser acessado pelo link Legislação, Regimentos Anteriores. Os regimentos de 1981, 1909 e 1940 estão em fase de elaboração.

Bibliografia temática

Por fim, a Secretária falou sobre o trabalho elaborado pelas Coordenadorias de Biblioteca e de Análise de Jurisprudência relativo ao levantamento bibliográfico, de jurisprudência e de legislação sobre assuntos relevantes em discussão no Tribunal. Entre os temas, destacam-se os mais recentes: Biossegurança e Células-tronco (fevereiro 2008) e Lei de Imprensa (abril 2008). O usuário pode ter acesso a este produto pelo link Biblioteca, Produtos da Biblioteca, Bibliografias Temáticas.


STF
Fonte: Direito do Estado.com.br

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ibict Lança CDU 2ª Edição - Padrão Internacional em Língua Portuguesa

Ao lançar ao público brasileiro a CDU 2ª edição - Padrão Internacional em Língua Portuguesa, o IBICT retoma e atualiza um poderoso e indispensável recurso para classificar todos os campos do conhecimento humano.

Sistemas de informação, como bibliotecas, bases de dados , bibliotecas digitais, portais e repositórios, têm na classificação a base para recuperação, acesso e uso de conteúdos. Essa ferramenta transcende a utilização pelos profissionais da informação, chegando aos pesquisadores, professores, especialistas e alunos, nas atividades de ensino e pesquisa.

A obra compõe-se de dois volumes : - volume 1 – Tabelas sistemáticas, com 1.257 páginas. ISBN 978-85-7013-075-4; - volume 2 – Índice alfabético, com 603 páginas e mais de 74.000 termos. ISBN 978-85-7013-074-7. Preço:2v. R$540,00.

Mais informações pelo site www.ibict.br/publicacoes, pelo e-mail nucom@ibict.br e pelo telefone: (61) 3217-6161.

MA ganha Biblioteca Virtual em Saúde


07-Abr-2008

A população do Maranhão ganhou mais um aliado para a democratização do acesso à informação em saúde e promoção da cidadania. Chega ao estado a Estação Biblioteca Virtual em Saúde (Estação BVS).
A população do Maranhão ganhou mais um aliado para a democratização do acesso à informação em saúde e promoção da cidadania. Chega ao estado a Estação Biblioteca Virtual em Saúde (Estação BVS). Na próxima quinta-feira, 10, será instalada a BVS na Escola Técnica do SUS de São Luís (Canto da Fabril). Um dia antes, a inauguração acontece na Escola Técnica do SUS Nazaré Neiva (ETSUS-MA).
Iniciativa do Ministério da Saúde com a Bireme/Opas/OMS e o Governo do estado e prefeituras, a Estação BVS permite aos usuários acesso livre a informações geradas por instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) e acadêmicas disponíveis na Biblioteca Virtual de Saúde. Neste espaço gestores, pesquisadores, estudantes, profissionais em saúde e sociedade em geral têm acesso a mais de 16 milhões de referências técnico-científicas e podem conhecer melhor as políticas, programas e ações do Ministério da Saúde e legislação sanitária vigente.
Informações para a sociedade também se fazem presentes na BVS, tais como dicas em saúde, exposições virtuais e datas relevantes para a saúde. O diferencial é que cada Estação BVS conta com profissionais capacitados e preparados para atender a comunidade usuária e atuarem como agentes multiplicadores de informação.
A Estação BVS compõe a estratégia da Rede de Bibliotecas e Unidades de Informação Cooperantes da Saúde (BiblioSUS), que dissemina a produção literária da esfera federal do SUS e fomenta o debate, a interação, a pesquisa e a promoção da saúde. A Rede BiblioSUS possui 1.245 centros cooperantes (unidades interligadas), sendo 23 no Maranhão. A proposta é que com as solenidades de instalação das estações BVS as bibliotecas conheçam também a Rede BiblioSUS e passem a integrar essa rede.

Nos estados
A implantação da Estação BVS já contemplou 24 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Maranhão, Tocantins e Distrito Federal. A meta é que todos os estados sejam contemplados até o final deste mês.

Curso de capacitação para prática profissional
A Escola Técnica do SUS (ETSUS), vinculada ao Governo do Maranhão, realiza a partir de hoje, 7, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL), a Capacitação Pedagógica para docentes/facilitadores do Curso Técnico Agente Comunitário de Saúde – Etapa Formativa 2.
O curso faz parte das ações estratégicas da ETSUS do Maranhão para o desenvolvimento dos serviços de saúde, através do aprimoramento da prática profissional.
Os alunos do curso são provenientes de 50 municípios maranhenses, das regionais de Santa Inês, Pinheiro, Chapadinha, Itapecuru-Mirim, Viana e Açailândia, totalizando 2.746 agentes que serão capacitados para atuar como multiplicadores em suas respectivas áreas de trabalho.
Os instrutores são técnicos de nível superior selecionados pela Secretaria de Estado da Saúde, que utilizarão metodologia participativa, com palestras e trabalhos em grupos com carga horária de 88 horas.
Segundo a Diretora da ETSUS, Maria José Medeiros, ao final do curso, os alunos terão desenvolvido um plano de trabalho a ser colocado em prática em seus respectivos municípios.
A ETSUS Maranhão foi criada através do Decreto Nº. 20217, de 30 de dezembro de 2003 e tem como mantenedora a Secretaria de Estado da Saúde com a cooperação técnica da Secretaria de Educação.
Os cursos oferecidos pela Escola são: Técnico Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Higiene Bucal, Técnico de Análises Clínicas e Técnico de Enfermagem. Maria José Medeiros informou também que a ETSUS já programou mais três cursos desse nível ainda para o primeiro semestre de 2008.

Fonte: O Imparcial Online

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A Estante Virtual: qualidades e defeitos


Por Carlos Nepomuceno

Data de Publicação: 05 de Janeiro de 2008

Andei experimentando comprar livros pelo site Estante Virtual.
Que aliás teve uma idéia espetacular: reunir sebos de todo o Brasil em uma base de dados única para pesquisa de preço e compra por interessados.
Uma mão na roda, se o site fosse um pouco mais afinado com os conceitos atuais da Internet.
Vejamos.

Ao fechar a compra, após escolher um livro, você recebe automaticamente o nome, telefone e e-mail do livreiro e realiza toda a transação diretamente com este, que também recebe uma mensagem do seu pedido.
O sebo paga uma comissão ao site, segundo dizem, de 5%. Comprei, digamos, uns seis ou sete livros nos últimos dois meses.
O critério de pagamento não é padrão: varia de livreiro para livreiro.
Operam com bancos diferentes, geralmente Bradesco e Banco do Brasil e raramente com cartão de crédito. Se você não tem conta nos bancos escolhidas pelo livreiro, ou enfrenta a fila no banco ou faz DOC on-line (o Bradesco cobra R$ 8,00, por exemplo, quase, ou mais, o preço do frete do livro).
Na minha vida de comprador da Estante Virtual, dos sete livros comprados, tive pequenos problemas apenas com dois. A maioria acertou na mosca, enviando os livros sem problemas.
Muitos talvez tenham cobrado mais caro do que se tivesse ido à loja. E, como informa um usuário em mensagem no fórum do site: "notei que estão cobrando (por um livro usado) até mais caro que o novo".
Assim, é preciso pesquisar bastante e comparar com sites de livros novos, para evitar comprar gato por lebre. Em resumo, vale bem para quem quer livros raros e esgotados. E para boas ofertas, já que se compara preços de vários vendedores.
Entre os livreiros que me venderam e não me atenderam bem: um, confundiu meu telefone com o CEP e me mandou e-mail:

"Sugiro que, caso não chegue o livro, que o procure numa agência próxima da sua casa".

Depois que reclamei de estarem transferindo o problema que eram deles para mim, o consumidor, me prometeram enviar outro exemplar, o que foi bem legal.
O outro, depois de me enviar por e-mail duas contas de poupança, que não permitem depósito pela Internet, me indicou, por fim, uma conta corrente, para depósito em uma agência do Unibanco, que continha zeros demais.
O dinheiro, ainda bem, voltou para minha conta, mas perdi os R$ 8,00 do DOC. Cancelei a compra e engoli o micro-prejuízo.
Ou seja, não há regularidade de atendimento e aí está o calcanhar de Aquiles da Estante Virtual: não podemos selecionar os melhores livreiros, a partir da avaliação de outros compradores.
O site se limita a cadastrar e deixar pesquisar na base de dados, o que já está um tanto superado na atual fase da rede colaborativa.
A meu ver, não existe, assim, mais a possibilidade de site de venda na rede que não permitam toda a comunidade (quem compra ou vende) verificar quem-é-quem do outro lado.
Para assim, desenvolver uma boa reputação, um bom "carma" (como chamam por aí) para que cada um seja avaliado pela comunidade para a qual oferecem serviços e produtos.
Nem livreiros, nem compradores vão querer se expor se a cada ação for avaliado pelo outro.
Só dessa forma - e o que é melhor: sem custo de manutenção para o site organizador - é possível separar o joio do trigo. É bom para todos, quem organiza, quem compra e quem vende.
Sim, é preciso desenvolver a ferramenta colaborativa. Mas feito isso o resto é deixar a comunidade se auto-organizar. Se não há dinheiro para tanto, que tal chamar os livreiros para entrar com recurso e até serem sócios do projeto?
(Um exemplo nessa linha foi feito pela Ingresso.com, que convocou os donos de cinema para entrarem de sócio no negócio e está aí como a principal empresa de venda de bilhetes na rede.)
Negócios a parte, o melhor modelo de venda de usados, me parece ainda o Mercado Livre que uso também com freqüência.
Comprei, por exemplo um controle antigo de videogame para meus filhos, que não tem mais para vender nas lojas tradicionais.
O primeiro que veio estava com defeito.
O vendedor fez questão de me devolver o dinheiro, pois estava preocupado com a avaliação que faria dele no site, pois o histórico está lá para quem quiser ver.
Existe lá a possibilidade de fraude, de cano, de problemas no mercado livre? Sim, mas isso é - ou deveria - ser punido fortemente pela comunidade e pelo próprio site em alguns casos.
(Não é raro encontrar que fulano e beltrano foram expulsos do Mercado Livre por ações dolosas.)
Quanto maior e positivo o histórico, mais confiança se tem na transação de ambos os lados. Não é à toa que hoje os cheques vêm com a data da abertura de conta, algo similar a esse conceito.
Talvez ainda haja muito a melhorar, mas em termos conceituais o Mercado Livre está em um patamar na evolução da sociedade em rede e a Estante Virtual em outro, bem abaixo.
Para agravar ainda mais a situação, além da falta de ferramenta adequada, falta aos empreendedores do site conceitos básicos de como o espaço livre e democrático da rede funciona.
Ao ter problemas com um livreiro e com o conceito exposto aqui sobre o próprio projeto postei duas mensagens no fórum do site.
Recebi logo depois um e-mail de outro usuário da Estante Virtual, que me alertou: "Vão te censurar!".
Não acreditei.

Mas, dito e feito: dois dias depois minhas duas mensagens foram deletadas e recebi o seguinte e-mail do suporte da Estante Virtual:

Prezado Carlos,

A Estante Virtual busca sempre intervir da melhor maneira para garantir tanto aos sebos quanto aos clientes a satisfação nas transações realizadas através do portal. Se houve algum incidente que você queira relatar e resolver, o melhor caminho é escrever para o suporte.
Posts como esse apenas geram discussões com donos de sebo e desacreditam o serviço aqui prestado. Pedimos, mais uma vez, que por favor não envie suas reclamações e sugestões para o Fórum (grifo meu), e sim para o suporte.
Qualquer dúvida, estamos aqui.

Veja o que diz, contraditoriamente, o cabeçalho do fórum:

Fórum

O objetivo deste fórum é permitir a livre troca de informações e experiências entre toda a comunidade de participantes da Estante Virtual (grifo meu), com referência ao portal ou mesmo à ampla gama de questões relacionadas à cultura. Você pode participar criando um novo tópico ou também respondendo os tópicos já iniciados. Para perguntas direcionadas diretamente à equipe da Estante Virtual, utilize porém preferencialmente o formulário de contato.

Não é verdade o que dizem ali, não é livre.
E não é dito também que experiências negativas serão deletadas.
É fundamental, assim, que a Estante Virtual - da qual sou usuário e apoio a iniciativa - reveja o conceito do espaço democrático que a Internet permite e - de certa forma - exige.
E, além da busca, ofereçam a possibilidade da comunidade atestar a honestidade e qualidade dos serviços de cada livreiro. E estes dos usuários, o que agregaria um valor enorme ao atual serviço.

Como até sugere um dos livreiros, em mensagem no Fórum, no dia 16/12:

Boa noite a todos ! Tenho observado nos últimos meses um aumento no número de pedidos cancelados. Na verdade, somente uma minoria solicita cancelamento.... ele se dá porque o cliente sequer responde aos e-mails e aí acabo cancelando. Gostaria de sugerir à EV que pudéssemos ter acesso a um histórico do cliente, tipo: quantas compras já efetivou e quantos cancelamentos. Acho que isto inibiria um pouco aqueles clientes que fazem o pedido e não dão qualquer retorno ao livreiro.

E que compreendam que na rede quanto mais se troca informação usuário- usuário-vendedor-vendedor,etc, quanto mais se abre espaço para a participação de todos e quanto mais se utilizam das mesmas para melhorar o serviço, melhor e mais povoado fica o projeto, gerando, obviamente, mais negócios.

Torço por mudanças!

Disponível em: http://www.dicas-l.com.br/conhecimento_em_rede/conhecimento_em_rede_20080105.php

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Mec repassa recursos para as bibliotecas do Centro-Oeste

O Mec, através da Secretaria de Educação a Distância, efetuou, no último dia 26 de dezembro, o repasse de três milhões e duzentos mil reais para as bibliotecas dos pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) no Centro-Oeste. O recurso será administrado pela UAB-UFMT, destinando-se à aquisição de livros para vinte municípios previamente selecionados e que funcionarão como pólos para a oferta de cursos pelas universidades federais da região, quais sejam a UFMS, a UnB e a UFT, além da UFMT.

A UFMT foi inserida na UAB em outubro do ano passado, quando iniciou a aquisição dos equipamentos para a montagem dos espaços, a elaboração do material didático e a preparação das equipes dos professores. Em 2008, atuará em quatro pólos: Ribeirão Cascalheira, Pontes e Lacerda e Primavera do Leste.

A UAB é mantida pelo Governo Federal e funciona em parceria com as universidades federais e prefeituras, através da publicação de editais que orientam as prefeituras na solicitação dos cursos de interesse para o seu município e região.

Autor: Silvana Ribas
Fonte: Gazeta Digital
Disponível em: http://www.gazetadigital.com.br

São Paulo recebe a 20ª Bienal do Livro em agosto

Donizeti Costa - Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - De 14 a 24 de agosto ocorrerá, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, a 20ª edição da Bienal do Livro.

Uma das novidades deste ano - quando se celebram 200 anos da indústria gráfica no Brasil e da fundação da Biblioteca Nacional - é a Bienal Criança, para a qual foi reservada uma área de 11 mil metros quadrados dos 80 mil metros que terá a feira.

Participarão cerca de 900 selos editoriais do mundo nesta Bienal do Livro, a segunda no gênero no mercado livreiro internacional e que teve 80% de seus estandes vendidos com um ano de antecedência. A previsão é de que 800 mil pessoas visitem o espaço.

Fonte: O Globo On-line
Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/01/07/sao_paulo_recebe_20_bienal_do_livro_em_agosto-327912853.asp

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Internet estimula jovens a irem a bibliotecas nos EUA, diz estudo


Folha Online

Ao contrário do que se costuma pensar, a internet pode estar despertando o interesse das pessoas por livros, pelo menos nos Estados Unidos. Uma pesquisa mostra que mais da metade dos norte-americanos foi a uma biblioteca no país --muitos deles atraídos pelas informações a que tiveram acesso nos EUA.

Dos 53% dos norte-americanos que disseram ter visitado uma biblioteca em 2007, os usuários mais "intensos" tinham de 18 a 30 anos, segundo pesquisa da Pew Internet & American Life Project.

E, de acordo com o estudo, os internautas são duas vezes mais propensos a freqüentar bibliotecas do que aquelas que não usam a rede.

"Essa descoberta vira de cabeça para baixo a nossa opinião sobre bibliotecas", afirma Leigh Estabrook, professora emérita da Universidade de Illinois, co-autora do estudo.

"O uso da internet parece criar uma fome por informação e são as pessoas que usam muito a rede que parecem estar mais dispostos a visitar bibliotecas", afirma a professora.

Surpresa

Conforme a pesquisa, os resultados foram surpreendentes, principalmente em relação a essa faixa-etária. Isso porque em 1996 um estudo da Benton Foundation apontou que as pessoas com essa idade consideravam que as bibliotecas se tornariam menos relevantes no futuro.

"10 anos depois, os irmãos e irmãs mais novos dessas pessoas são os mais ávidos usuários de bibliotecas", afirma a pesquisadora.

Com informações da Associated Press

Fonte: Folha Online
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u359298.shtml

A elite do ensino público

Ao comparar o desempenho dos melhores alunos dos colégios particulares e dos melhores alunos da rede pública no último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministério da Educação (MEC) fez uma descoberta surpreendente. Ao contrário do que se imaginava, os estudantes mais aplicados dos colégios municipais, estaduais e federais obtiveram uma nota média de 68,77, numa escala de zero a 100, contra 68,72 dos estudantes mais aplicados da rede privada. Na prova de redação, a diferença foi superior a 9 pontos em favor da elite da rede pública.

A comparação foi feita entre 149.430 alunos da rede pública que concluíram o ensino médio em 2006 e 149.430 escolhidos entre os melhores formandos da rede privada. Divulgado com exclusividade pelo Estado, o estudo do MEC mostra que 91% dos melhores alunos da rede pública estão matriculados em escolas estaduais, 6,2% em escolas federais e 2,5% em escolas municipais.

A maioria dos melhores alunos da rede pública de ensino médio se concentra nas Regiões Sul e Sudeste, as mais desenvolvidas do País, onde há Estados, como o Rio Grande do Sul, com um longo histórico de investimento em educação básica e em qualificação dos professores das redes públicas. Foi por isso que os alunos gaúchos obtiveram uma média superior à brasileira no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados foram divulgados há três semanas.

No total, o ensino médio tem 9 milhões de alunos matriculados. A grande maioria dos estudantes da rede pública saiu-se mal nos exames do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), no Pisa e no Enem, que é uma prova optativa. Se forem consideradas as notas médias dos 602.232 concluintes do ensino médio que participaram do teste este ano, o desempenho foi 20 pontos abaixo do registrado entre alunos da rede particular. Mas o brilhante desempenho da minoria, que constitui a elite das escolas públicas, sinaliza o caminho que deve ser seguido pelas autoridades educacionais.

"O resultado (do estudo do MEC) mostra o esforço pessoal do bom aluno da rede pública", diz a pedagoga Márcia Sigrist, da Unicamp. Ou seja, quando o estudante é estimulado por professores capacitados, ele tende a se superar, buscando novas fontes de informação, além daquelas que são dadas em sala de aula. Um dos alunos da rede pública que se destacou por seu desempenho no último Enem, acertando 93,65% das questões da prova, é filho de um metalúrgico, estudou a vida inteira em escola pública e faz o ensino médio num colégio estadual na capital, onde foi estimulado a ler o noticiário da internet.

Outro fator que vem estimulando os alunos da rede pública de ensino médio a estudar é a possibilidade de usar as notas do Enem para entrar numa instituição de ensino superior. Atualmente, mais de 400 faculdades em vários Estados utilizam essas notas em substituição do vestibular ou como complemento de seu processo seletivo. E universidades de ponta, como a USP e a Unicamp, adotaram um bem-sucedido programa de inclusão social, premiando com até 30 pontos, em seus vestibulares, os candidatos egressos de escola pública.

São medidas simples, mas eficientes. Esta a lição que se pode extrair do estudo do MEC. A revolução educacional não se faz com sistemas de cotas raciais ou outras demagógicas iniciativas de "ações políticas afirmativas", mas com ensino de qualidade e acesso à informação. A escolaridade básica é o principal alicerce para uma boa formação escolar e profissional. É, também, um fator decisivo para a redução das desigualdades sociais, já que a mobilidade de jovens e adultos no mercado de trabalho depende da educação básica. Depois que uma boa escola do ensino fundamental ensina o aluno a ler, escrever, calcular, pensar e refletir, tudo o mais pode ser aprendido com rapidez e facilidade. E, quanto maior é o estímulo ao estudante do ensino médio para que amplie seus horizontes cognitivos, maiores são suas oportunidades de ingressar no ensino superior ou de sucesso na economia formal.

Quando todos os estudantes do ensino médio do País tiverem o mesmo ensino de qualidade que foi dado àqueles que se saíram bem no último Enem, o Brasil terá dado um passo decisivo para a redução das desigualdades sociais.

Fonte: Estadão.com.br, Caderno Opinião
Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080101/not_imp103023,0.php

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Microsoft desenvolve tradutor de documentos para cegos


FRANKFURT (Reuters) - A Microsoft e o consórcio de audiobooks DAISY estão trabalhando juntos numa ferramenta que permitirá aos deficientes visuais a traduzir documentos do Microsoft Word em padrões de áudio digital.

As duas organizações afirmaram nesta terça-feira que a colaboração tem como objetivo a produção de um programa gratuito de tradução de documentos escritos em Open XML --o formato padrão de arquivo para documentos do Microsoft Office 2007-- para o formato DAISY XML.

O arquivo DAISY XML poderia então ser processado para produzir áudio digital e outros formatos de exibição. A expectativa é de que o programa plugin esteja disponível no início de 2008.

O consórcio sem fins lucrativos DAISY (Digital Accessible Information System), com sede em Zurique, foi formado em 1996 por bibliotecas de audiobooks para ajudar na transposição de livros de áudio do formato analógico para o digital, e adotou um padrão livre com base em formatos de arquivos de Internet.

Entre seus membros estão o Serviço de Biblioteca Nacional dos Estados Unidos para Cegos e Portadores de Deficiências Físicas, a Organização Espanhola para Cegos e a Biblioteca em Braile da Coréia.

A Microsoft está em campanha para ter seu formato de documento Open XML aprovado como padrão internacional, o que ajudaria a empresa a ganhar aceitação de organizações do setor público.

A companhia não conseguiu a maioria necessária em setembro numa votação da Organização Internacional para Padronização (ISO), particularmente devido à preocupações de que o formato não seja realmente livre, mas apenas uma tática para prender o usuário em uma tecnologia.

Um grupo da ISO irá se reunir novamente em fevereiro para tentar chegar a um consenso, o que dá à Microsoft mais tempo para angariar votos.


Fonte: Reuters Brasil
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRN1355158520071113

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Despertar o prazer da leitura (Ceará)


Ações promovidas por ONGs, escolas e comunidades fazem da leitura uma ação transformadora

A educação é apontada como a solução milagrosa para todos os problemas do Brasil, sobretudo os ligados à violência. No entanto, no Ceará, mais de 1,7 milhão de pessoas não sabem sequer ler e escrever, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os projetos do governo alfabetizam e as crianças estão em sala de aula, mas são poucas as que conseguem entender o que um aglomerado de palavras — que chamamos de texto — significa. Essa deficiência faz com que a leitura não seja uma atividade prazerosa.

O futuro do Brasil depende da formação de leitores, não leitores funcionais; de placas de ônibus e bulas de remédio, e sim de leitores que saibam avaliar histórias, artigos, resenhas, enfim, qualquer gênero textual e usá-los no cotidiano. Para ocupar esse vácuo deixado pelas escolas, a sociedade civil tomou para si a responsabilidade de despertar o prazer da leitura nos mais de 326 mil jovens cearenses entre oito e 29 anos que não dominam a escrita.

Nascem assim as bibliotecas comunitárias. Espalhadas pelas periferias da Capital, elas mudam a realidade de pobreza e exclusão em que vivem milhares de crianças e jovens. “Eu aprendi a ler de verdade na biblioteca. Antes, eu só olhava as figuras, agora entendo o livro todo. Minhas notas até melhoraram no colégio”, conta Antônio Márcio Bezerra de Lima, de 15 anos. Eles e mais outras 80 crianças do bairro Bela Vista freqüentam todo os dias a biblioteca comunitária Mary Mona Kelly.

Com os livros nas mãos, eles se tornam herdeiros de um legado imaterial dominado por uma nobreza intelectual brasileira. “Através da leitura, aprendem a ser cidadãos”, diz a coordenadora da Biblioteca, Maria das Graças Raulino da Silva. Há quatro anos, a pequena biblioteca surgiu como uma iniciativa para tirar os meninos e meninas da ociosidade. Com a ajuda financeira e pedagógica da Organização Não Governamental canadense “I Can Foundation”, o espaço se tornou o orgulho da comunidade.

A diretora executiva da ONG canadense, Jacquie Rashleigh, explica que mais outras duas bibliotecas comunitárias são mantidas em Fortaleza com as doações trazidas do Canadá. As outras duas unidades funcionam no Pirambu, na comunidade Terra Prometida, e no Planalto Pici. Além do acervo para consulta e empréstimo, as instituições realizam outras atividades educacionais e culturais com as crianças dos bairros e oferecem lanches durante as atividades, uma forma de garantir a permanência e concentração dos pequenos.

Há ainda outras iniciativas semelhantes nos bairros Messejana, com a Biblioteca Gaivota e no Conjunto Ceará, onde estudantes do Curso de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará (UFC) estagiam. Este ano, mais duas bibliotecas comunitárias foram inauguradas, uma no Parque Genibaú e outra no Carlito Pamplona, como parte do projeto “Eu gosto de ler”, organizado pela vereadora de Fortaleza, Fátima Leite.

De acordo com a vereadora, outras seis comunidades manifestaram o desejo de ter um equipamento com livros didáticos e paradidáticos que possam conquistar mais jovens para o mundo das letras. Mais do que locais onde estudantes e a população, de modo geral, podem pegar livros na forma de empréstimo, as bibliotecas comunitárias consistem em espaços para reforço escolar e transformações sociais.

A vida de Francisco Gael Alves Pereira é outra depois que ele começou a ir para a biblioteca Mary Mona Kelly. “Antes eu vivia na rua e não era bom aluno. Hoje, eu gosto de ler e já li 20 livros este ano”, conta o menino. Os romances e histórias fantásticas são o grande atrativo da criançada, que depois envereda pela história e geografia do País, sempre descobrindo mundos novos.

HISTÓRIAS ENCANTADAS

Contato com os livros deve começar antes da alfabetização

O gosto pela leitura pode ser estimulado desde cedo, quando mal as crianças saem do berço. Com o ouvido atento, os pequenos escutam as histórias de fadas, bruxas e castelos encantados com admiração e assim têm o primeiro contato com o mundo da literatura. A participação da família é decisiva nesse processo, pois com a ajuda dos pais a leitura deixa de ser obrigatória e se torna um programa de família, passando a fazer parte do cotidiano das crianças.

O contato com a leitura deve começar antes do processo de alfabetização. Como explica a psicopedagoga Ana Ásia Almeida, no período de zero a seis anos de idade, a leitura é tratada de forma auditiva com as crianças. “Elas escutam, olham as imagens e imaginam as histórias”, observa. Na escola da rede privada em que ela atua como coordenadora pedagógica, desde muito cedo a leitura é estimulada com os alunos.

Eles participam de situações sociais de leitura e escrita. Uma dessas situações é a leitura de fim de semana. Na sexta-feira, as crianças levam um livrinho para casa e os pais devem ler a história para eles. Essa leitura, afirma a psicopedagoga, deve ser descompromissada, sem o peso de uma atividade pedagógica da escola. “Atrelar a leitura a um trabalho da escola é errado”, frisa Ana Ásia.

Aos pais, cabe não apenas ler o conteúdo do livro, mas narrar essa história, fazendo uma dramatização que envolva o filho no mundo de fantasia da história, a ponto deste se sentir parte dela. “As crianças se tornam quase um co-autor da história. Elas predizem os eventos e tendem até a mudar o final”, observa a coordenadora pedagógica. Além disso, a leitura das fotos é muito importante. Descrever as cenas ajuda as crianças a compreender o livro e a ter um senso crítico.

Mas os pais não devem esperar apenas pela iniciativa da escola para manter uma situação social de leitura. Há muitos títulos infantis que podem ser adquiridos e trabalhados em casa de modo a estimular a leitura. Ana Ásia aconselha os pais a comprar livros atrativos, de tamanho grande, com imagens coloridas e que deixem transparecer uma certa harmonia visual.

Em relação ao conteúdo, as histórias clássicas, como “Chapeuzinho Vermelho”, “Branca de Neve” e “Os Sete Anões” e “Cinderela”, são mais indicados para meninos e meninas depois dos quatro anos de idade. Antes disso, são preferíveis histórias com animais que já fazem parte do repertório cultural dos pequenos leitores.

A leitura ganha contornos lúdicos com a adição de canções, dramatizações e uso de fantoches. O mundo da literatura já é atrativo por despertar a capacidade de imaginar nos adultos e para a meninada ele é um convite à fantasia e à brincadeira. “A criança vive em um mundo imaginário e a literatura combina com isso, a leitura passa a ser então um desafio gostoso”, avalia a psicopedagoga Ana Ásia.

CASA DO CANTADOR

Acervo privilegia a literatura cearense

Michele de Sousa Araújo sai todos os dias do Álvaro Weyne para estudar na biblioteca da Casa do Cantador, no Carlito Pamplona. Ela e os amigos já criaram o hábito de ir todos os dias ao local para fazer as tarefas escolares e depois das lições, entre uma prateleira e outra, encontram uma história que ainda não conheciam ou uma poesia popular que ainda não tinham lido.

Reinaugurada com um acervo maior em julho deste ano, a biblioteca faz parte do projeto “Eu gosto de ler”, coordenado pela vereadora Fátima Leite, e já conta com um acervo que privilegia a cultura e produções locais, com destaque para os cordéis e livros raros, que não podem ser encontrados nas livrarias da Cidade.

“Tudo isso é pela cultura e pelas crianças”, frisa o diretor da Casa do Cantador, Dimas Mateus, também poeta popular. A biblioteca conta com 22 voluntários, que se dedicam a cuidar dos livros e das crianças. “Nosso desafio é estreitar os laços com as crianças para que elas leiam cada vez mais”, afirma a comerciante Tânia Lima do Nascimento, voluntária.

Por enquanto, a biblioteca não está trabalhando com empréstimos, pois ainda estão em processo de catalogação do acervo, explica Roosewelt Lins da Silva, bibliotecário responsável pelo projeto. Ele observa que o modelo de bibliotecas comunitárias está se expandindo rapidamente no Ceará, mais até que em outros Estados do Nordeste.

Essa demanda, frisa Roosewelt Lins, mostra a necessidade de investimentos em políticas de incentivo à leitura. Por conta disso, no próximo dia 20, será realizado o I Seminário de Incentivo à Leitura, no Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza, que tem como objetivo discutir a prática de leituras em Fortaleza.

Artigos nobres, mas perigosos

NAIANA RODRIGUES
naiana@diariodonordeste.com.br

A deficiência de leitura dos brasileiros não deriva da concorrência do livro com os meios eletrônicos. Ela está na raiz da formação do Brasil como Estado-Nação. A entrada dos livros no período colonial só foi permitida no ano final do século XVIII. Apesar da proibição, eram trazidos ilegamente da Europa e comercializados no mercado negro. Essa barreira significava uma estratégia do processo de colonização, pois a leitura de obras iluministas poderiam insuflar revoluções. Por conta desse poder, os livros sempre foram uma ameaça aos governos autoritários. Na Alemanha nazista, milhares de livros que se opunham ao pensamento do Füher foram queimados em praça pública, o que é uma afronta à história da humanidade. No entanto, mesmo em tempos de “democracias”, o livro ainda enfrenta resistências. Desta vez, provocadas pelas leis de mercado, que fazem deles artigos de luxo. Se são muitos os analfabetos funcionais no Brasil, poucos são aqueles que têm condições financeiras de adquirir livros, seja para o estudo ou para o deleite. O livro continua sendo um artigo da nobreza, da classe hegemônica, portanto, iniciativas de bibliotecas comunitárias e grupos de leitura são uma prova de resistência e de autonomia.

Hábito de ler é essencial para a escrita

OPINIÃO DO ESPECIALISTA
JOSÉ LEMOS MONTEIRO *
jolemos@unifor.br

A importância da leitura se torna consensual a partir do princípio de que alguém só adquire e desenvolve a habilidade de escrever se aprender a ler. São dois processos solidários: ninguém aprende a escrever bem se não for um bom leitor. A leitura também é uma condição essencial para que o aluno entenda um texto.

Se ele não tem o hábito de ler, não vai ter referenciais para entender o conteúdo daquilo que está escrito. É essa incapacidade de compreender os significados de um livro ou de um texto qualquer que compõe o quadro do analfabetismo funcional.

O leitor consegue ler o texto, mas não tem referenciais para compreender os significados dele. Uma outra conseqüência do hábito de ler é a abertura para o aprendizado. Para que o aluno aprenda, ele precisa ter a capacidade de compreender os ensinamentos do professor. Primeiro ocorre a apreensão das idéias, segundo a compreensão e a terceira fase é a aprendizagem em si.

A leitura está, pois, diretamente inserida nesse processo. Hoje, com outros meios de comunicação mais ágeis não há muita motivação para a leitura. Mas a escola pode mudar isso utilizando certas estratégias, uma das quais a de possibilitar de que o aluno tenha acesso a textos de boa qualidade literária que, sem dúvida, constituem um instrumento de prazer.

Se a escola apresentar textos pobres e inexpressivos, não irá motivar o aluno. Esse trabalho deve começar nas séries iniciais, para que o aluno não acumule deficiências ao longo do tempo e chegue à Universidade sem querer ler.

* Professor do Curso de Letras da Unifor

Naiana rodrigues
Repórter

Fonte: Diário do Nordeste
http://diariodonordeste.globo.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Terminal de ônibus ganha biblioteca em Santa Catarina



Ler um livro enquanto se espera pelo ônibus, emprestá-lo sem data marcada para devolver, ter acesso a uma biblioteca aberta 24 horas. Todas essas facilidades estão acessíveis às pessoas que circulam pelo Terminal Integrado de Santo Antônio de Lisboa, no Norte da Ilha, desde ontem, graças à inauguração de uma biblioteca de auto-atendimento.

A iniciativa faz parte do projeto Epopéia Literária, do Complexo de Ensino Superior (Cesusc), e tem o objetivo de incentivar o hábito da leitura. A biblioteca consiste em um guichê, montado no terminal, que possui cerca de 200 livros. As pessoas que passam pelo local podem entrar, escolher um livro, preencher uma ficha de controle e levar a publicação para ler no ônibus ou em casa. Não há ninguém controlando os empréstimos nem prazo para devolução. É só entrar e pegar.

- A idéia é desmistificar essa coisa de elite do livro, tornar mais acessível. Falta a descoberta do livro (pelas pessoas) - disse a coordenadora do projeto, Ana Cláudia Oliveira da Silva.

A data de devolução fica a critério de cada um. Segundo Ana, a possibilidade de os livros não serem devolvidos não assusta.

- Se a pessoa levar e demorar, alguém na casa pode se interessar. A idéia é mais fazer com que o livro circule do que fazer com que as pessoas leiam rápido - explicou.

Os livros disponíveis no auto-atendimento foram arrecadados pela biblioteca do Cesusc, como pagamento por atrasos dos associados na devolução. Entre as publicações disponíveis a todos no terminal estão clássicos como O Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos, além de livros mais recentes, como Estação Carandiru, de Drauzio Varella.

http://www.clicrbs.com.br

Biblioteca em borracharia recebe prêmio de incentivo à leitura do MEC

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Na periferia da cidade de Sabará (MG) uma borracharia também é biblioteca. Entre pneus, mangueiras e rodas de carros, estantes nas paredes abrigam mais de sete mil livros na Borrachalioteca de Marcos Túlio Damascena. O local faz mais de 220 empréstimos por mês e recebe crianças e adultos de todas as idades.

Damascena, que é borracheiro, diz que teve a idéia de transformar a oficina em biblioteca há cerca de três anos “a partir do gosto pelos livros e com a vontade de transmitir isso para as pessoas”. Passou então, a juntar revistas e jornais, que antes só estavam à disposição dos clientes, e a oferece-los à comunidade. Com tempo, conta, começou a receber doações de diversos tipos de livros.

Na noite de ontem (30), Damascena foi um dos ganhadores do Prêmio Viva Leitura 2007, que busca incentivar ações de estímulo à leitura no país. Ele recebeu R$ 25 mil da Fundação Santillana, empresa que patrocina o prêmio com apoio do Ministério da Educação e da Cultura. O dinheiro, garante investir na ampliação da Borrachalioteca e em outras ações de incentivo à leitura.

Questionado se a imagem de uma borracharia - que tem funcionários com as mãos sujas de graxa - afastaria os leitores, Damascena avalia que não. “Podem até chegar com esse pensamento mas na hora que conhecem e observam como funciona o projeto dão total valor para a gente”. Segundo o borracheiro, uma das vantagens do iniciativa é o prazo de devolução dos livros - de quinze dias enquanto em uma biblioteca comum o tempo limite é de sete.

Para Damascena, a idéia de fazer uma biblioteca na oficina é uma iniciativa simples para incentivar a leitura na localidade. “São coisas assim que podem modificar a situação da leitura no país”, ressaltou. “A leitura é um prazer que instrui”. Assim como ele, outras duas iniciativas foram premiadas em um evento que teve quase duas mil inscrições de todas as regiões do país.

O prêmio faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura do Ministério da Educação e da Cultura. Além de reconhecer e divulgar ações de estimulo à leitura é meta do plano implantar bibliotecas em todos os municípios do país em dois anos, aumentar o número de livrarias e apoiar o debate e a adoção de mecanismos não restritivos de direitos autorais, entre outras medidas.

Fonte: Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br

Um grande vazio na herança cultural


Em seu livro, Stuart Kelly procura resgatar as obras que, se tivessem permanecido, teriam apontado para novos caminhos

Ubiratan Brasil

Como seria a cultura mundial hoje caso a famosa Biblioteca de Alexandria, considerada o centro cultural do mundo às vésperas da Era Cristã, não tivesse sido destruída há cerca de 1.400 anos? E o que dizer dos clássicos gregos e romanos que não sobreviveram ao tempo? Finalmente, o que mudaria na literatura se fossem terminados os trabalhos eternamente embrionários que seus autores planejaram e desenvolveram, mas nunca chegaram ao ponto de escrever? Tais questões martelaram durante muito tempo a cabeça do escocês Stuart Kelly que saiu à caça das obras que deixaram uma verdadeira lacuna em nossa herança cultural para escrever O Livro dos Livros Perdidos (434 páginas, R$ 54), que a editora Record lança nesta semana.

Como o trabalho teria uma dimensão extraordinária, Kelly se limitou aos clássicos, dos mais antigos aos contemporâneos. Assim, de Shakespeare a Sylvia Plath, de Homero a Hemingway, de Dante a Ezra Pound, ele listou grandes escritores que produziram obras perdidas, incapazes de serem lidas. “Houve muitas perdas lamentáveis, mas, em minha opinião, as mais sentidas foram as tragédias gregas, das quais apenas uma pequena fração chegou aos nossos dias, e a Biblioteca de Alexandria, destruída pelos conquistadores muçulmanos que acreditavam que o Alcorão era o único livro que deveria existir”, comenta o pesquisador.

A lista, na verdade, começou a ser montada quando, aos 15 anos, Kelly descobriu que não havia sobrado nada das obras de Agathon, celebrado dramaturgo e amigo pessoal de Eurípides. Movido pela curiosidade, ele saiu em busca do rastro de outros escritos e logo descobriu uma lista vasta e heterogênea.

Afinal, o primeiro trabalho de Homero (autor de Ilíada e Odisséia) foi supostamente um poema épico com matizes cômicos. Já as memórias do poeta Byron foram destruídas pelo próprio autor. E Flaubert, que sofria de convulsões, além de provavelmente ser epilético, ensaiou escrever uma novela sobre insanidade, mas a idéia ficou aprisionada em sua mente. “A história inteira da literatura era também a história das perdas da literatura”, observa.

Diversas razões podem explicar as perdas. Inicialmente, o material facilmente perecível utilizado pelo homem para armazenar sua cultura: cera, pedra, argila, papiro, papel e até mesmo corda, como é o caso da linguagem peruana dos nós, quipo. “Visto que tem uma dimensão material, a própria literatura compartilha a vulnerabilidade de sua substância”, comenta Kelly. “Todos os elementos conspiram contra ela: o fogo e a água, o ar ressecado que corrompe, a terra argilosa que se decompõe.”

A forma mais simples de perda, no entanto, é a destruição. Kelly lembra que o poeta do século 19 Gerard Manley Hopkins queimou toda a poesia que escrevera quando passou a dedicar sua vida à beleza de Deus. James Joyce atirou ao fogo Stephen Hero, o primeiro esboço de Retrato do Artista Quando Jovem, mas não impediu sua mulher de salvar o que pôde. Mikhail Bakhtin, exilado no Casaquistão, usou seu trabalho sobre Dostoievski como papel para cigarro, depois de ter fumado um exemplar da Bíblia.

Mesmo sem confirmação, há indícios de trabalhos que foram destruídos. É o caso de Sócrates que, quando estava preso aguardando a execução, escreveu versificações das Fábulas de Esopo. Nenhuma delas sobreviveu, restando apenas ecos baseados nos diálogos memorizados e inventados por Platão.

O acaso também colaborou para dizimar a cultura. Stuart Kelly lembra, por exemplo, que uma pasta com os originais de Ultramarino, de Malcolm Lowry, foi roubada do carro do seu editor, e a versão existente teve de ser reconstruída a partir do que foi encontrado nas caixas de anotações de Lowry.

Em muitos casos, o próprio autor morreu antes de concluído o trabalho.Virgílio deixou instruções para que A Eneida fosse queimada, já que não a havia burilado à perfeição. A polícia nazista impediu que o teólogo radical Dietrich Bonhoeffer terminasse sua dissertação sobre ética. O Romance de Dolliver, de Nathaniel Hawthorne, A Barragem de Hermiston, de Robert Louis Stevenson, e Denis Duval, de William Makepeace Thackeray, são lembrados como clássicos incompletos. Kelly observa ainda que Robert Musil e Marcel Proust não conseguiram aperfeiçoar suas volumosas obras-primas.

Finalmente, a categoria dos livros que foram deliberadamente perdidos. Ou seja, idéias e rascunhos abandonados por seus autores, insatisfeitos com o caminho tomado ou simplesmente interessados em outras histórias. A fila remonta à Grécia Antiga. Kelly lembra que Sólon, o legislador ateniense, estava ocupado demais em criar impostos a pôr em versos a história de Atlântida. Já Victor Hugo prometeu mas não escreveu A Quinquengrogne. “Teria sido Gaia, de Thomas Mann, a obra-prima que ele acreditava que seria enquanto ainda não escrita? Teria o jamais escrito Fala, América, de Nabokov, seqüência de suas lembranças (Fala, Memória), revelado mais acerca da composição de Lolita ou de seus trunfos de colecionador de borboletas?”, questiona Kelly. “Esses trabalhos são tão ambiciosos que sua finalização parece intrinsecamente impossível.”

As suposições levam a outro questionamento, cuja resposta é temerário dimensionar: perder-se é a pior coisa que pode acontecer a um livro? Além de, em certos casos, salvaguardar a reputação do autor (se o valor do texto for questionável), a obra perdida torna-se infinitamente mais atraente pelo fato de ser perfeita na imaginação.

Stuart Kelly afirma que, atualmente, é quase impossível acreditar em perda. O avanço tecnológico, que tanto é utilizado para desvendar documentos antes considerados indevassáveis (como os papiros descobertos em Herculaneaum, cidade soterrada em 79 d.C. quando o Vesúvio entrou em erupção), como no serviço de preservação, possibilita ao homem registrar seus passos com segurança. E qual a importância disso? “Ao tentar preservar o que nos torna humanos, provamos nossa própria humanidade”, responde Kelly.

Fonte: O Estado de São Paulo
http://txt.estado.com.br

'Biblioteca do Além' atrai visitantes de cemitério em SP



2,3 mil livros foram distribuídos em frente a cemitério da Zona Sul.
Visitantes tiveram dificuldades para carregar todas as obras escolhidas.

Roney Domingos


Escritores eternizados em livros dividiam espaço – e a atenção de visitantes - com os túmulos do Cemitério São Luís, localizado na periferia da Zona Sul de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (2), Feriado de Finados.

Em uma banca montada sob uma barraca de plástico, a Organização Não-Governamental Educa São Paulo colocou à disposição do público 2,3 mil livros, que podiam ser observados, manuseados, lidos e – enfim – levados gratuitamente pelos interessados.

As opções eram muitas. Era possível escolher entre nobres autores falecidos, como a romancista britânica Agatha Christie e o filósofo Karl Marx e ainda vivos, como o português José Saramago e o brasileiro líder de vendas Paulo Coelho. Quem teve disposição pôde carregar para a estante de casa a Enciclopédia Barsa completa.

Os livros foram doados à ONG por alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), igrejas e clubes. "Fizemos essa Biblioteca do Além para trazer cultura às pessoas", afirmou Devanir Amâncio, coordenador da ONG.

Karla Jaine, de 10 anos, e sua amiga, Rafaiane Monteiro, de 9 anos, tiveram certa dificuldade para suportar o peso da coleção de livros de histórias policiais. Mas dizem que adoram os contos da escritora britânica conhecida como Rainha do Crime.

Iris Alves, de 14 anos, foi ao cemitério para ajudar a família a vender flores. Ficou com "O Canto do Rouxinol", livro de poemas de Regina Rosseau. Sua amiga, Jamille, de 15 anos, levou o Atlas Barsa. "Meu irmão pediu" afirmou.

Jefferson, de 10 anos, escolheu duas obras antagônicas, uma voltada para o sonho e outra para a realidade: "Papagaio com rabo de boi e outros desenhos de Caó"e "Receita para a Morte – Cinco histórias policiais", de Nero Blanc. João Lucas, de 10 anos, também. Ficou com "As grandes figuras da Bíblia"e "Casseta e Planeta". "Em casa só tem livro de escola", disse ele.

A barraca de livros atraiu também os adultos. Estudante de História, Silvana de Paula Jesus foi visitar o cemitério e encontrou na barraca montada na porta algumas obras de sociologia e filosofia que não via na biblioteca pública.

A expectativa da ONG Educa São Paulo é que até o final de dezembro, a biblioteca ocupe permanentemente uma das salas de velório do cemitério.

http://g1.globo.com/Noticias/

À caça de um 'faz-tudo', mercado muda nome de profissões famosas

Rachel Silva
rsilva@redegazeta.com.br

Você sabe explicar o que faz um profissional de "key account"? E um "hair designer"? Profissões tradicionais como as de vendedor e cabeleireiro vêm ganhando novos nomes, por razões diversas.

Há quem chame a empregada doméstica de "secretária", o que pode ser um jeito simpático de valorizar essas profissionais, embora as tarefas continuem sendo as mesmas: limpar, lavar, cozinhar e passar.

Por outro lado, há profissões em que o nome muda porque as atribuições são diferentes. Na era da Internet, não é de se estranhar que o bibliotecário passe a ser chamado de "gerente de informações", uma vez que a maioria das empresas possui, hoje, um acervo de documentos e informações que não estão impressas em papel.

Um outro exemplo é a profissão de contador que, antes de ser regulamentada por lei, era chamava de "guarda-livros". Hoje, o termo "contabilista" pode ser usado para profissionais de nível técnico ou superior, mas a categoria tem preferido o título de "profissional da contabilidade". Outros nomes, como auditor, perito ou analista, são utilizados pelos profissionais da Contabilidade que passam por cursos de especialização.

"Eu entendo que a evolução da língua e da própria profissão obriga a encontrar um termo mais adequado para descrever as atividades desenvolvidas", afirma o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-ES), Paulo Vieira Pinto.

Demanda. Mesmo que as funções continuem as de sempre, as exigências do mercado tendem a aumentar. De acordo com a consultora Maria Rita Sales, da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-ES), espera-se dos profissionais uma postura de comprometimento cada vez maior com os resultados da empresa.

"Hoje o profissional, além de elaborar, precisa apresentar, prospectar, avaliar e gerar lucros, isso em todas as profissões. Uma telefonista não deve apenas receber as chamadas de clientes e fornecedores, ela também apresentará em primeira mão a imagem da empresa, fará a abordagem e dará a deixa para o setor comercial alavancar as vendas", explica.

O diretor regional do grupo Catho, Elias Gomes, afirma que a mudança do nomes das profissões quase sempre está relacionada ao aperfeiçoamento da estrutura de gestão das empresas.

"Também há o caso de profissões que não fazem mais sentido, como gerente de informática. Gerente de Tecnologias da Informação é mais abrangente. É claro que, às vezes, a mudança de nome é só para dar um status, mas o profissional não tem a remuneração condizente", diz.

Para quem está em busca de um emprego, essa profusão de nomes pode tornar mais difícil a elaboração do currículo. Como "vender" sua imagem, sem correr o risco de não ser compreendido? Para Elias Gomes, a solução é não se descrever usando o nome do cargo, que, às vezes, não explica bem a função.

Ela é pau-para-toda-obra

Fernanda Soares, 25 anos, secretária executiva

Fernanda Soares tem orgulho em afirmar que é secretária executiva. "A gente fica bem indignada quando é confundida com doméstica, sem querer menosprezar a profissão. Algumas pessoas também confundem o curso com telefonista ou recepcionista", diz. Além de ser professora do curso de Secretariado Executivo do Cesat, Fernanda também é a secretária geral da faculdade. Ela explica que a profissão é regulamentada por lei, há cerca de dez anos, mas que só recentemente as pessoas têm entendido melhor quais são as atribuições de uma secretária – muito além de atender aos telefonemas e de servir cafezinho.

ANÁLISE
Maria Rita Sales

Seja versátil

A s mudanças são fruto de nossas atuais necessidades. Historicamente as pessoas precisam de mudanças, de novidades. No âmbito profissional existem algumas razões relevantes, tais como: novos conhecimentos, evolução da internética, capacidades tecnológicas ampliadas, pela natureza da função que se torna mais complexa e – não deixaria de mencionar – para facilitar a adequação aos regulamentos impostos, exigências da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), da legislação e das premissas da qualidade/certificações a que todas as empresas estão sujeitadas. O novo nome busca melhor traduzir a atual realidade na área. Na área de informática ocorre em função da associação de várias habilidades inclusive as tecnológicas, artísticas e criativas. Conheço algumas empresas que possuem vendedores de segunda categoria, pequenos em visão, mas que têm título no cartão de Gerente de Negócios. Suponho que seja para "melhorar" a prospecção da própria pessoa. O que não adianta muito, não é? O mundo requer dos profissionais maior versatilidade, com background em tecnologia e conhecendo a área de negócio profundamente, além da sintonia com o foco da empresa. Um outro diferencial requerido é a capacidade de estabelecer relações muito boas dentro e fora da empresa.

Quem batalha no mercado deve utilizar o que conhece e não a moda. O selecionador saberá, com certeza, adequar o material à demanda da empresa.

Maria Rita Sales Conselheira da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Espírito Santo (ABRH-ES)

"Na maioria dos casos, o melhor é não optar por dizer o seu cargo, mas descrever a área, como exemplo "gestão financeira". Durante a análise curricular, o selecionador, certamente, vai identificar o nível desse profissional, pelo conjunto das informações contidas no currículo", ensina.

Fonte: A Gazeta
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